Cirurgia nos seios deixa em dúvida mulheres que querem ser mães, mas será que atrapalha?

A mamoplastia de aumento, conhecida como implante de silicone, é um dos procedimentos mais procurados nos consultórios de cirurgia plástica. Entretanto, esse procedimento ainda gera dúvidas entre as mulheres que desejam ser mães.

Uma das questões mais comuns é se a prótese de silicone pode interferir na amamentação, o que, para o cirurgião plástico Bruno Legnani, é raríssimo acontecer.

“Atualmente, a grande maioria das próteses é colocada atrás da glândula mamária, assim não interfere na produção do leite. Os ductos de liberação também permanecem intactos e a capacidade de amamentar não é alterada”, explica o cirurgião.

Legnani afirma que antes da realização de qualquer procedimento cirúrgico é ideal que a paciente converse com o médico e procure saber quais são as técnicas utilizadas pelo profissional. “Para que as mulheres preservem a capacidade de amamentação, é necessário preservar o parênquima mamário. Por isso o cirurgião plástico precisa ser consciente e escolher um volume adequado de prótese para cada paciente.”

“Tamanhos exagerados podem comprimir o parênquima mamário e alterar seu funcionamento”, alerta o especialista. Em virtude disso, o médico salienta que é importante procurar um profissional qualificado.

Na página da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e no site do Conselho de Medicina é possível verificar se um cirurgião é, de fato, um especialista na área de interesse.

A prótese fica diferente depois da amamentação?

Esse é outro questionamento frequente entre as mulheres que desejam implantar próteses de silicone. Segundo o cirurgião, a prótese não sofre alterações, mas o aumento da mama, decorrente da lactação, pode alterar os resultados da cirurgia. Por isso é importante atentar para o formato de prótese escolhido.

“Para que o formato dos seios permaneça natural, é indispensável que sejam observadas as características do corpo e da pele da mulher para escolha da prótese. Um dos fatores que o médico deve levar em conta antes de uma cirurgia é se essa mulher pretende ser mãe“, completa o especialista.

Para as mulheres que já possuem silicone, a sugestão do médico é que sigam o processo de amamentação com naturalidade e, em caso de dúvidas, procurem o ginecologista.

Já para mulheres que desejam implantar a prótese, mas querem engravidar, o especialista costuma orientar que conversem com o cirurgião sobre o melhor momento para realizar o procedimento cirúrgico.

Sabe aquela receita da vovó, ou dica da vizinha para aumentar o leite, fortalecer ou cuidar dos mamilos? Podem ser mitos que não ajudam tanto assim sua amamentação…

Mães de primeira viagem costumam ter muitas dúvidas e inseguranças em relação a um dos momentos mais importantes entre mãe e bebê: a amamentação. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) orienta e tira as principais dúvidas sobre o aleitamento materno, que além de nutrir, fortalece a relação entre mãe e bebê. Para o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Lima, o leite materno é essencial para o desenvolvimento saudável do bebê e deve ser o alimento exclusivo até os seis meses de idade.

Conheça os mitos e verdades sobre a amamentação:

1. A criança pode ser amamentada até três anos de idade ou mais.

VERDADE. Embora seja necessário introduzir outros alimentos após o sexto mês de vida, não há duração máxima para o aleitamento, sendo esta uma decisão da mãe.

2. É necessária a higienização das mamas antes e depois do aleitamento com água e gaze.

MITO. Não há necessidade de qualquer preparo da mama antes de oferecer o leite materno ao bebê.

3. A química do cigarro e álcool podem ser transmitidas para o bebê pelo leite.

VERDADE. Além do álcool e de substâncias presentes no cigarro, até mesmo medicamentos podem passar para o leite materno, então, o uso de substâncias deve ser discutido com o médico de confiança.

4. Terapias alternativas, como floral, podem influenciar na qualidade do leite.

MITO. Não existem evidências científicas confiáveis sobre isso, entretanto, toda mudança no leite deve ser discutida com seu médico

5. Canjica e cerveja preta estimulam a produção de leite.

MITO. Assim como na questão de terapias alternativas, não há comprovação científica.

6. O colostro, o primeiro leite após o nascimento da criança, é rico em anticorpos e importante para o bebê.

VERDADE. O colostro tem papel importante na saúde do bebê, pois transfere anticorpos da mãe para o bebê que podem protegê-lo de infecções enquanto seu sistema imunológico ainda está em formação.

7. Cada mãe produz um tipo de leite diferente.

VERDADE. O leite de cada mãe é produzido de acordo com suas características corporais e eventualmente, seus hábitos.

8. A alimentação e quantidade de água diárias influenciam na qualidade e quantidade de leite.

VERDADE. O leite é elaborado a partir dos nutrientes ingeridos pela mãe, quanto mais saudável a mãe for, inegavelmente mais qualidade e nutrientes seu leite terá.

9. A produção de leite é hereditária, se a mãe não conseguiu amamentar, a filha também terá dificuldade.

MITO. A produção de leite depende do estado de saúde da mãe e da estimulação do bebê, portanto, hereditariedade pode influenciar pouco neste caso.

10. A amamentação reforça o vínculo entre mãe e bebê.

VERDADE. O ato de amamentar aproxima a mãe do bebê, aliás, é importante na formação do vínculo entre eles deste o nascimento.

11. Amamentar dói.

MITO. Embora em alguns casos a amamentação possa produzir incômodo inicialmente, essa queixa costuma desaparecer à medida que a mãe se acostuma. A persistência de dor pode significar algum problema e deve ser comunicada ao médico de confiança.

Mães que voltam a trabalhar podem, sim, continuar amamentando seus bebês, veja como

Embora muitas mães achem que é obrigatório desmamar antes de voltar ao trabalho, mais e mais mães descobrem e optam por continuar a ser a fonte de alimentação de seus bebês mesmo depois de voltarem a trabalhar.

São muitas as vantagens da amamentação e com mais informações disponíveis, hoje as mães sabem que não precisam desmamar para voltar ao mercado e não querem que seus bebês percam os benefícios do leite materno apenas porque elas têm de voltar ao trabalho ou à escola.

Existem vários elementos importantes a serem considerados para continuar com sucesso amamentando seu bebê quando você retorna ao trabalho ou aos estudos. Veja algumas dicas para que essa transição aconteça da melhor maneira possível:

  1. Compre uma bomba apropriada que esvazie seus seios de forma rápida e eficiente;
  2. Organize pausas em intervalos regulares (idealmente a cada três horas) durante o dia para ter tempo de retirar o leite;
  3. Encontre um local privado para bombear, de preferência com acesso a uma tomada elétrica;
  4. Estabeleça um bom suprimento de leite após o nascimento do seu bebê e antes de retornar ao trabalho ou à escola. Isso tornará a manutenção do seu abastecimento quando você voltar a sair com regularidade;
  5. Tente oferecer a mamadeira quando seu bebê não está morrendo de fome. Isso pode parecer ilógico, mas quando um bebê está frenético de fome, ele não terá vontade de tentar algo novo. Ele apenas quer comer.

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