Saúde

Como mudar o mundo e a si com a meditação

28 de outubro de 2015
Como mudar o mundo e a si com a meditação

Um legado cultural de tradições antigas, a meditação tem crescido em todo o mundo

Há registros arqueológicos de figuras em posição de lótus que datam de mais de 3 mil anos atrás. O que antigamente era privilégio de monásticos ou de eremitas em cavernas, passou a fazer parte da vida de muitas pessoas. Não é necessário seguir uma religião ou aderir a uma filosofia específica para meditar. Ela ultrapassou as fronteiras geográficas e culturais e saiu do mundo espiritual para também ser estudada e praticada nos meios científicos, educacionais e empresariais.

Segundo o mentor e filósofo Suryavan Solar em seu livro “Meditação – A arte de voar”, a prática é “o estado natural, livre e ilimitado da consciência humana que todos experimentamos de forma espontânea em algum momento de nossa vida”, mas se encontra obscurecido por uma mente agitada, que flutua entre o passado e o futuro, a memória e a imaginação.

Meditar não é “deixar de pensar”, mas permite acalmar o rio caudaloso dos pensamentos descontrolados que domina a mente. A prática nos transforma em observadores e nos devolve a autonomia mental para direcionar o foco em objetivos específicos, com efetividade.

A meditação é um bálsamo para a alma. Desde a antiguidade, é prática central em todas as tradições espirituais do mundo, ao conduzir ao conhecimento de si mesmo e ao despertar da consciência. Meditantes conseguem observar crenças, padrões e comportamentos. Com isso, temos a chance de modificá-los, sendo espontaneamente seres melhores, mais humanos e praticamos as chamadas virtudes. Nos tornamos mais sábios e sofremos menos, porque compreendemos a origem do sofrimento. Ficamos menos individualistas, saindo da sensação de vulnerabilidade e de separação, ficando plenos e realizados.

E o melhor, quando a mente, o cérebro e a pessoa mudam, o mundo muda. A publicação líder no campo dos estudos sobre a paz, “Journal of Conflict Resolution”, da Universidade de Yale, demonstrou como a meditação coletiva previne a guerra e reduz a violência. O artigo mostra que se 1% da população praticasse meditação duas vezes ao dia, poderiam aparecer mudanças positivas em toda a sociedade. Resultados de uma meditação experimental realizada no Uruguai em 2014, provam cientificamente a diminuição média do registro de delitos de mais de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para mudar o mundo, primeiro devemos mudar a nós mesmos. E se mais pessoas aprenderem a meditar e desfrutarem de todos os benefícios, sim, acreditamos que é possível termos um mundo melhor.

 

* Amyatari Ana Maria Echeverry e Silexi Solange Menta são Instrutoras de Meditação da Organização Cóndor Blanco Internacional.

 

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