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O nome disso é FOMO. E te vicia até no Tinder

Atualizado em 17 de abril de 2019
O nome disso é FOMO. E te vicia até no Tinder

Ficar sem seu smartphone é desesperador? Você precisa checar todas as mensagens que chegam? Você pode ser viciado em celular

Afinal, você usa seu smartphone para comparar preços, para conversar, para procurar emprego, para jogar enquanto está no banheiro, para te fazer companhia enquanto almoça sozinha. Mas pare para pensar: quanto tempo você consegue ficar longe do seu smartphone?

Além disso, um estudo apresentado no fim de 2017 na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte identificou um desequilíbrio químico no cérebro de jovens com dificuldade em deixar de usar o aparelho. Todos os participantes, em maior ou menor grau, apresentavam sintomas, como depressão, ansiedade, insônia e impulsividade.

Pesado, né?

E não é só mentalmente que os smartphones podem prejudicar. A lista de malefícios vai desde a saúde dos olhos até a da coluna e pescoço, além de alterações na rotina do sono e, em casos extremos, isolamento social.

Assim como a relação entre remédio e veneno, a utilidade ou malefício do smartphone está na dose. A vendedora Marcela Aguiar, de 32 anos, é uma das pessoas que precisa redefinir sua relação com o aparelho. “Eu estou reaprendendo a viver desconectada, mas minha vontade é usar o celular até no jantar com a família, no meio das conversas. 

Ela relata que percebeu que isso era um problema quando deixou de dormir para atender às notificações de mensagens e redes sociais durante a madrugada. “Fiquei escrava”.

O nome dessa síndrome que faz com que precisemos checar cada mensagem ou atualização recebida ganhou a simpática sigla em inglês FOMO (fear of missing out) – que em tradução livre significa: medo de perder alguma coisa. 

Por isso mesmo Marcela, mãe de uma menina de 8 anos, estabeleceu regras para o uso de tecnologia em casa. “Uma hora de tablet por dia e só quando eu estiver perto”. 

A boa notícia é que muitos smartphones já possuem mecanismos de controle do tempo que se passa na frente da sua telinha. Você coloca a sua meta diária máxima de uso do aparelho e ele te avisa quando estiver sendo atingida. 

Mas mesmo que você precise usar seu smartphone o tempo todo por causa do trabalho, dos filhos ou tarefas diárias, é  possível estabelecer novos hábitos diários que ajudarão, segundo Elaine Ribeiro, psicóloga clínica e organizacional. 

  • Evite levar trabalho para casa;
  • Faça suas refeições sem o uso de celulares, tablets, tvs ou computadores;
  • Desligue o celular para dormir ou deixe-o de lado e evite olhar durante a madrugada (usar um relógio de verdade como despertador, ajuda muito);
  • Procure valorizar o contato humano “olho no olho” e aproveite a riqueza de cada momento.

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