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Como melhorar a alimentação de crianças que comem mal?

Atualizado em 15 de fevereiro de 2019
Como melhorar a alimentação de crianças que comem mal?

Nutróloga do HCor dá dicas de como alimentar crianças que rejeitam refeições saudáveis

Muitos adultos acham que a chatice para comer de algumas crianças é só uma fase. Pode ser. Mas pode não ser. Uma pesquisa encomendada pela Mead Johnson Nutrition do Brasil aponta que 22% das crianças brasileiras entre 2 e 6 anos só comem o que gostam e 34% rejeitam experimentar novos sabores. Alface, espinafre, cenoura, brócolis e berinjela, nesta ordem, são os alimentos mais detestados por essas crianças.

Mas, ao contrário dos adultos, os pequenos estão em fase de experimentação, ainda não têm preconceito contra qualquer tipo de alimento. Por isso não se deve forçá-los a comer, nem fazer chantagem ou trocas, o ideal é oferecer várias vezes o mesmo alimento, segundo nutróloga e pediatra do HCor (Hospital do Coração), Daniela Gomes.

O que nem todos sabem é que mais da metade das crianças, principalmente aquelas em idade pré-escolar (4 a 6 anos), apresentam esse tipo de comportamento, chamado de comedor seletivo. Daniela explica que a passagem da amamentação para alimentação pastosa pode gerar esse tipo de hábito mais seletivo. Por isso é essencial que os pais ofereçam desde os seis meses de vida um cardápio variado para explorar o paladar e a sensibilidade tátil dos pequenos, acostumá-los com salgado, doce, azedo, pratos quentes, frios e de diferentes consistências.

Os pais precisam abusar da criatividade na hora de alimentar as crianças. Como os principais alimentos rejeitados são as verduras, legumes, frutas, grãos e as carnes, é possível contornar a situação e explorar as formas de apresentação do prato, por meio de cores e abusar de temperos naturais (manjericão, salsinha, hortelã). “Se a carne em pedaços não agrada, opte pela moída na forma de hambúrguer. Beterraba e cenoura são ótimas para dar cor aos sucos”, esclarece Dra. Daniela.

Além da seletividade à mesa, os comedores seletivos costumam pular refeições e ter intolerância a diferentes consistências. “É importante que os pais aprendam a lidar com esse hábito justamente para que os pequenos não se tornem adultos seletivos – problema que, no futuro, pode predispor a quadros de obesidade.

Dicas para melhorar

Mirella Pasqualin, nutricionista da RG Nutri Consultoria Nutricional, dá algumas dicas para melhorar a alimentação dos pequenos comedores seletivos:

    • Varie as preparações pode ajudar a melhorar a aceitação das crianças por certos tipos de alimentos. O tomate, por exemplo, pode ser picado em cubinhos, estar em pedaços no molho, ser preparado assado ou os pais podem utilizar o tomate cereja no macarrão.
    • Inclua a criança em todo o processo das refeições, como levá-la para fazer as compras ou em uma horta para conhecer o alimento em sua forma mais natural. É possível também cozinhar com ela, para que entenda a transformação de cada alimento;
    • Misture o alimento com aqueles que a criança gosta: se o alimento de rejeição é a banana, preparar uma salada de frutas com a fruta favorita da criança e alguns pedaços menores de banana;
    • Prepare e sirva o alimento de maneiras lúdicas: dizer que o creme de espinafre é a alimentação de heróis, que o suco de beterraba com cenoura deixa a pele bonita ou fazer um desenho no prato com os alimentos.

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