Saúde

Compulsão alimentar: doença e não hábito

Atualizado em 2 de outubro de 2015
Compulsão alimentar: doença e não hábito

Especialista explica como a doença acontece e como é possível prevenir essa condição, muitas vezes confundida com gula

 

Em tempos de aumento no número de obesos pelo mundo, um tema que preocupa são os “viciados” em comer. De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, 2 a 4% da população mundial sofre de compulsão alimentar. Essa compulsão por comida pode ser um grande problema na vida de algumas pessoas. “Ela acontece porque comer se torna uma atividade prazerosa, e algumas pessoas ficam viciadas por essa atitude”, conta Mohamad Barakat, endocrinologista e fisiologista do envelhecimento.

O especialista explica que comer demais, sem vontade, engolir rápido e sentir culpa são sinais de alerta. “O ‘assalto à geladeira’ durante a noite também é uma característica da compulsão alimentar. O compulsivo come mesmo quando o corpo não precisa mais de energia. Além disso, muitos desses indivíduos também sofrem de depressão, ansiedade e outros transtornos psíquicos”, alerta.

Barakat cita algumas técnicas que podem ajudar no controle e ressalta que é preciso ter disciplina e ocupar os períodos ociosos da agenda com atividades saudáveis para evitar que o tempo ocioso seja aproveitado com comportamentos impulsivos. “Encontre novos prazeres: ouvir músicas, estudar ou até adotar um animal de estimação são algumas das opções para evitar a depressão”, afirma o médico.

Fazer um diário da alimentação também ajuda, segundo o endocrinologista. “Só o fato de parar para anotar já irá fazer com que se pense melhor e até deixe de comer. Manter-se sempre saciado – com os alimentos corretos – também é importante”.

E completa: “as fibras, presentes em verduras, frutas e alimentos integrais, são as mais eficazes para dar essa sensação. Já a gordura faz o contrário, porque interfere com a parte do cérebro que regula a saciedade. Quando uma pessoa come muita gordura, ela não se sente saciada e tende a comer mais para se satisfazer”, relata. Por fim, Barakat ressalta que a prática de exercícios é fundamental, já que além de queimar mais calorias, facilita o controle de peso e melhora o funcionamento intestinal, contribuindo de forma ampla para o tratamento do problema.

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