Saúde

Jantar engorda? A verdade sobre comer à noite

31 de maio de 2017
Jantar engorda? A verdade sobre comer à noite

O que você come à noite pode atrapalhar o emagrecimento? Veja mitos e verdades sobre o jantar

 

O jantar é o maior tabu para quem precisa emagrecer. Afinal, uma refeição farta no final do dia tem mais chances de acabar se transformando na temida barriguinha do que um almoço generoso?

 

Certamente você já ouviu a famigerada frase “tome café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um plebeu”. É fato que o desjejum é considerado, inclusive por médicos, uma das refeições mais importantes do dia. Porém, seria esse um indício de que estamos mais propensos a engordar durante o jantar? Muitos acreditam que o grande culpado é o metabolismo que, durante o sono, tende a diminuir o ritmo. Porém, isso é o suficiente para condenar a refeição noturna?

 

Conforme explica a nutricionista Sinara Menezes, embora isso realmente aconteça, não é o ponto mais relevante quando se trata do ganho de peso “Até mesmo porque o corpo continua queimando energia para manter a respiração, o batimento cardíaco, a secreção de hormônios e centenas de outras atividades durante o sono. O problema está mais relacionado à qualidade do sono e, principalmente, ao balanço energético, que é a soma de tudo que foi consumido no dia menos o que foi gasto no mesmo período”.

 

De acordo com a profissional, devemos considerar a alimentação ao longo do dia como uma poupança “Se começamos o dia, por exemplo, com um saldo zerado, mas com o passar das horas depositamos mil e posteriormente gastamos apenas 800, ao final ficamos com uma poupança de 200. Não importa se esse “depósito” foi feito pela manhã, à tarde ou à noite. No organismo, funciona dessa forma, se não “gastamos” o saldo de 24 horas, acabamos com um depósito energético, principalmente em forma de gordura”.

 

Sono x Peso

Embora a ciência não tenha uma resposta conclusiva sobre a relação peso e sono, algumas fatos são unanimidade entre os profissionais: a qualidade e quantidade da alimentação antes de dormir. Estudos têm apontado que os níveis de melatonina, também conhecido como hormônio do sono, tem relação significante com o balanço energético. Curiosamente, seu pico de liberação só ocorre durante a noite, quando estamos em repouso absoluto.

 

O principal estímulo para a produção desse hormônio é a escuridão natural, ou seja, o “cair da noite”. Ao final do dia o corpo passa a produzir melatonina, alcançando seu pico de secreção no meio da madrugada. Refeições exageradas ou muito próximas da hora de dormir podem atrapalhar o sono, provocando o despertar do individuo ao longo da noite e, consequentemente, afetando a atividade do hormônio.

 

Portanto, conforme explica Menezes “um prato com uma quantidade x de calorias terá o mesmo valor energético no almoço ou no jantar, a diferença é o quanto esses alimentos vão impactar no sono e, principalmente, qual a qualidade dessa refeição. Dependendo dos alimentos ingeridos, o processo de emagrecimento pode ser sabotado ou beneficiado”.

Carboidrato à noite, pode?

 

Nesse momento, entra em questão outro grande mito do emagrecimento: “comer carboidrato a noite engorda”. Porém, conforme explica Sinara “Os carboidratos são tão importantes à noite quanto pela manhã. A diferença é que, como a maioria das pessoas costuma diminuir o nível de atividade ao fim do dia, deve-se também diminuir a quantidade desses alimentos no prato, principalmente perto da hora de dormir. Ainda assim, a forma como eles vão compor o cardápio depende do estilo de vida de cada indivíduo”. Pessoas que treinam à noite, por exemplo, podem precisar de porções iguais ou até maiores do que as consumidas durante o almoço, pois demandam mais energia neste momento do dia.

 

Para finalizar a nutricionista ressalta que é importante não fazer refeições pesadas durante a noite, bem como não consumir nada estimulante depois das 16h. Além disso, não adianta pular todas as refeições e atacar um prato generoso ao final do dia “Quando ficamos muito tempo sem comer, nosso metabolismo desacelera pois entende que está passando por uma privação, o que vale mesmo é o equilíbrio: com as escolhas certas, é possível jantar sem medo e sem afetar a boa forma.”

 

 

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