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Gostar de cachorros pode estar no DNA

Atualizado em 30 de maio de 2019
Gostar de cachorros pode estar no DNA

Ter uma propensão a gostar de cães pode estar em sua composição genética, é o que afirma uma pesquisa

Você é cachorreira ou gateira? Alguns dizem que quem prefere os cães é mais bondoso e carente, enquanto quem prefere gatos é mais inteligente e egoísta. E a discussão pode ser acalorada.

Enquanto alguns podem pensar que uma preferência por um companheiro canino poderia ser atribuída aos animais de que foram cercados durante toda a sua infância, um novo estudo afirmou que a sua preferência pode estar no deu DNA.

Uma equipe de cientistas suecos e britânicos realizou uma estudo para avaliar a “hereditariedade da posse de cães“.

Os pesquisadores compararam a composição genética de 35.035 pares de gêmeos usando dados do Swedish Twin Registry (Registro Sueco de Gêmeos) para o estudo, que foi publicado na revista Scientific Reports.

Enquanto gêmeos idênticos compartilham seu genoma inteiro, gêmeos não-idênticos compartilham aproximadamente metade de seu genoma.

Portanto, analisando a composição genética dos gêmeos, os cientistas puderam comparar o impacto do ambiente em relação à genética.

De acordo com o estudo, se uma metade dos gêmeos idênticos é dona de um cachorro, ambos são mais propensos a serem donos de cães, uma descoberta que os cientistas atribuem ao seu genoma compartilhado.

Porém, quando se trata de gêmeos não-idênticos, eles são muito menos propensos a ambos possuirem cães.

Outro fator que pode determinar se os gêmeos têm ou não um cachorro é viver em um ambiente compartilhado, um fator que os pesquisadores só avaliaram no início da vida adulta.

“Descobrimos que os fatores genéticos aditivos contribuíram em grande parte para a posse do cão, com herdabilidade estimada em 57% para as mulheres e 51% para os homens”, afirmaram os pesquisadores.

Tove Fall, principal autor do estudo e professor de epidemiologia molecular na Universidade de Uppsala, disse que a equipe ficou “surpresa ao ver que a composição genética de uma pessoa parece ter uma influência significativa no fato de possuir um cão“.

“Como tal, essas descobertas têm implicações importantes em vários campos diferentes relacionados à compreensão da interação cão-humano ao longo da história e dos tempos modernos”, afirmou o professor.

Carri Westgarth, conferencista em interação homem-animal na Universidade de Liverpool e coautora do estudo, acrescentou que as descobertas do estudo são significativas, pois “sugerem que os supostos benefícios à saúde de possuir um cão relatados em alguns estudos podem ser parcialmente explicados por genética diferente das pessoas estudadas “.

Patrick Magnusson, autor sênior do estudo e professor associado de epidemiologia no Karolinska Insitutet, explicou que o estudo não conseguiu identificar exatamente quais genes podem determinar se uma pessoa é propensa a possuir um cão.

No entanto, o estudo “pelo menos demonstra pela primeira vez que a genética e o meio ambiente desempenham papéis iguais na determinação da propriedade dos cães”, disse Magnusson.

“O próximo passo óbvio é tentar identificar quais variantes genéticas afetam essa escolha e como elas se relacionam com traços de personalidade e outros fatores, como alergia”, acrescentou o professor.

Fonte: The Independent (UK)

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