Saúde

Fibromialgia: uma doença invisível

16 de setembro de 2017
Fibromialgia: uma doença invisível

Doença que acomete a cantora Lady Gaga não tem cura e seu diagnóstico pode demorar

 

A fibromialgia, também conhecida como doença da dor crônica, ganhou a mídia após a cantora Lady Gaga cancelar sua participação no Rock in Rio por conta da doença. A fibromialgia tem causa desconhecida e é caracterizada por dores generalizadas por todo o corpo, interferindo de forma muito importante na qualidade de vida de quem convive com a doença.

Por ter sintomas similares aos de outras doenças e não poder ser atestada em exames médicos comuns, como sangue, urina ou imagem, o fechamento do diagnóstico pode demorar, caso o paciente não seja analisado por um especialista em dor, preferencialmente um reumatologista. Justamente por isso, muitos desses pacientes são desacreditados com o próprio quadro de dor, relatando sofrer com uma doença invisível e altamente incapacitante.

Como explica o neurocirurgião especialista em dor e doutor pela UNIFESP, Dr. Claudio Fernandes Corrêa, a fibromialgia acomete predominantemente o sexo feminino (cerca de nove mulheres para cada homem), causando dor generalizada por todo o corpo, além de fadiga logo ao acordar, inchaço, indisposição, distúrbio do sono e depressão.

“As queixas de dor se caracterizam como pontada e queimação de forma mais prevalente em costas, peitos, nuca, região cervical, pélvica e pernas, que se intensificam com mudanças climáticas e emocionais. O diagnostico é geralmente concluído pela confirmação de pelo menos 11 pontos dolorosos de 18 testados, somado aos demais sintomas relacionados ao distúrbio do sono e depressão.”, declara dr. Claudio Correa.

Tratamento

Por não ter causa conhecida, a doença não tem cura e por isso requer controle constante com tratamento multiprofissional e multidisciplinar. Diversas pesquisas e estudos de grupo com pacientes fibromiálgicos revelam que o tripé: medicamento, condicionamento físico e apoio psicológico consiste no melhor tratamento e controle da doença. “Em muitos pacientes, é possível atestar que o controle das crises é muito mais efetivo em pessoas que realizam um tratamento multidisciplinar, com apoio de terapias complementares e de profissionais das áreas da fisioterapia, psicologia, entre outras”, relata Dr. Cláudio Corrêa, complementando “o importante é manter corpo e mente sempre em atividade”.

Em casos extremos, em que as terapias convencionais não são suficientes para o alívio das crises de dor, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos, como inserção de bomba de morfina acionada eletronicamente pelo paciente. “A bomba de infusão com opioides pode ser colocada no abdômen, para liberação direta na corrente sanguínea, sendo liberada pelo paciente em cronograma de horas conforme prescrição do médico”, finaliza Dr. Claudio.

 

 

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