Com ou sem glúten: eis a questão

Cortar o glúten não é necessário, essa proteína, apesar de demonizada, não é a grande vilã

O endocrinologista Dr. Marcello Delano Bronstein, professor da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo, traz à tona um tema muito em voga atualmente: “Gluten-Free ou NÃO”. Quem de fato deve restringir o glúten da alimentação?

Segundo o especialista, é necessário alertar para o vasto leque de manifestações clínicas da doença celíaca, que atinge 1% da população mundial, mas sem que se deixe de tomar atenção à crescente popularidade das dietas gluten-free. Para ele, o aval de celebridades para os méritos deste tipo de regime alimentar ajuda na disseminação de erros e inverdades, já que não existem publicações e evidências científicas que atestem que a retirada do glúten da alimentação leva ao emagrecimento de pessoas sem doença celíaca ou livres de sensibilidade ao glúten.

Bronstein reforça ainda a importância de assinalar que as dietas gluten-free não necessariamente são hipocalóricas, uma vez que alguns produtos sem glúten consumidos nas dietas efetivamente têm maior valor calórico do que seus equivalentes que contém o nutriente.