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Os melhores exercícios para quem tem problemas cardíacos

Atualizado em 12 de março de 2019
Os melhores exercícios para quem tem problemas cardíacos

Cardiologista fala sobre as melhores e mais indicadas atividades para os cardiopatas

Todas as atividades aeróbicas em geral são adequadas para a melhoria da saúde, já que a grande vantagem desses exercícios é a elevação da capacidade cardiorrespiratória. A duração e intensidade dos treinos precisam estar de acordo com o histórico do paciente e devem ser estabelecidas por um médico especializado.

Por mais que a prática diária de exercícios seja boa para controlar o diabetes, níveis de colesterol e triglicérides e prevenir doenças cardíacas, as pessoas que já possuem determinadas cardiopatias devem ficar atentas. A prescrição de exercícios aos cardiopatas precisa ser individualizada, já que alguns tipos de atividade física podem colocar o coração em risco.

Segundo o cardiologista e coordenador do Serviço de Reabilitação Cardíaca, Pulmonar e Metabólica do HCor (Hospital do Coração), Dr. Carlos Hossri, pessoas que já sofreram infarto deveriam realizar atividades físicas regulares o mais rápido possível. Estudos demonstram que, o quanto antes começar um treinamento físico (de preferência um programa supervisionado de reabilitação cardíaca) melhora a saúde e protege o coração. Porém é fundamental o acompanhamento médico para saber se a condição clínica permite a liberação para o treinamento físico.

“Recomendamos alguns exames cardiológicos como o teste ergométrico e o ecocardiograma antes do início do treinamento, com o objetivo de verificar o condicionamento físico e analisar também o funcionamento do coração frente ao esforço. Exercícios fazem parte da boa recuperação, principalmente a caminhada. O aconselhável é realizar pequenas caminhadas diariamente que não levam o coração a bater em um ritmo acelerado. O teste ergométrico poderá fornecer, com maior precisão, a faixa adequada para o treinamento físico dentro de um programa de reabilitação cardiovascular, para não atingir limites de maior instabilidade ao ritmo cardíaco”, alerta Dr. Hossri.

As atividades aeróbicas em geral são ideais para a melhoria da saúde, já que a grande vantagem desses exercícios é a elevação da capacidade cardiorrespiratória. A duração e intensidade dos treinos precisam estar de acordo com o histórico do paciente e devem ser estabelecidas por um médico especializado. “A musculação deverá ser incluída sempre que possível, pois complementará os efeitos benéficos do exercício aeróbico. A associação de exercícios aeróbicos com exercícios de força irão ampliar a força muscular do organismo, bem como a potência do coração”, explica o cardiologista do HCor.

Cardiopatas e exercícios físicos: pessoas com cardiomiopatia hipertrófica (tipo mais comum da doença cardíaca genética que se caracteriza pelo engrossamento do músculo do coração), apresentam forte restrição em relação à prática de atividades esportivas. A doença, que não tem cura, acomete um em cada 500 indivíduos (prevalência de 0,2% da população), e afeta igualmente homens e mulheres, e a sua apresentação pode variar desde a forma assintomática até apresentações mais graves, como a morte súbita.A hipertrofia dificulta a saída de sangue do coração, forçando-o a trabalhar mais para conseguir fazer o bombeamento adequado. “Neste caso, o ideal é fazer atividades de baixa intensidade, e o médico cardiologista irá determinar o que esse paciente pode ou não fazer, pois até para atividades como pilates, ioga e tai-chi-chuan poderá ter alguma restrição, já que alguns exercícios e posições podem gerar instabilidade elétrica do coração e consequentemente arritmias graves”, esclarece Dr. Hossri.

Principais benefícios da atividade física para os cardiopatas:

  • Diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial em repouso;
  • Aumento nos níveis do bom colesterol (HDL) e diminuição de triglicerídeos;
  • Melhora da capacidade cardiorrespiratória;
  • Aumento na quantidade de vasos sanguíneos nos músculos ativos;
  • Diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial em exercício de baixa intensidade;
  • Diminuição da gordura corporal total e diminuição da gordura visceral (a mais nociva para o coração);
  • Melhora dos índices de glicose no sangue (glicemia);
  • Melhora a densidade mineral óssea prevenindo a osteoporose;
  • Eleva a produção de substâncias químicas que combatem a depressão, além de estimularem a regeneração de neurônios e melhorar a memória.

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