Saúde

O lado bom e mau dos superalimentos

7 de outubro de 2015
O lado bom e mau dos superalimentos

Com o culto à boa forma, os superalimentos estão em voga, mas eles também têm contraindicações

Segundo a nutróloga Cristiane Molon, em meio às vantagens do consumo, deve-se também tomar cuidado com o equilíbrio. O açaí e as frutas vermelhas, por exemplo, são ótimas fontes de compostos bioativos, substâncias com funções antioxidantes. No entanto, como o organismo humano produz radicais livres o tempo todo, quando houver um desequilíbrio entre a produção e a captação dos radicais, os elétrons ingeridos a mais podem prejudicar as células, causando envelhecimento precoce e doenças crônicas. Não há como identificar a quantia de antioxidantes recomendável para o consumo e que evite os possíveis riscos.

Mas, apesar de não fazerem milagres, podem ser muito benéficos. Conheça os sete melhores superalimentos para a saúde e o seu lado mau.

Quinoa

Contém até 18% a mais de proteína do que qualquer outro grão, além de conter aminoácidos para construir músculos e tecidos do corpo. Tmbém é fonte de cálcio, ferro e ácidos graxos ômega 3 e 6. Como qualquer cereal, é muito rica em fibras e possui quantidades importantes de vitaminas do complexo B. Mas se o consumo for excessivo pode gerar desconforto intestinal (gases).

Brássicas

As brássicas correspondem ao grupo de alimentos que inclui o brócolis, a couve-de-bruxelas, o couve-flor e o repolho. São ricos em vitamina C, fibras e compostos bioativos como flavonóides e glicosinolatos, capazes de reduzirem o risco de câncer, além de possuírem ação cardioprotetora. A sugestão é consumir de três a cinco porções por semana. Evite o cozimento excessivo para não perder os nutrientes e a vitamina C.

Frutas vermelhas

Framboesas, amoras vermelhas e pretas, morangos, cranberries e mirtillo (blueberry) compõem o grupo das pequenas frutas ricas em vitamina C e antocianinas, fibras e magnésio. Pelos efeitos antioxidantes, esses nutrientes podem auxiliar no controle da pressão arterial, do colesterol e do diabetes. Estudos mostram que essas frutas ajudam na memória e atuam como coadjuvantes no tratamento da depressão e infecção urinária. Não existe recomendação exata para seu consumo. Mas, as frutas vermelhas deveriam ser consumidas todos os dias como parte do hábito alimentar. Evite aquecê-las para não perder seus nutrientes.

Romã

Ótima fonte de fibras, carotenoides e vitaminas C e E, a romã também tem taninos com propriedades antioxidantes e antinflamatórias. Estudos vêm mostrando os benefícios desses nutrientes na saúde cardiovascular, diminuição do risco de câncer de próstata e diabetes.

Beterraba

A beterraba contém vários minerais, como o ferro, magnésio e potássio. Também é rica em nitratos, que ajudam na produção de óxido nítrico no sangue, responsável por produzir vasodilatação, levando, consequentemente, a um maior consumo de oxigênio e redução da pressão arterial. Para quem pratica exercício físico, recomenda-se um copo de suco de beterraba antes do treino.

 

Chá verde e chá branco

Ambos são ricos em compostos bioativos que auxiliam na redução do colesterol ruim e diminuição da ferritina. O chá verde é rico em polifenóis e catequinas, antioxidantes termogênicos capazes de acelerar o metabolismo. Recomenda-se o consumo de três xícaras de chá ao dia. Para quem tem anemia é importante lembrar que o chá verde pode prejudicar a absorção de micronutrientes importantes como o ferro, por isso, consuma-o longe das principais refeições, como o almoço e o jantar. Além disso, o excesso pode causar a falência do fígado.

Alho

Este alimento também tem efeitos poderosos no organismo. Fonte de alicina e a aliina, vitaminas C e B6 e minerais como manganês e selênio, contribui para a diminuição da pressão, do colesterol, evita os resfriados e funciona como anti-inflamatório para a osteoartrite.

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