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Espiadinha noturna no smartphone prejudica o sono e a saúde

Atualizado em 30 de maio de 2019
Espiadinha noturna no smartphone prejudica o sono e a saúde

Sono afetado pode levar a outras doenças crônicas e até problemas cardiovasculares

60% dos usuários de smartphone dormem com seus aparelhos. 54% afirmaram que caso ocorra algum incêndio, a primeira coisa que os usuários fariam é salvar o smartphone, e depois tentariam pegar seu animal de estimação. 22% preferem ficar sem sexo a ficar sem o celular.

Um hábito comum, mas muito prejudicial é o de dormir cada vez mais tarde por causa das horas de conversa na internet durante a noite ou de madrugada. “Antes dos celulares serem tão avançados, era preciso utilizar um computador para acessar chats e salas de bate papo. Hoje, com os smartphones, é possível ter na palma da mão todas as funções de um notebo ok, por exemplo. Esse conforto tem feito com que as pessoas, literalmente, levem a internet para cama consigo e, como resultado, tenham noites de sono ruins e reduzidas”, diz o pneumologista do Serviço de Medicina do Sono do HCor – Hospital do Coração, Dr. Pedro Genta.

Ele explica que mais do que simplesmente distrair as pessoas e fazê-las perder a noção do tempo, o uso de celulares – e também de tablets –, antes de dormir, deixa o indivíduo constantemente atento, em função das buscas que realiza ou das novas mensagens que recebe, o que o impede de relaxar completamente e dormir. O médico acrescenta que outro efeito nocivo provocado por esses dispositivos está relacionado com a luminosidade que eles emitem. “Estudos recentes revelaram que a luz da tela dos smartphones, entre outros eletroeletrônicos, pode inibir a produção de melatonina, cuja função é induzir o cérebro ao sono”, explica o médico. “Isso ocorre porque o hormônio é produzido como uma reação do organismo à escuridão. Com a presença de luzes próximas à retina, durante a noite, a produção de melatonina é inibida e o indivíduo pode acabar desenvolvendo insônia, cujos efeitos também podem dificultar o adormecimento e afetar a qualidade do sono”, acrescenta o pneumologista do HCor.

Dormir menos do que o necessário pode não só gerar sonolência, dificuldade de concentração, irritabilidade e aumento do apetite, mas também afetar o sistema cardiovascular. Afinal, essa condição favorece o surgimento de problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, cuja ocorrência está entre os principais fatores de risco para infartos e AVCs. “Enquanto estamos dormindo todo o nosso organismo passa por um período de descanso e reestabelecimento. Com o coração não é diferente. Durante o sono, tanto a frequência cardíaca, quanto a pressão arterial são reduzidas”, explica o médico. “Portanto, é necessário que todo indivíduo tenha no mínimo sete horas de sono de boa qualidade, por dia, para manter o coração saudáve e viver bem de maneira geral”, recomenda.

É possível repor as horas de sono perdidas. Segundo o Dr. Genta, a primeira medida nesse sentido é procurar não utilizar computadores, smarphones ou aparelhos similares por um período de, no mínimo, uma hora antes de dormir. Em seguida, é possível estabelecer uma meta e tentar aumentar, gradualmente, o tempo de sono de 15 a 30 minutos, por noite, até que se atinja sete ou oito horas de descanso adequado. “Desse modo, é possível combater os problemas decorrentes da privação do sono e obter mais saúde e disposição no dia seguinte”, conclui o pneumologista do HCor.

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