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Como reconhecer seus limites na hora do treino?

Atualizado em 28 de maio de 2016
Como reconhecer seus limites na hora do treino?

Fisiologista do HCor ensina cálculo de resistência para executar treinos mais seguros

 

 

Frequência cardíaca nada mais é do que o número de batidas que o coração dá durante um determinado espaço de tempo. O tipo de medição mais utilizado nesse caso é o que chamamos de “batimentos por minuto” ou, simplesmente, “BPM”. Esse parâmetro costuma ser adotado por atletas profissionais, por exemplo, para saber se estão ou não no limite de sua resistência cardíaca, enquanto treinam ou atuam em suas respectivas modalidades esportivas. 

 

“Monitorar os BPMs é ainda mais importante no caso de não atletas que buscam praticar atividade física. Isso porque grande parte deles pode acabar se expondo a exercícios de alta intensidade, sem contar com o devido preparo, o que representa um grande perigo à saúde”, afirma o fisiologista do HCor – Hospital do Coração, Diego Leite de Barros.

 

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Barros explica que, em geral, indivíduos comuns praticam atividades físicas mais leves do que as de um atleta de alta performance, por exemplo, já que o objetivo não é competir, mas, sim, perder peso, queimar gorduras localizadas ou apenas combater o sedentarismo e manter um certo condicionamento físico em prol de uma vida mais saudável. 

 

Porém, esse tipo de iniciativa não impede que eles atinjam ou até ultrapassem os limites de sua resistência cardíaca. “Para ficar em forma, algumas pessoas recorrem a caminhadas ou corridas em um ritmo estável e mais comedido. Outras, no entanto, preferem praticar esportes como futebol, vôlei ou basquete, cuja dinâmica mescla momentos de pouca movimentação com corridas curtas, bastante intensas, que sempre e levam a frequência cardíaca consideravelmente”, alerta.

 

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Calcule seus limites 

Para garantir a prática mais segura de exercícios, Barros sugere que, a exemplo do que fazem os atletas profissionais, pessoas comuns adotem o seguinte cálculo: 220 BPMs menos a própria idade. “O resultado dessa conta é equivalente ao limite da resistência cardíaca do indivíduo. A partir desse número, é possível que ele cuide para não exceder a própria capacidade, enquanto se exercita”, esclarece. “Contudo, vale lembrar que os limites de cada um podem variar em função de fatores, como idade, peso, presença ou histórico de doenças cardiovasculares na vida pessoal ou na família. Por isso, é fundamental que as pessoas jamais pratiquem qualquer tipo de esporte ou treinamento físico, sem antes passar por uma avaliação médica que possa confirmar se o número obtido com o cálculo da frequência cardíaca pode ser adotado como parâmetro ou não”, recomenda.

 

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Escolha o que praticar 

Outra dica de Barros é em relação à categoria de exercícios que o indivíduo pode praticar. Segundo ele, exercícios leves, como caminhadas, demandam até 50% da capacidade cardíaca do indivíduo, enquanto os moderados, como cooper ou corridas em baixa velocidade, de 50% a 70%. Já os exercícios intensos, como sprints em alta velocidade, entre outros que exigem explosão muscular, por exemplo, pedem de 70% a 100% (veja quadro). “Como base nessas porcentagens, as pessoas podem optar pelo tipo de atividade física que melhor se adequa às suas condições de saúde e se resguardar de outras que podem representar algum risco. Contudo, isso não exclui a necessidade de monitoramento constante – que, atualmente, pode ser feito por meio de relógios especiais ou mesmo de aplicativos de celular. Afinal, diferentes circunstâncias podem provocar variações nesses parâmetros”, pondera. “De qualquer forma, com todos esses cuidados é possível obter treinos mais seguros e cuidar ainda melhor da saúde”, conclui o fisiologista do HCor.

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