Saúde

Câncer de mama: idade e etnia são fatores de risco

20 de outubro de 2015
Câncer de mama: idade e etnia são fatores de risco

Genética e maior exposição a hormônios causadores de câncer estão entre os principais motivos

O câncer de mama é o primeiro em mortalidade no Brasil e o segundo em incidência, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

Além do risco de câncer aumentar com a idade, outros fatores podem influenciar na probabilidade de desenvolver a doença como, antecedentes pessoais, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo e obesidade. “Os principais cânceres ginecológicos que atingem as mulheres após a menopausa são o câncer de mama e de ovário. É importante lembrar que o câncer do corpo uterino ocorre com maior frequência durante a perimenopausa”, destaca a ginecologista e mastologista da Clínica Chade, Dra. Milca Cezar Chade.

A especialista explica que a menopausa não causa esses tumores e sim o tempo de vida e exposição aos fatores. No entanto, Dra. Milca ressalta que “a utilização de estrogênio e progesterona na menopausa podem aumentar o risco de câncer de mama e o uso de estrogênio isolado, o câncer de endométrio”, e completa: “Existem alternativas medicamentosas para as pacientes que vivem essa fase e têm contraindicação ao uso de reposição hormonal”.

 

Entre 5% e 10% das mulheres têm câncer de mama por conta do fator hereditariedade. São genes anormais que passam de mãe para filha, formados por DNA (ácido desoxirribonucleico). Aendo assim, qualquer anormalidade no DNA leva a um crescimento desordenado das células. Estudo publicado no jornal Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention revela uma mutação genética que acomete famílias afrodescendentes. Especificamente, mulheres negras têm mais chances de serem diagnosticadas com câncer de mama do que mulheres brancas antes dos 40 anos.

Cientistas supõem haver mais genes anormais associados ao câncer de mama do que os conhecidos BRCA1 e BRCA2. Esses genes são considerados supressores de tumor. Em células normais, contribuem para a estabilidade do material genético. Quando sofrem mutações, aumentam os riscos de a paciente desenvolver câncer de mama e de ovário. Através de um exame de sangue periférico (comum) e do preenchimento de um questionário para testes genéticos, a paciente saberá se carrega ou não uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2.

No estudo Jewels in Our Genes, pesquisadores investigaram o DNA de mais de cem famílias afrodescendentes que desconheciam qualquer anormalidade nos genes BRCA1 e BRCA2. Entre as participantes havia 179 mulheres que tinham sido diagnosticadas com câncer de mama e 76 de suas irmãs, que nunca tinham sido diagnosticadas. Os pesquisadores encontraram três regiões anormais do DNA. De acordo com Heather Ochs-Balcom, coordenadora do estudo na Universidade de Buffalo (Estados Unidos), a descoberta dessas regiões levanta a possibilidade de haver genes de câncer de mama ainda não descobertos e que estão relacionados à etnia.

De qualquer maneira, independentemente de qualquer fator, vale lembrar que o diagnóstico precoce é fundamental. Sabe-se que 95% dos casos que são detectados logo no início têm possibilidade de cura. Todas as mulheres, independente da idade e etnia devem fazer consultas ginecológicas e exames regularmente, realizar o autoexame e após os 40 anos fazer a mamografia todos os anos.

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