Espiadinha noturna no smartphone prejudica o sono e a saúde

Sono afetado pode levar a outras doenças crônicas e até problemas cardiovasculares

60% dos usuários de smartphone dormem com seus aparelhos. 54% afirmaram que caso ocorra algum incêndio, a primeira coisa que os usuários fariam é salvar o smartphone, e depois tentariam pegar seu animal de estimação. 22% preferem ficar sem sexo a ficar sem o celular.

Um hábito comum, mas muito prejudicial é o de dormir cada vez mais tarde por causa das horas de conversa na internet durante a noite ou de madrugada.

“Antes dos celulares serem avançados, era precisoum computador para chats e salas de bate papo. Hoje, é possível ter na palma da mão todas as funções de um notebook. Esse conforto tem feito com que as pessoas, literalmente, levem a internet para cama consigo e, eventualmente, tenham noites de sono ruins e reduzidas”, diz o pneumologista do Serviço de Medicina do Sono do HCor – Hospital do Coração, Dr. Pedro Genta.

Ele explica além de distrair as pessoas e fazê-las perder a noção do tempo, o uso de celulares e, igualmente, tablets antes de dormir, deixa o indivíduo atento, sem conseguir relaxar ou dormir.

O médico acrescenta que outro efeito nocivo provocado por esses dispositivos está relacionado com a luminosidade que eles emitem.

“Estudos recentes revelaram que a luz da tela dos smartphones, pode inibir a produção de melatonina, que induz o cérebro ao sono”, explica o médico. “Isso ocorre porque o hormônio é produzido como reação do organismo à escuridão. Com a presença de luzes próximas à retina, a produção de melatonina é inibida e o indivíduo pode acabar desenvolvendo insônia”, acrescenta.

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Dormir menos do que o necessário pode gerar sonolência, dificuldade de concentração, irritabilidade e aumento do apetite, mas afetar o sistema cardiovascular. Afinal, isso favorece o surgimento de problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, cuja ocorrência está entre os principais fatores de risco para infartos e AVCs.

“Enquanto estamos dormindo todo o nosso organismo passa por um período de descanso e restabelecimento. Com o coração não é diferente. Durante o sono, tanto a frequência cardíaca, quanto a pressão arterial são reduzidas”, explica o médico.

“Portanto, é necessário que todo indivíduo tenha no mínimo sete horas de sono de boa qualidade, por dia, para manter o coração saudável e viver bem de maneira geral”, recomenda.

É possível repor as horas de sono perdidas. Segundo o Dr. Genta, a primeira medida nesse sentido é procurar não utilizar computadores, smarphones ou aparelhos similares por um período de, no mínimo, uma hora antes de dormir.

Em seguida, é possível estabelecer uma meta e tentar aumentar, o tempo de sono de 15 a 30 minutos por noite, até que atinja sete ou oito horas de descanso adequado.