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Diástase abdominal: sedentarismo pode ser a causa

30 de setembro de 2015
Diástase abdominal: sedentarismo pode ser a causa

Problema trazido à tona pela cantora Sandy não tem prevenção objetiva, mas alguns fatores podem contribuir

A cantora Sandy trouxe à tona recentemente um problema pouco comentado: diástase pós-gravidez, uma depressão que segue da área dos seios até o umbigo, causada pela separação do músculo reto abdominal, em decorrência das modificações da região na gestação, facilmente identificada por meio de um exame físico.

“Existem alterações fisiológicas e musculoesqueléticas que por influência hormonal permanecem durante todo período gestacional. A diástase do músculo reto abdominal é uma delas e ocorre quando há uma separação entre os feixes MUSCULARES, na linha média (linha alba) com espaçamento superior a 3 cm. Ela pode ser observada em 3 níveis: infraumbilical (abaixo do umbigo), a umbilical que é a mais frequente e a supraumbilical (acima do umbigo) .

 

De diagnóstico predominantemente clínico, pode ser agravada pela obesidade, gestações múltiplas, macrossomia fetal e poliidrâmnio (aumento de liquido amniótico). Não podemos deixar de dar uma atenção especial àquelas gestantes cuja musculatura abdominal é constitucionalmente flácida.”, explica o ginecologista Carlos Alberto Politano, Diretor da Associação de Obstetricia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Não há formas de prevenir especificamente a diástase de reto, todavia alguns cuidados e hábitos podem minimizar as dores lombares e pélvicas decorrentes do comprometimento postural da gestante. Os cuidados com a alimentação e a atividade física deixaram de ser opcionais e passaram a serem os pilares de uma gestação saudável e agradável.

A má postura interfere imediatamente nos feixes musculares, uma vez que, pelo crescimento do abdômen, a curvatura da coluna é alterada. Assim, exercícios devem ser realizados mesmo pelas gestantes que antes eram sedentárias. Algumas das indicações de atividades são caminhadas, hidroginástica, pilates e musculação; este último, apenas com acompanhamento de profissional especializado em treinamentos para grávidas.

Alimentação é o segundo pilar para uma gestação saudável. “A ideia de comer por dois não vale mais. O correto, atualmente, é alimentar-se de três em três horas e em porções menores. É essencial manter o equilíbrio para ter ingestão proteica balanceada, importante para a musculatura”, diz o ginecologista.

O tratamento varia de acordo com a gravidade da diástase de reto e sempre deve ser realizado com exercícios específicos, dirigidos por um fisioterapeuta ou outro profissional de saúde acostumado no acompanhamento de gestante. O médico reforça a importância de uma orientação nutricional e do acompanhamento da gestante quando a mesma mantém atividade física.

O uso da cinta não é válido durante a gravidez, porém, é fundamental após – isto porque o abdômen está flácido e ela ajuda a minimizar os efeitos na musculatura. 

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