Saúde

Cinco respostas sobre o diagnóstico do câncer de mama

24 de outubro de 2015
Cinco respostas sobre o diagnóstico do câncer de mama

Patologista esclarece fatos sobre o diagnóstico e os métodos mais utilizados para detectar a doença

 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres no país, mas o diagnóstico precoce, geralmente realizado em exames de rotina, aumentam as chances de cura da doença.

O médico patologista Leonard Medeirosafirma que tudo depende do contexto clínico no qual a paciente está inserida. “Aspectos como a idade, densidade das mamas e histórico familiar deste tipo de câncer são relevantes, mas a consulta com o mastologista define qual será a melhor abordagem em cada caso”, considera o médico.

1. Qual o melhor método para detecção do câncer de mama?

Não existe um único método. O diagnóstico é multidisciplinar por envolver diversos profissionais da área da saúde com papéis diferentes como o mastologista que faz o exame clínico, o radiologista responsável pelos exames de imagem e o patologista que analisará, se necessário, uma eventual biópsia ou punção aspirativa da lesão.

 

2. Quando a biópsia é indicada?

Os exames clínicos e de imagem determinam a necessidade ou não de uma biópsia (procedimento invasivo no qual pequeno fragmento da lesão é amostrado). O exame anatomopatológico realizado pelo patologista determina se a lesão a ser estudada é de caráter maligno ou benigno. De posse de todos estes resultados a equipe multidisciplinar define o melhor tratamento para a paciente.

 

3. Qual o tipo de exame mais frequente para diagnóstico?

A modalidade mais utilizada é a mamografia. Este exame é capaz de detectar lesões precoces do tipo carcinoma “in situ”, que corresponde ao grau grave da doença. A mamografia tem resolução e capacidade de identificar lesões em mamas menos densas. A mama de pacientes acima de 35/40 anos começa a ter menos densidade e assim permitem melhor resolução da mamografia. Outra modalidade é a ressonância nuclear magnética, que tem indicações mais precisas, em especial no contexto de câncer de mama familiar e neoplasia lobular.

 

4 . Quando a ultrassonografia é prescrita?

A ultrassonografia é capaz de identificar lesões em tecidos mais densos. Vale uma ressalva, câncer de mama em paciente com menos de 30 anos é um evento raro e, quando ocorre, apresenta-se com características passíveis de serem detectadas pela mamografia.

 

5 . Quais as limitações de cada exame?

A maioria das limitações se enquadra da impossibilidade de definir com 100% de certeza se a imagem detectada representa um câncer ou tecido normal da mama. Quando um tecido no estudo de imagem é tido como suspeito, entra em cena o patologista que determina se a lesão estudada é de caráter maligno ou benigno a partir de uma pequena amostra da mesma. Às vezes, esta definição também é difícil para o patologista, que ainda tem a alternativa de utilizar exames do tipo imuno-histoquímico e moleculares para auxiliá-lo.

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