Alimentação

Sua dieta pode estar te matando e você nem sabe

Atualizado em 10 de abril de 2019
Sua dieta pode estar te matando e você nem sabe

Algumas mudanças simples podem ter um impacto enorme na sua saúde, afinal, nenhuma dieta detox, lowcarb ou pastosa é perfeita

Começar uma dieta nunca é uma tarefa das mais fáceis. Muitas vezes pode ser solitário. Também não é barato. Todos sabemos que os alimentos saudáveis ​​são, na maioria das vezes, mais caros que os alimentos com pouco valor nutricional. E manter uma dieta restritiva é tudo isso. Dieta detox, dieta cetogênica, dieta pastosa, será que isso é bom para a saúde em um longo prazo? Depende. Mas alguns erros, em dietas restritivas ou não, têm custado mais do que o dinheiro, custa a saúde.

Mas o custo proibitivo dos alimentos que são bons para nós pode estar custando mais do que você imaginava. Um novo relatório tão realista quanto chocante, publicado na revista The Lancet, descobriu que até um quinto das mortes em todo o mundo estão ligadas a más dietas.

Assustador, não é mesmo?

O estudo explica que, globalmente, 11 milhões de mortes em 2017 foram associadas a dietas pobres. Doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer e diabetes tipo 2 estavam entre as principais doenças causadoras dessas mortes.

A nutrição se destaca como uma das áreas da saúde pública que piorou drasticamente durante o século XXI. As taxas de mortalidade por câncer, por exemplo, caíram tanto para homens quanto para mulheres nos EUA, de 1999 a 2015. Mas o novo relatório destaca o fato alarmante de que a estimativa de mortes relacionadas à dieta aumentou: em 1990, eram apenas 8 milhões.

Embora muitos fatores influenciem o crescente número de mortes relacionadas à dieta, o relatório enfatiza a importância de três recomendações nutricionais que estão sendo ignoradas com demasiada frequência. Também enfatiza a necessidade de cortar três categorias de alimentos que comemos com muita frequência. Aqui estão as maiores dietas que levam a mortes em todo o mundo.

1 – Não comer oleaginosas

Os maiores déficits para uma nutrição eficiente foram relacionados ao consumo de nozes e sementes, segundo um comunicado de imprensa sobre o novo relatório. Aí você pensa: “mas nozes e castanhas são caras”. Realmente, mas amendoins, sementes de abóbora e girassol, por exemplo, são bem mais baratos e já conseguem suprir uma parte dessa carência.

As oleaginosas são excelentes fontes de proteínas, fibras, gorduras saudáveis para o coração e vitaminas. Em vez de comer alimentos com gorduras saturadas insalubres, tente substituir por um punhado de oleaginosas ou sementes. Você vai se sentir com mais saciedade, por mais tempo e de maneira muito mais saudável.

2 – Deixar de tomar leite

O leite é um assunto bastante polêmico entre profissionais de saúde. Alguns dizem que apenas bebês e crianças deveriam tomar, outros afirmam que tomar leite por toda a vida é algo importante para manter uma vida saudável.

Segundo o relatório, a falta de leite ajuda a nos matar. Globalmente, estamos consumindo apenas 16% de quantidade sugerida de leite, de acordo com o novo estudo. A quantidade diária recomendada, diz a pesquisa, foi fixada em 435 gramas.

Além da discussão “tomar ou não tomar”, hoje existem diversos tipos de leite. Mas o leite integral está voltando a assumir a preferência entre as escolhas consideradas mais saudáveis. Consumir leite integral e outros laticínios integrais é um hábito que tem sido associado a um menor risco de obesidade. Além disso, o leite integral pode ajudar as crianças a absorver mais vitamina D. Provavelmente não precisamos mencionar isso, mas o leite também ajuda a manter os ossos mais fortes e evitar, por exemplo, a osteoporose.

3 – Comer poucos alimentos integrais

Outra coisa apontada pelo relatório é o fato de, mundialmente, não sermos grandes consumidores de alimentos feitos com grãos integrais. A média diária de ingestão é de 29 gramas, mas deveríamos ingerir 125 gramas por dia, diz o estudo.

Os potenciais benefícios de se ingerir grãos integrais suficientes incluem uma diminuição do risco de doenças cardíacas, melhor saúde digestiva e ajuda com o controle de peso. A baixa ingestão de grãos integrais (abaixo de 125 gramas por dia) foi o principal fator de risco alimentar para morte e doença nos EUA, diz o comunicado de imprensa.

Coloque esses alimentos em sua dieta, aumente a quantidade de grãos integrais que você está consumindo de maneira simples: troque o arroz branco por arroz integral, acrescente cevada aos seus cozidos, coma aveia com seu leite ou iogurte, troque o pãozinho pelo pão integral, faça sua macarronada de domingo com macarrão integral e substitua petiscos caros e industrializados por pipoca.

4 – Consumir muitos alimentos salgados, bebidas açucaradas e alimentos industrializados

Nós sabemos que você ouve bastante coisas sobre os efeitos colaterais horríveis de se beber muito refrigerante o tempo todo, mas, caso tenha se esquecido: refrigerantes levam ao ganho de peso, diabetes e cáries. E os refrigerantes diet não são melhores para a saúde, seu consumo tem sido associado a um aumento do risco de acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, demência e, pasmem, ganho de peso. Já o excesso de sódio pode causar pressão alta, derrames e ataques cardíacos. A carne processada pode aumentar suas chances de ter diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

E aquele alimento industrializado fit – e isso inclui biscoitos integrais, barrinhas de cereal e toda a sorte daquilo que consideramos seguro e saudável – provavelmente aparece na lista de inimigos da boa saúde. Por trás do verniz saudável, se esconde um monte de gordura trans, sódio e até mesmo açúcar. Portanto, tenha sempre bastante atenção e sempre, sempre mesmo, leia o rótulo do que estiver comprando no supermercado.

Lembre-se, os ingredientes que vêm primeiro estão em maior quantidade no produto, portanto, atente a isso e fuja daquilo que certamente não fará bem.

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