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Treino de alta intensidade: conheça os benefícios

Atualizado em 21 de março de 2019
Treino de alta intensidade: conheça os benefícios

Treino HIIT queima gordura mais rápido e melhora a capacidade cardiorrespiratória

O HIIT, treinamento cardiorrespiratório intervalado de alta intensidade, na sigla em inglês, é caracterizado por breves períodos de atividade intensa, em que o indivíduo é levado até próximo de sua capacidade cardiorrespiratória máxima por entre 30 a 60 segundos, intercalados por tempo de repouso ou de exercícios mais amenos.

“Além de óbvio aumento da capacidade de desempenho dos indivíduos, o HIIT favorece a queima de gordura e amplia a capacidade cardiorrespiratória, um elemento importante da aptidão física”, explica Marcelo Marquezi, profissional de educação física e coordenador do Laboratório de Fisiologia e Metabolismo da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Ele destaca que as mudanças percebidas no organismo dos praticantes do HIIT podem favorecer potenciais implicações relacionadas à saúde de pessoas com doenças crônicas, incluindo diabetes tipo II, sobrepeso e obesidade.

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Recomendações

Apesar dos benefícios, o HIIT não é recomendado para todos. “Esse tipo de treinamento, devido a sua natureza extrema, não é indicado para pessoas com problemas osteomusculares (lombalgias, por exemplo), articulares e obesos”, comenta o professor Marquezi. Os sedentários ou irregularmente ativos necessitam de um período inicial de adaptação antes de iniciar um programa de treinamento com HIIT.

O professor explica que protocolos alternativos de HIIT têm sido propostos nos últimos anos, com o objetivo de aplicação em diferentes públicos. “No Laboratório de Fisiologia e Metabolismo da UNICID, utilizamos um protocolo que consiste de oito séries de corrida na esteira com duração de um minuto a aproximadamente 15km/h intercaladas por 75 segundos de recuperação passiva. Observamos que nosso protocolo promove intensidades suficientes para caracterizá-lo como de alta intensidade, mas passível de aplicação em indivíduos fisicamente ativos não treinados”, completa.

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A nova modalidade, apesar de ser realizada em menos tempo, demanda intervalos mais longos entre as sessões. “Em nossos estudos, cada sessão de treinamento tem duração média de 18 minutos e indicamos que os treinos tenham intervalos de 48 horas”, recomenda Marquezi. Com relação ao período de treinamento, a literatura relata estudos com até 16 semanas de duração, mas o professor acredita que a prática pode ser realizado de modo extensivo, como um novo hábito na vida do indivíduo.

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