Equilíbrio

Ansiedade pode culminar em problemas cardíacos

Atualizado em 30 de maio de 2019
Ansiedade pode culminar em problemas cardíacos

Sinais não devem ser ignorados; 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade na vida

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela dados alarmantes sobre a saúde psíquica dos brasileiros: o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking dos países com mais pessoas ansiosas, ficando atrás apenas do Paquistão (28%), Estados Unidos (25%) e Colômbia (24%). A pesquisa revela ainda que 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade ao longo da vida. Enquanto isso, médicos cardiologistas recebem, com cada vez mais frequência, pacientes com transtornos de ansiedade manifestando algum problema cardiológico.

Segundo o cardiologista Newton Rodrigues, a ansiedade é a antecipação de uma possível situação de ameaça. “O medo é algo comum e protege as pessoas de diversos perigos, no entanto, quando a sensação de angústia é permanente, gera reações físicas e atrapalha atividades cotidianas, é preciso averiguar se a ansiedade ganhou um patamar patológico”, afirma o cardiologista.

Entre as principais queixas que Rodrigues recebe no consultório estão a falta de ar, palpitações, dores no peito, dormência, formigamento ou tremores em alguma parte do corpo. “Do ponto de vista médico, a base bioquímica do ataque de pânico é a baixa de serotonina – neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar –, ocasionando diversos sintomas como a aceleração dos batimentos cardíacos, em uma resposta corporal às emoções intensas durante a crise. Por isso, é comum os pacientes ansiosos procurarem o cardiologista ‘achando’ que estão tendo um enfarte”, explica.

O médico alerta, no entanto, que os sintomas nunca devem ser ignorados. “O pico de ansiedade, aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias que pode levar ao infarto ou ao acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, é importante deixar de lado a vergonha social e a falta de tempo e sempre procurar a ajuda de especialistas que indicarão os tratamentos mais adequados”, diz.

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