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Gordura no fígado é cada vez mais comum em crianças

Atualizado em 1 de fevereiro de 2019
Gordura no fígado é cada vez mais comum em crianças

Doença não tem tratamento específico, por esse motivo a prevenção é o melhor caminho

Engana-se quem pensa que a gordura no fígado é resultado de décadas de abusos alimentares e excesso de álcool. Com o aumento exponencial da obesidade infantil, a doença hepática gordurosa não-alcoólica também tem maiores chances de aparecimento, ou seja, a gordura no fígado.

De acordo com o hematologista Paulo Soares, do Hospital Santa Luzia, em Brasília,, esse é o distúrbio do fígado mais comum, sendo diagnosticado em até 24% da população em geral. Entre os obesos, Dr. Paulo informa que a doença atinge níveis alarmantes, de até 70%.

Cerca de 30% das crianças brasileiras têm diagnóstico de obesidade.“O excesso de peso em crianças está associado a um risco aumentado para a ‘doença hepática gordurosa não-alcoólica’ (DHGNA). Ou seja, o que encontrávamos mais em pacientes adultos com graves alterações no fígado provocadas pelo consumo excessivo de álcool (inflamação, fibrose e cirrose), temos encontrado em pessoas que sofrem de obesidade. Mais grave ainda, temos diagnosticado excesso de gordura no fígado de crianças, elevando os riscos desses pacientes adquirirem doenças do coração, hipertensão, diabetes e todas as condições relacionadas às taxas elevadas de colesterol e triglicérides”, diz Leonardo Piber, médico ultrassonografista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo.

Para Leonardo, o excesso de gordura no fígado de origem não-alcoólica está se tornando cada vez mais comum entre crianças obesas e merece atenção especial nas políticas de prevenção e tratamento de doenças causadas pelo excesso de peso, a fim de evitar que aumente muito a população de jovens adultos em risco de morbidade e morte prematura.

O hematologista Paulo Soares ressalta que esta enfermidade é silenciosa. Assim, muitas pessoas têm o distúrbio, mas não sabem. “Isso porque não há sintomas nas fases iniciais, antes que ocorram complicações potencialmente mais graves”, comenta. O hematologista adverte que não há tratamento específico e eficaz para essa patologia. Ou seja, a prevenção é de fato o melhor caminho.

“A pessoa deve, basicamente, controlar o peso e a quantidade de gordura corporal. Além disso, é indicado praticar atividades físicas regularmente e manter uma dieta balanceada. Se o paciente apresentar diabetes ou elevação do colesterol, é necessário um controle dessas doenças, para evitar o desenvolvimento de esteatose hepática”, finaliza.

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