6 perguntas e respostas sobre LER/DORT

Segundo o Fundacentro, apenas em 2019 foram afastados das suas funções de trabalho 39 mil colaboradores em decorrência das chamadas LER/DORT

Imagine a seguinte situação: você acorda e a primeira coisa que você faz é olhar no celular, segurando com uma mão e digitando com a outra. Logo depois você se arruma, toma café, faz as tarefas de casa e precisa começar a trabalhar. Para isso você senta na cadeira, liga o computador e fica horas e mais horas sem parar mexendo no mouse e digitando para realizar suas tarefas diárias. Ao final do dia, sente uma dorzinha ali no ombro, mas nada demais. E esse processo se repete todos os dias. Ufa! Não há braço que aguente, não é mesmo? É justamente a partir da repetição de movimentos sem pausa que se dá a lesão por esforço repetitivo, também conhecida como LER/DORT.

A lesão por esforço repetitivo é mais comum do que se imagina. Pode começar como uma tendinite que vai se agravando com o passar do tempo, o que torna difícil não apenas realizar as tarefas do trabalho, como também atividades pessoais do dia a dia. Algumas causas para o surgimento do LER podem ser:

  • Uso frequente do mouse do computador;
  • Digitar;
  • Trabalho em linha de montagem;
  • Treino para esportes;
  • Levantamento de pesos.

6 perguntas mais comuns sobre LER/DORT

Para entender melhor as causas do LER/DORT, separamos algumas das perguntas mais comuns para serem respondidas nesta matéria. Venha com a gente entender melhor a doença e como se prevenir.

Afinal, o que é LER/DORT?

Como já dito anteriormente, LER é a sigla designada para englobar o que chamamos de lesões por esforço repetitivo. Já DORT é a sigla para Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. As duas andam lado a lado, visto que muitas vezes as lesões por esforço repetitivo acabam acontecendo durante o período de trabalho. Juntas elas englobam mais de 30 doenças, dentre as quais as mais conhecidas são tendinite e bursite.

Quais são os sintomas mais comuns?

As regiões mais afetadas pelas lesões de esforço repetitivo geralmente são os ombros e pescoço, pulsos e mãos, além dos antebraços e cotovelos. Os sintomas mais comuns são:

  • Dor, de intensidade leve ou severa;
  • Sensibilidade na região;
  • Fraqueza;
  • Rigidez;
  • Formigamento e dormência;
  • Sensibilidade ao calor/frio.

Como geralmente é causada?

Principalmente pelo esforço repetitivo de movimentos. Isso acontece porque um excesso de movimentos iguais provoca uso excessivo do sistema musculoesquelético, que pode causar lesões ao decorrer do tempo. Aliado à má postura no trabalho, com o exagero de força colocada em cada movimento, o sistema sanguíneo pode ter uma maior dificuldade em irrigar os nervos e as artérias da região, o que pode vir a desencadear quadros inflamatórios como a bursite e tendinite, por exemplo.

Quais são as circunstâncias de risco para desenvolver a condição?

Algumas atividades podem funcionar como um fator de risco para o desenvolvimento e agravamento de lesões incluídas na LER/DORT. Por isso, fique atento se você preencher uma ou mais das seguintes categorias:

  • Estressa o músculo por conta da repetição de movimentos;
  • Mantém a mesma postura por longos períodos de tempo. Ou se mantém em uma posição estranha por muito tempo, como, por exemplo, os braços acima da cabeça;
  • Levanta frequentemente objetos muito pesados;
  • Está em má condição física ou é sedentário.

Fazer uma ou mais coisas desta lista não significa que você necessariamente vai desenvolver LER/DORT, mas pode ser um sinal de alerta para evitar a condição.

Existem fases no desenvolvimento da LER/DORT?

São 4 fases iniciais, que vão desde os sintomas mais simples, até os mais graves.

Na fase 1 a dor começa a aparecer de forma mais confusa e espalhada pela região, portanto não é possível ao paciente apontar exatamente qual a parte do corpo está doendo de fato. O que muda na fase 2.

Nesta fase é possível identificar mais pontualmente onde está concentrada a dor, afinal ela é mais persistente. Apesar disso, a condição ainda é tida como leve e, ao fazer alterações na postura e em como o trabalho é feito, ainda é possível reverter o quadro.

Já na fase 3 a doença passa a ser considerada crônica, ou seja, não é possível mais reverter o quadro para que ela pare de aparecer. As dores passam a ser sentidas em pontos mais definidos, como na segunda fase, e não diminui mesmo depois do repouso e técnicas de relaxamento de musculatura, como massagens e alongamentos. Além disso, por conta das dores o sono passa a ser afetado.

A fase 4 é a mais aguda. Nela pode ser percebido inchaços e cistos, até mesmo a potência da força na região é afetada. Mesmo em atividades cotidianas a vida passa a ser afetada, afinal qualquer pequena tarefa é difícil de ser realizada por causa da dor e do desconforto. Nesse ponto o ortopedista pode passar remédios mais potentes para a dor e, se for o caso, indicar até mesmo alguma cirurgia.

Como é feito o diagnóstico?

Se você passou a sentir um desconforto e/ou dor é recomendado procurar um médico ortopedista. Na consulta o médico vai fazer perguntas sobre o seu ambiente de trabalho e condições de ergonomia para tentar entender quais são os movimentos repetitivos mais comuns que você realiza no dia a dia. Além disso, o médico poderá fazer uma avaliação física para checar o tendão, reflexo e inflamações, por exemplo. Dependendo de cada caso, o ortopedista poderá ou não pedir algum exame complementar ou indicar fisioterapia.

Fonte: Healthline