Saúde

Obesidade dificulta a gravidez espontânea

Atualizado em 31 de agosto de 2017
Obesidade dificulta a gravidez espontânea

Mulheres acima do peso correm o risco de enfrentar a infertilidade se o problema não for revertido

 

A obesidade é considerada uma das doenças modernas mais alarmantes no mundo. Isso se dá por diversos fatores, como problemas endócrinos, metabólicos, genéticos e, principalmente, o mau hábito alimentar. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1980, os níveis de obesidade no mundo duplicaram. Estudos recentes de um grupo internacional de pesquisadores reunidos na Colaboração de Fatores de Risco de Doenças Não-Comunicáveis (NCD RisC, na sigla em inglês), calculou que mais de 25% da população mundial hoje é obesa, e o Brasil já atinge 56,9% da população acima de 18 anos com peso excessivo, de acordo com o IBGE.

O que muitas mulheres não se atentam é que, além do risco cardiovascular, o sobrepeso e a obesidade acarretam outros problemas para a saúde, incluindo a sexual e reprodutiva. Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Fábio Cabar, membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetria (FEBRASGO), a gordura excessiva no corpo feminino altera o ciclo menstrual, as taxas hormonais e os gametas produzidos pelo ovário, que podem inclusive causar a infertilidade.

“A obesidade perturba o complexo ambiente hormonal que funciona em equilíbrio para controlar o ciclo menstrual, a ovulação e o desenvolvimento do endométrio. As alterações no ciclo menstrual são decorrentes da conversão periférica dos androgênios em estrogênios e da alteração da relação estrogênio/progesterona. Estudos já revelam que os efeitos da obesidade sobre os tratamentos de reprodução assistida associam o sobrepeso com uma redução nas taxas de gravidez, aumento da necessidade de gonadotrofinas no estímulo ovariano e maiores taxas de aborto”, explica.

Além disso, a obesidade pode ter relação com resistência à insulina, intolerância à glicose e síndrome dos ovários policísticos (SOP). “Na SOP, por exemplo, a insulina e o LH (hormônio luteinizante) são elevados, a relação com o FSH (hormônio folículo estimulante) fica anormal e os níveis de progesterona na fase lútea média também ficam baixos. Esse perfil hormonal reflete anovulação e irregularidade menstrual e, consequentemente, um quadro de infertilidade”, conclui Dr. Fábio.

O tratamento para reverter a situação consiste na mudança para uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos e até reposição hormonal, acompanhado de perto por especialistas. Aos que já possuem as taxas reprodutivas muito baixas ou ausentes, a fertilização in vitro é uma das alternativas eficazes para conquistar a gravidez desejada.

 

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