Equilíbrio

Problemas com o espelho? Você pode ter dismorfia

Atualizado em 17 de junho de 2019
Problemas com o espelho? Você pode ter dismorfia

A dismorfia corporal afeta a percepção da própria imagem e pode até levar ao suicídio em casos extremos

A imagem do espelho é sempre incômoda? Você se sente gorda, feia, inadequada, mesmo quando todo mundo te diz o contrário? Isso pode ser uma condição chamada dismorfia corporal.

A dismorfia corporal é um transtorno mental em que você não para de pensar em um ou mais defeitos percebidos ou falhas em sua aparência – uma falha que, para outros, é menor ou não observável. Mas que causa muita vergonha e ansiedade em quem sofre desse mal, a ponto até mesmo de levar ao isolamento social.

Quem sofre com a dismorfia corporal fica intensamente obcecado com a aparência e a imagem corporal, checando repetidamente o espelho, cuidando ou buscando afirmações de que sua aparência é boa, às vezes por muitas horas todos os dias. Sua falha percebida e os comportamentos repetitivos lhe causam sofrimento significativo e afetam sua capacidade de funcionar em sua vida diária.

Você pode procurar inúmeros procedimentos cosméticos para tentar “consertar” sua falha percebida. Depois, você pode sentir uma satisfação temporária, mas muitas vezes a ansiedade retorna e você pode retomar a busca por uma maneira de corrigir sua falha percebida.

Sintomas da dismorfia corporal

  • Você pode sofrer com a dismorfia corporal se perceber persistência dos seguintes sintomas ou situações:
  • Preocupar-se muito com uma área específica do seu corpo (particularmente o seu rosto)
  • Estar extremamente preocupado com uma falha aparente na aparência que para os outros é imperceptível
  • Forte sensação de que você tem um defeito na sua aparência que o deixa feio ou deformado
  • Crença de que outros notem de maneira negativa sua aparência ou zombem de você
  • Ter tendências perfeccionistas
  • Buscar frequentes procedimentos cosméticos com pouca satisfação
  • Evitar situações sociais ou preocupar-se tanto com a aparência que essas situações se tornam motivo de angústia
  • Gastar muito tempo comparando sua aparência com outras pessoas
  • Olhar muito para o espelho ou evitar completamente espelhos
  • Esforçar-se para esconder as falhas – por exemplo, passar muito tempo penteando o cabelo, aplicar maquiagem ou escolher roupas

Causas da dismorfia corporal

Não se sabe especificamente o que causa a dismorfia corporal. Como muitas outras doenças mentais, pode resultar de uma combinação de causas, tais quais:

  • Diferenças cerebrais – anormalidades na estrutura cerebral ou neuroquímica podem desempenhar um papel na causa do transtorno dismórfico corporal.
  • Genética – alguns estudos mostram que o transtorno dismórfico corporal é mais comum em pessoas cujos parentes de sangue também têm essa condição ou transtorno obsessivo-compulsivo.
  • Ambiente – seu ambiente, experiências de vida e cultura podem contribuir para o surgimento da dismorfia corporal, especialmente se envolverem avaliações sociais negativas sobre seu corpo ou autoimagem, ou mesmo negligência ou abuso na infância.

Fatores de risco para a dismorfia corporal

Alguns fatores parecem aumentar o risco de desenvolver ou desencadear transtorno dismórfico corporal, incluindo:

  • Ter parentes de sangue com transtorno dismórfico corporal ou transtorno obsessivo-compulsivo
  • Experiências de vida negativa, como bullying e traumas na infância
  • Certos traços de personalidade, como o perfeccionismo
  • Pressão social ou expectativas de beleza
  • Ter outro transtorno psiquiátrico, como ansiedade ou depressão

Consequências da dismorfia corporal

A dismorfia corporal vai além das aparências. É um distúrbio e não sinal de futilidade. Essa condição pode afetar seriamente a vida diária, incluindo seu trabalho, vida social e relacionamentos. Toda a ansiedade causada pelos supostos defeitos também pode levar à depressão, autoflagelo e até mesmo a pensamentos suicidas.

Se você suspeitar que alguém em seu círculo social sofre com a dismorfia corporal, a primeira coisa a reconhecer é que você precisa levar isso realmente a sério. A segunda é que a crença deles em suas falhas físicas é excepcionalmente real para eles, e eles não estão deliberadamente tentando receber elogios. A terceira é que a ajuda profissional necessária está disponível. O apoio das pessoas próximas é essencial, especialmente para dar a sensação de que a batalha é árdua, mas que tudo pode ficar bem.

Muitas pessoas com dismorfia corporal não procuram ajuda porque estão preocupadas demais que as pessoas as julguem ou pensem que são superficiais ou frívolas. Isso significa que muitas pessoas que sofrem com esse transtorno provavelmente passarão por isso por um longo período de tempo antes de procurar por ajuda especializada. Reconhecer os sintomas, tratá-los e buscar ajuda em uma rede multidisciplinar – que vai de psicólogos a amigos, é importantíssimo para sobreviver a essa condição.

Fontes: Mayo Clinic, NHS e Bustle.

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