Relacionamento

Como identificar um relacionamento abusivo?

Atualizado em 10 de maio de 2019
Como identificar um relacionamento abusivo?

O que pode parecer carinho e atenção muitas vezes é abuso. Aprenda a identificar a diferença

Um relacionamento é tido como abusivo quando uma das partes se caracteriza como a que pratica abusos, enquanto a outra é submetida. “O que pratica abusos exerce poder moral sobre a outra pessoa”, explica o psicólogo Reinaldo Renzi, especializado em terapia de casal. Por alguns fatores sociais, entende-se que haja uma maior tendência de o homem ser o que subjuga a mulher, mas pode ocorrer o inverso, como também é frequente que isso aconteça entre casais homoafetivos.

Existe, também, a possibilidade de ambos serem abusivos entre si, principalmente entre casais mais jovens, que tendem a ser inexperientes. Esse sentimento pode ser entendido como forma de carinho e atenção, o que acaba contribuindo para naturalizar alguns comportamentos abusivos.

Por conta dessa naturalização é muito difícil perceber quando se vive um relacionamento abusivo. Mais difícil ainda é entender como sair de um. “A pessoa que entra e permanece em um relacionamento abusivo normalmente faz isso pela fragilidade de sua estrutura, e só se libertará quando conseguir forças para buscar ajuda”, explica Reinaldo. Alguns pensamentos, como “relação é assim mesmo”, “eu vou mudar o outro”, “tenho minha parcela de culpa”, “não posso desfazer uma família”, “todos vão me julgar”, entre outros, contribuem com a permanência nessa situação difícil.

Se você não tem certeza se está ou se já presenciou um relacionamento abusivo, o psicólogo dá algumas dicas das características desse tipo de situação:

Ciúme Possessivo: a pessoa tem ciúme de todos, mesmo de amigos e parentes, e demonstra isso publicamente de forma constrangedora.

Comportamento Controlador: controlam os passos, gastos, compromissos, monitorando a outra pessoa todo o tempo. Afasta das amizades e mesmo de familiares, dizendo que tais pessoas não prestam e que são falsas.

Explosivo: tem “pavio curto”, mas no momento seguinte pode se mostrar arrependido/a e extremamente carinhoso/a. Justifica seus erros de forma a transferir convincentemente a culpa pra você ou para os outros.

Manipulador/a: transforma a cena ou situação de maneira a beneficiar sempre a vontade própria. Usa o álcool ou outra droga como desculpa pra agressividade desmedida e maus tratos.

Humilha a outra pessoa: essa é a forma preferida para se fortalecer diante do outro, mantendo a pessoa insegura. Por mais que se faça para merecer um elogio, vai receber ou o desprezo ou críticas pesadas. Faz promessas de mudanças que jamais vai cumprir.

Chantagista e punitivo/a: pode passar dias sem falar com o outro, dormindo separado, ou negando até mesmo sexo.

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