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Futebol é (e deve ser) esporte para as mulheres

Atualizado em 2 de abril de 2019
Futebol é (e deve ser) esporte para as mulheres

Após décadas de ‘esporte para meninos’, a saúde feminina agradece às peladas e sua moral também

Se você (ainda) pensa que futebol é coisa de menino, atualize-se. Futebol não é, nunca foi e jamais deverá ser um esporte de gênero. Uma prova disso é o fato de o maior expoente mundial do nosso país ser a jogadora Marta, cinco vezes consecutivas escolhida pela FIFA como a melhor jogadora do mundo.

Além do espaço que nos cabe moralmente, é preciso salientar que o futebol é um esporte que pode oferecer inúmeros benefícios à saúde feminina. Rodrigo Coelho preparador físico do A.D. Centro Olímpico, equipe vencedora do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino em 2013 diz que o esporte é uma modalidade ‘mista’, que trabalha ao mesmo tempo com exercícios aeróbicos, que utilizam uma grande quantidade de músculos de forma rítmica, e anaeróbicas que são atividades de curta duração e de grande intensidade, isso exige fisicamente de quem o pratica, “Apesar da predominância aeróbia do jogo, elas caminham, trotam e correm em intensidades leves e moderadas. Durante as partidas, existem muitos estímulos anaeróbios, como por exemplo, sprints, que são corridas em intensidade máxima, chutes, saltos, acelerações e desacelerações em altíssima intensidade. Por esta variação entre metabolismos aeróbio e anaeróbio durante a prática, podemos considerar a atividade ‘mista’”, diz o preparador.

Para Rodrigo os exercícios aeróbios contribuem muito para a redução da glicemia, pressão arterial e diminuição de peso, “Também podemos observar a redução da gordura corporal que traz perca de peso e uma sensação de prazer e satisfação para quem pratica”, comenta.

É possível obter tais benefícios antes mesmo do apito inicial da partida, durante o aquecimento, “Sempre tentamos relacionar as atividades do aquecimento de acordo com a atividade seguinte, o jogo no caso do futebol. Quando falamos em corpo, não nos referimos apenas na visão fisiológica e biomecânica da coisa, mas também psicológica, para aumentar a concentração, melhora na tomada decisões e resoluções de problemas” ressalta o preparador físico da equipe patrocinada pelo São Cristóvão Saúde.

Uma das atletas do time Juliana Pires, 18, diz que começou a jogar futebol por recomendação médica após ser diagnosticada com bronquite crônica. “Os treinos me ajudaram a não ter mais ascrises que começaram quando tinha apenas dois anos. O esporte mudou minha condição de saúde, e recomendo a prática a todos”.

Já Beatriz Sartori, 17, acredita que o futebol à ajudou a se aceitar melhor após uma infância difícil por sua estatura corporal. “Após entrar nas categorias de base do Centro Olímpico, percebi como as pessoas podem ser diferentes. Então assim, melhoraram, e muito, minhas relações sociais. Poderia dizer que ajudou mais no sentido de aceitar as diferenças e consequentemente em melhorar amizades, conversar e relacionar com as pessoas.”, defende a atleta.

Os resultados para cada organismo estão amarrados ao planejamento que foi feito para atleta defende Rodrigo, “Tudo deve ser bem planejado e orientado para acelerar o êxito nos objetivos traçados, além disso, nunca podemos esquecer que a boa alimentação será fundamental neste processo”.

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