Saúde

Comer para ficar feliz é sinal de problemas

12 de setembro de 2015
Comer para ficar feliz é sinal de problemas

Sintomas e causas precisam ser compreendidos para que os transtornos – alimentares e psíquicos – não se fundam

Segundo Maristela Temer, psicanalista especializada em obesidade e transtornos alimentares, a qualidade de vida tem um conceito extremamente dinâmico e depende de diversas variáveis que envolvem bem-estar físico, mental e social. Esse conceito está restrito a uma elite brasileira. A especialista discorreu sobre o controle na qualidade de vida, a relação entre saúde e patologia: prazer ou sacrifício; liberdade ou prisão. “Controle a gente não tem. Nenhum, nunca. Mas precisamos ter a sensação de controle para vivermos bem. O limite é o bom senso”.

 

Maristela explica que a rigidez alimentar, os exercícios físicos massacrantes, a preocupação excessiva com a aparência, a insatisfação constante consigo mesmo, o prejuízo na vida social são sintomas, manifestações repletas de significados. E o sintoma é a expressão de sofrimento”. Para ela, o comportamento compulsivo é a expressão máxima da neurose.
A psicanalista esclareceu que compulsão é um vazio e é um sintoma. “Muitas vezes a compulsão se deve a pessoa tentar se parecer um outro, porque não consegue aceitar a si mesma. E isso precisa ser tratado”.

Sobre o tratamento de transtornos alimentares pela terapia cognitiva-comportamental, Maristela esclareceu que a terapia não trabalha o inconsciente, ela trata somente o sintoma. “Você tem que tratar a psiquê do paciente. A cirurgia bariátrica, por exemplo, resolve um problema, mas não trata a ansiedade, o sofrimento, a compulsão, que são fontes da doença”, finaliza.

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