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Crianças precisam fazer exames periódicos?

13 de outubro de 2015
Crianças precisam fazer exames periódicos?

Pediatras precisam acompanhar as crianças da mesma maneira que os adultos por exames laboratoriais?

Muitos pais preocupados com a saúde de seus filhos estranham se o médico não pede exames durante uma visita ao pediatra. Entretanto, não há necessidade de espanto ou desconfiança caso o médico não peça uma bateria de exames laboratoriais (sangue, fezes, urina).

“Existem algumas correntes médicas que indicam exames laboratoriais com certa frequência. Porém, a que ainda predomina é a da evidência científica, a qual preconiza os exames clínicos e o acompanhamento médico”. É o que explica o dr. Paulo Tadeu Falanghe, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

O pediatra salienta que os exames devem ser solicitados, se necessários, de forma complementar às visitas regulares ao pediatra ou quando há sintomas de alguma doença – até mesmo em casos de histórico de determinadas patologias na família ou na região onde a criança reside.

“Uma criança cuja família tem dislipidemia, alterações no colesterol e ou triglicérides, poderá ser submetida a um exame de investigação da patologia, visto que tal doença, numa fase inicial, poderá cursar sem manifestações clínicas e, dependendo do resultado, deverá ter acompanhamento específico, multiprofissional e periodicamente terá que medir suas taxas. Assim como uma criança obesa: além do exame físico, é necessária uma investigação maior, mesmo com exames laboratoriais para ajudar a detectar se ela possui problemas de saúde que podem estar colaborando com a gênese da doença ou mesmo sendo um fator complicador”, diz o especialista.

No caso das características comunitárias, dr. Paulo cita como exemplo atual a Dengue. Se uma criança vem de uma região em que ocorre o surto da doença e chegar ao atendimento com febre, o pediatra deverá investigar se houve contaminação pelo vírus, através de exames laboratoriais.

Para uma maior atenção à saúde, o ideal é que seja feita a puericultura, que é o acompanhamento com o pediatra do nascimento até a adolescência, sempre com a visão da promoção da saúde e prevenção de doenças. Fazendo isto, o médico saberá quando existe necessidade de pedir exames – e, além disso, em caso de detecção de alguma doença, a chance de cura será maior devido ao diagnóstico precoce.

“Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, é necessário que a criança seja levada ao pediatra, no primeiro ano de vida, todo mês. No segundo ano de vida, a cada três meses. Dos 2 aos 4 anos de idade a cada seis meses e a partir dos 5 anos em diante, uma vez ao ano, com o objetivo de atender à sua puericultura, independentemente de problemas eventuais de saúde que possam ocorrer”, finaliza o pediatra.

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