Saúde

9 mitos e verdades sobre a dengue

Atualizado em 17 de outubro de 2015
9 mitos e verdades sobre a dengue

Nos meses mais quentes, o Brasil sofre com a epidemia do mosquito que mata, a dengue

 

Conforme o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em2015 o número de casos prováveis de dengue no país chega a 1.416.179, números coletados entre os meses de janeiro e agosto. O médico Sergio Cortes lembra que ainda existem alguns mitos que podem expor a população a riscos. Veja a seguir nove mitos que devem ser esclarecidos:

 

Repelentes protegem completamente

Mito. Durante os meses de epidemia, o uso de repelente pode ser importante, mas o produto não garante a proteção por muito tempo. Além do tempo de proteção variar dependendo do produto, em dias muito quentes, o suor pode levar o repelente embora e a reaplicação então é necessária. Porém, para evitar intoxicação e reações alérgicas, a aplicação deve ser feita no máximo três vezes ao dia. Outros cuidados devem ser tomados, como aplicar apenas nas áreas expostas, lavar bem as mãos após a aplicação para evitar o contato do produto com os olhos e a boca e nunca dormir usando repelente.

 

Inhame cura

Mito. Apesar da crença de que esse alimento possa curar quem contraiu dengue, isso não é verdade. Como explica o médico Sergio Cortes, a crença vem do fato de que o inhame possui muita vitamina B, substância popularmente conhecida como tendo efeito protetivo contra picadas de mosquito. Porém, estudos científicos já comprovaram que não há relação entre consumo de vitamina B e a cura da dengue.

 

Citronela afasta o mosquito

Parcialmente verdade. Seja em forma de vela, pulseira ou a própria planta, o cheiro exalado pela citronela é um repelente natural. Porém, como o cheiro deve chegar a todas as partes do corpo que estão descobertas, principalmente nas pernas, o uso da pulseira de citronela não é eficaz. Velas de citronela e a própria planta podem afastar o mosquito, mas apenas da região específica onde elas se encontram, explica Sergio Cortes.

 

Frio/ar condicionado inibe o aparecimento do mosquito

Mito. O ar frio, abaixo de 20º C, dificulta a ação do mosquito; dificulta, mas não a interrompe. As regiões mais frias do país também apresentam problemas com a dengue, apesar de o número de casos serem menores. Quanto ao uso de ar condicionado, o aparelho pode causar dificuldades para o mosquito, mas como o ar do ar condicionado não atinge todos os ambientes uniformemente, não é uma medida segura para afastá-lo de vez.

Secar reservatórios é a solução

Parcialmente verdade. Apesar de ser uma medida importante, secar os reservatórios de água não é suficiente. Como as larvas sobrevivem até 3 meses fora d” água, é importante limpá-los, colocá-los em local protegido onde não receba água ou preenchê-los com terra.

 

Só água limpa

Mito. Apesar de o mosquito preferir águas paradas e limpas, restos orgânicos contidos na água servem de alimento para o mosquito e fazem com que a fêmea busque também esses lugares.

 

Reincidência agrava.

Parcialmente verdade. Há casos de pessoas que pegaram a doença uma segunda vez e tiveram reações mais graves, mas não há comprovação de que a gravidade esteja relacionada à reincidência. A dengue hemorrágica, que eleva o risco de morte, pode ser contraída na primeira infecção.

Andares mais altos são menos atingidos

Verdadeiro. Os andares mais baixos são mais atingidos em função da pouca altitude que o voo do mosquito alcança, mas assim como outros insetos, o Aedes aegypti pode chegar a lugares mais altos pelo elevador ou mesmo pelas escadas.

 

Pernas são o maior alvo

Verdadeiro. como o voo do mosquito atinge no máximo 50 cm de altura, é verdade que as pernas e os pés são o local do corpo mais visado. Mas se a pessoas estiver deitada, isso deixa de ser verdade.

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