Saúde

Reconstrução de mama e a chance de recomeçar

26 de outubro de 2015
Reconstrução de mama e a chance de recomeçar

Um motivo a mais para recomeçar a vida normal, a cirurgia pode ser uma injeção de autoestima e é direito da mulher

Em pleno outubro rosa, chega uma notícia boa para as mulheres: de 2009 a 2014, o número de cirurgias de reconstrução de mama saltou de 18 mil para 103 mil, mudando de 3% para 8,4% do número total de cirurgias plásticas realizadas no país. Os dados são resultado de um levantamento inédito feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) envolvendo 5.800 médicos e membros da entidade.

Classificada como reparadora, esse tipo de cirurgia restaura a forma, a aparência e o tamanho dos seios em mulheres submetidas à mastectomia devido ao câncer de mama, segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e com maior incidência no sexo feminino, respondendo por 22% dos novos casos a cada ano, de acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Coberta pelo sistema público de saúde (lei 12.802/2013), a reconstrução mamária, feita por um cirurgião plástico, simultaneamente ao tratamento do câncer, se possível, traz benefícios variados às mulheres. “A cirurgia reconstrutiva da mama promove melhor percepção da autoimagem, recuperando a autoestima e a qualidade de vida da paciente, além de aumentar a adesão ao tratamento e retorno mais breve às atividades diárias”, esclarece o Dr. João de Moraes Prado Neto, presidente da SBCP.

Esse aumento de 85 mil novas reconstruções mamárias nos últimos cinco anos revela um avanço no tratamento do câncer de mama e valorização da cirurgia plástica reparadora. Isso porque demonstra que hoje a comunidade em geral reconhece que é necessário um trabalho multidisciplinar para combater a doença e alcançar resultados melhores. Também reforça a importância das intervenções reparadoras, muitas vezes subestimadas e equivocadamente vistas apenas com funções estéticas.

Segundo o cirurgião plástico Alexandre Fonseca, um dos coordenadores da pesquisa e membro titular da SBCP, em muitos casos, a cirurgia reparadora pode significar a diferença entre querer viver ou não. “Os seios são símbolos de feminilidade, a retirada sem reconstrução pode significar muito sofrimento, casos sérios de depressão, além de problemas de relacionamento social e familiar. Não à toa a reconstrução é um direito conquistado pelas brasileiras e vista atualmente como uma das etapas indispensáveis do tratamento”, avalia.

 

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