Dores de cólica fortes? Isso pode ser um sintoma de endometriose

Muitas mulheres sentem dores intensas no período menstrual. Apesar de cólica ser um sintoma normal nesse período, é preciso ficar atenta quando as dores são fortes demais e incapacitantes. Isso pode ser o primeiro sinal de endometriose

É de conhecimento geral que as mulheres passam por diversos sintomas quando estão perto do período menstrual. A chamada TPM mexe com diversos aspectos da vida feminina, sejam sintomas psicológicos como ansiedade, irritabilidade, tristeza ou físicos, como dor de cabeça, sonolência ou inchaço nas mamas, a verdade é que esse momento do mês pode ser uma verdadeira provação. E as dores das cólicas só aparecem para complementar esse sofrimento. Quando a dor é maior do que o que outras mulheres parecem sentir, ou até mesmo incapacitante, é o primeiro sinal de alerta. Muitos podem ser os motivos, e a endometriose está entre eles.

A endometriose é uma condição considerava grave, e até hoje, sem cura. Ela se caracteriza pela presença do tecido que reverte o útero, chamado endométrio, fora da cavidade uterina. Esse tecido reveste a parede interna do útero, que é sensível às alterações do ciclo menstrual e onde o óvulo se fecunda depois.

Quando as células do endométrio, ao serem expelidas, migram para o sentido oposto e caem em outras partes da cavidade abdominal é que se caracteriza a endometriose. A doença pode ocorrer tanto na cavidade pélvica, quanto fora dela. Ou seja, ovários, peritônio (tecido que recobre os órgãos), ligamentos localizados atrás do útero ou região do colo uterino.

Demora na descoberta pode afetar o tratamento

Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade fértil possuem a doença. E cerca de 30% delas correm o risco de ficar estéreis. Isso porque, por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é comum que pessoas afetadas demorem a descobrir a doença, e, portanto, a começar o tratamento. Os principais sintomas da endometriose são:

  • Menstruação muito longa
  • Dor para evacuar ou urinar
  • Cólicas muito fortes que são incapacitantes ou que impeçam de realizar funções do dia a dia
  • Dificuldade de engravidar
  • Dor nas relações sexuais

Para ter o diagnóstico da doença, o exame clínico realizado um médico ginecologista é o primeiro passo. Ele avaliará os sintomas e poderá pedir exames complementares, como ultrassom intravaginal e ressonância magnética da pelve. Além disso, o fator genético é levado em conta na hora da análise. Quando a mãe ou parentes próximos tiveram casos da doença, como tios e sobrinhos, as chances de desenvolver a doença aumentam em 4x.

O tratamento pode ser feito através do uso de medicamentos para controlar a dor ou diminuição do ciclo menstrual, através do uso de anticoncepcionais com estrogênio e progesterona. Por outro lado, dependendo da gravidade do caso, é possível que seja recomendado algum procedimento cirúrgico para retirada das áreas afetadas.

Convivendo com a Endometriose

Não existe uma prevenção para evitar o surgimento da doença. Porém, é recomendado que se mantenha hábitos de vida saudável, como sono em dia, atividades físicas regulares, além de uma alimentação saudável. A alimentação saudável, além de ajudar a prevenir, ainda ajuda a controlar os sintomas. Por isso, reduza cafeína e bebidas alcóolicas, coma menos alimentos processados e evite as frituras e alimentos super gordurosos.

Além disso, medidas simples podem ajudar a melhorar os sintomas no dia a dia. Um banho quente ou bolsa de água quente na região pélvica podem ajudar a aliviar a dor. Alguns analgésicos para dor também podem ser aliados nos dias com maior dor.

Caso você já seja diagnosticada com a doença, existem grupos de apoio que podem te ajudar a lidar melhor com as dificuldades de se enfrentar os sintomas da doença. Páginas como Gapendi – Grupo de Apoio à Portadora de Endometriose e Infertilidade e A Endometriose e Eu são portais de ajuda e apoio para aquelas que sofrem com a endometriose no dia a dia.