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Obesidade infantil: a culpa é de quem?

Atualizado em 9 de maio de 2019
Obesidade infantil: a culpa é de quem?

Publicidade, escola, indústria, família, quem é o culpado pela epidemia de obesidade infantil?

A obesidade é uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde. Até 2015, o número de crianças acima do peso e obesas no mundo poderá chegar a 75 milhões. Com isso, as doenças correlatas também chegarão cada vez mais cedo, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, triglicérides em níveis elevados e problemas coronarianos.

Dados recentes divulgados pela OMS apontam que 41 milhões de crianças com até 5 anos de idade sofrem de obesidade ou estão com sobrepeso em 100 países.

No Brasil, de acordo com a última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2009, cerca de 50% dos meninos e 43% das meninas de cinco a nove anos já apresentam excesso de peso sendo que 16% e 11% respectivamente são obesos.

Mas a culpa é de quem: da publicidade, da escola, da indústria, da família?

Segundo Mariana Nacarato, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães & Bolos Industrializados, (ABIMAPI), a obesidade infantil é decorrente de uma mistura de fatores.

É claro que o ambiente doméstico possui grande importância na constituição dos hábitos alimentares da criança. Mas em alguns casos, como os de tendência genética, por exemplo, os pais não têm tanta culpa. De todo modo, eles são responsáveis pela compra e preparo de alimentos, além de serem “exemplos” através dos seus próprios costumes diários.

Segundo a endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Sandra Mara Ferreira Villares, a criança é um reflexo dos hábitos da família. “Para dar um bom exemplo de alimentação, todos devem comer corretamente. Não adianta a mãe organizar a refeição do filho e outros parentes trazerem docinhos para agradá-la. Muitas vezes, a alimentação inadequada é confundida com “dar amor”, explica.

Para Mariana, “Culpar apenas a família ou determinados alimentos é fazer uma análise muito simplificada de tudo que está envolvido na alimentação infantil. Desmame precoce, alimentação excessiva, falta de atividade física e problemas familiares podem levar ao sobrepeso e, se não cuidado, à obesidade“, afirma a nutricionista. Para ela, envolver a criança na preparação dos pratos e realizar refeições em conjunto, são estratégias que ajudam a adquirirem hábitos saudáveis.

Hoje, lutar contra a obesidade infantil vai além do ambiente familiar, é uma questão de saúde pública. Ações como a limitação de publicidade infantil ligada a alimentos não saudáveis, proibição de lanches com ingredientes nocivos nas escolas e campanhas de conscientização são alguns dos mecanismos. Mas educação alimentar também começa dentro de casa.

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