Prejudicial para a saúde mental, falta de carboidrato muda a percepção sobre a realidade do corpo

Existem mais desvantagens na falta de carboidrato do que a falta de um nutriente essencial para o bom funcionamento do organismo. Os efeitos do carboidrato no comportamento são conhecidos, mas sua deficiência causa mais do que mau humor, pode afetar severamente a autoestima.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), destacou que a restrição de carboidratos na dieta é uma das primeiras atitudes tomadas por quem deseja perder peso, mas a pesquisa alerta que a falta de carboidratos no cardápio leva danos à saúde mental.

Segundo a Dra. Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da Associação Brasileira da Indústria do Trigo, em geral o consumo de carboidratos fornece energia para o cérebro, o que garante mais equilíbrio emocional e mental. “Portanto as percepções de realidade de corpo inclusive melhoram e isso relaciona-se em consequência com a autoestima”, explica.

Ela explica que uma dieta com restrição de carboidratos usa a massa magra/muscular como fonte de energia primária e consequentemente temos maior formação de corpos cetônicos. Isso altera os odores corporais, acelera a queima de massa muscular, auxilia na flacidez de tecidos, reduz a velocidade de pensamento e também do metabolismo como um todo. “Há alguns trabalhos publicados mostrando que há evidencias que o consumo de carboidratos é inversamente proporcional ao aparecimento de tumores também”.

A recomendação da Pirâmide Alimentar de Harvard, aqui referendada pela USP indica o consumo médio de 8 a 11 porções diárias de carboidratos”, diz. Em médio e longo prazo, essa falta tem como resultado: colesterol alto, problemas renais, sobrecarga do fígado, falhas de memória e problemas com o sono.

Mas é preciso ter critério no consumo dos seus carboidratos. Alimentos processados e cheios de conservantes continuam sendo inimigos da boa saúde. Segundo a nutricionista, as opções mais saudáveis são batatas, mandioca, arroz, pães, macarrões em geral, frutas e legumes.

Estudo da Universidade de Queensland revela a importância de ter diálogos positivos sobre o corpo

Sabe aquele comentário ácido entre amigas ou em casa sobre os quilos que ganhou, sobre como gostaria de ter pernas mais longas ou seios diferentes? Isso pode ser mais prejudicial do que se possa imaginar. Um estudo realizado pela Universidade de Queensland, analisou a dimensão do impacto que a insatisfação feminina com o próprio corpo pode causar, sobretudo sobre a própria mente da mulher e das pessoas que convivem com ela.

Os pesquisadores buscaram avaliar a real dimensão que os comentários negativos sobre a forma física trazem para as mulheres envolvidas em diálogos em que a depreciação da própria forma física seja uma constante.

O estudo teve como enfoque as conversas presentes em rodas de amigas acerca do próprio corpo ou sobre a culpa que sentiam ao julgarem ter comido de forma demasiada. Nesta experiência, foram analisados os comportamentos de 43 duplas de amigas, onde deveriam tecer comentários sobre a forma física de algumas celebridades, além de responderem sobre quantas vezes costumavam falar sobre peso, como se avaliavam em relação ao próprio corpo e, finalmente, como classificavam a forma física da companheira de pesquisa.

Com a finalidade de obterem resultados bastante fiéis ao que de fato acontece no cotidiano das mulheres, os pesquisadores fizeram com que as participantes do estudo acreditassem que responderiam a uma pesquisa sobre comunicação em mídias sociais, ao invés de contarem sobre a real intenção da análise.

De acordo com os resultados obtidos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que, quem inicia a conversa sobre boa forma, só pode desencadear um efeito negativo na pessoa que ouve se esta alimentar a conversa com outros comentários desfavoráveis, que representem profundo descontentamento e baixas expectativas em melhorar a própria forma física.

Outro efeito observado no estudo, revela que os comentários de mulheres que se mostram satisfeitas com o próprio corpo podem influenciar de forma positiva as amigas que interagem durante as conversas.

Portanto, antes de falar mal de si mesma, mesmo que existam alguns pontos de insatisfação, pense no resultado que isso pode desencadear em um período maior.

• Com informações do blog de Ricardo Tosto

 

Autoestima, identidade e formação da autoimagem elevam a importância de presentear uma criança negra com uma boneca em que possa se enxergar

(mais…)