Uma boa alimentação, cuidados diários com a limpeza e o uso de máscara são algumas medidas para se manter seguro na pandemia de COVID-19. Mas os exercícios podem ser extremamente importantes para a melhora da sua imunidade

A essa altura provavelmente você já sabe como se proteger contra o coronavírus – higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, distanciamento social, e, para uma proteção maior, manter uma dieta balanceada para manter o seu corpo o mais saudável possível. Mas outro aspecto importante para a sua saúde como um todo também pode ajudar e muito a manter a imunidade funcionando bem: fazer exercícios regulares.

É claro que com as escalas e muitas academias ainda fechadas, colocar os tênis e ir correr pode ser a última coisa que você quer fazer. Mas o simples ato de colocar o seu corpo em movimento pode ser uma ferramenta poderosa na batalha contra uma infecção. A pegadinha? É que nem todos os exercícios ajudam a fortalecer o sistema imunológico – principalmente quando levamos em conta a ameaça de um vírus do lado de fora de casa.

Para explicar melhor a conexão entre exercício e imunidade, nós vamos nos apoiar em ciência e conversar com especialistas que estudam os efeitos dos exercícios físicos no sistema imunológico. Aprenda a melhor maneira de treinar e cuidar da sua saúde, principalmente durante uma pandemia.

Então exercícios físicos realmente dão um up no sistema imunológico?

Mesmo com os pedidos do Ministério da Saúde e do governo dos estados de que as pessoas fiquem em casa, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda incentiva o exercício regular – e por um bom motivo. Além de melhorar sua saúde mental, uma revisão científica de 2019 no Journal of Sport and Health Science descobriu que os exercícios podem melhorar sua resposta imunológica, diminuir o risco de doenças e reduzir a inflamação.

O estudo analisou “exercícios agudos”, ou seja, aqueles de intensidade moderada a vigorosa com duração inferior a uma hora. (A pesquisa examinou principalmente a caminhada, mas isso também pode significar um treino elíptico, uma aula de spinning ou mesmo uma corrida.) Autor do estudo David Nieman, DrPH, professor do departamento de biologia da Appalachian State University e diretor do Human Performance Laboratory informa que, normalmente, as pessoas têm apenas um pequeno número de células do sistema imunológico circulando pelo corpo. Essas células preferem ficar em tecidos linfóides e órgãos como o baço, onde o corpo mata vírus, bactérias e outros  microorganismos que causam doenças.

Como os exercícios aumentam o fluxo sanguíneo e linfático à medida que os músculos se contraem, também aumentam a circulação das células imunológicas, fazendo com que elas percorram o corpo em um ritmo e número mais elevados, diz Nieman. Especificamente, o exercício ajuda a recrutar células imunológicas altamente especializadas – como células assassinas naturais e células T – e a encontrar patógenos (como vírus) e eliminá-los. Na avaliação de Nieman de 2019, os participantes que fizeram uma caminhada rápida de 45 minutos experimentaram esse aumento de células imunológicas flutuando pelo corpo por até três horas após a caminhada, explica.

Quanto mais regulares os exercícios, melhor!

Embora você obtenha uma resposta imediata do sistema imunológico ao se exercitar, isso acabará desaparecendo – a menos que você continue treinando de forma consistente. “Se você sair para 45 minutos de exercícios no dia seguinte, tudo isso acontecerá novamente”, diz Nieman. “Tudo se soma com o passar do tempo.” Na verdade, outro estudo de Nieman e sua equipe – este publicado em 2011 no British Journal of Sports Medicine – descobriu que aqueles que faziam exercícios aeróbicos cinco ou mais dias da semana diminuíram o número de infecções do trato respiratório superior (como as comuns frio) durante um período de 12 semanas em mais de 40%.

Pense no efeito imunológico duradouro de exercícios como este, Nieman explica: Digamos que uma governanta venha limpar sua casa por 45 minutos na maioria dos dias da semana. A casa ficará muito melhor naquele primeiro dia do que se alguém nunca viesse. Porém, quanto mais frequente a governanta voltar, melhor e mais limpa ficará a casa. “O exercício é realmente uma atividade doméstica, onde ajuda o sistema imunológico a patrulhar o corpo e detectar e evitar bactérias e vírus”, diz Nieman. Então, você não pode necessariamente se exercitar um dia aqui e ali e esperar ter um sistema imunológico curador de doenças. Faça mais movimento regularmente, porém, e seu sistema imunológico estará melhor preparado para eliminar os germes causadores de doenças.

Outro benefício do exercício é que ele diminui a inflamação no corpo – o que, por sua vez, também pode melhorar a imunidade. Na verdade, algumas pesquisas, relacionam níveis diminuídos de marcadores inflamatórios àqueles que se exercitam com mais frequência e têm níveis de condicionamento físico mais elevados.

Qual o melhor tipo de exercício para dar um gás na imunidade?

A maioria dos estudos, incluindo o de Nieman, analisou a atividade aeróbica – pense em caminhar, correr ou andar de bicicleta. Para obter os benefícios, é melhor acelerar um pouco o ritmo ao caminhar. “Para a maioria das pessoas, estamos falando de 1,5 km em 15 minutos”, diz Neiman sobre o ritmo médio que levou a resultados promissores em seus estudos. “Isso é estímulo suficiente para recrutar células imunológicas para a circulação.”

Há menos estudos sobre exercícios de treinamento intervalado de alta intensidade (ou HIIT) e se eles ajudam a sua imunidade. Um pequeno estudo de 2018 na revista Arthritis Research & Therapy, com foco em pacientes com artrite, disse que poderia melhorar a função imunológica, enquanto outro pequeno estudo de 2014 no Journal of Inflammation Research descobriu que os exercícios HIIT não reduzem a imunidade. Em geral, Neiman diz que os treinos intervalados são provavelmente OK. “Nossos corpos estão acostumados a essa natureza de vaivém, mesmo por algumas horas, desde que não seja um exercício implacável de alta intensidade”, diz ele.

O mesmo vale para o treinamento de força – provavelmente ajuda o seu sistema imunológico, mas há menos pesquisas e estudos recentes apoiando seus benefícios sobre a imunidade. Adam Jajtner, PhD, CSCS, professor assistente de ciência do exercício e fisiologia na Kent State University, que também estudou exercícios e a resposta imunológica, incentiva o treinamento de resistência como uma estratégia inteligente para melhorar a imunidade. No entanto, ele adverte contra exercícios graves que danificam os músculos, como levantamento de peso ou exercícios excêntricos para que o processo de reparo muscular não compita com sua função imunológica. Portanto, a menos que você regularmente se mantenha em um treino como o CrossFit, provavelmente agora não é o momento de iniciar uma nova rotina de força de alto impacto.

Ou seja: Exercícios moderados ajudam – mas não pratique exageradamente!

Nieman vê esta pandemia como uma oportunidade de ouro para iniciar um programa regular de caminhada – um momento para estabelecer o hábito de atividades físicas frequentes. Embora outros hábitos de estilo de vida, como comer frutas, controlar o estresse e ter um sono de qualidade também possam ajudar a reduzir o risco de doenças, Nieman diz que o exercício é potencialmente “o hábito mais poderoso que as pessoas podem adotar agora, enquanto estamos lidando com este novo e inovador vírus . ”

Se você é novato em exercícios (e tem a aprovação do seu médico para iniciar um programa de condicionamento físico), a sugestão é sair por apenas 10 minutos, duas a quatro vezes por dia. Em seguida, trabalhe aumentando esse tempo gradualmente. Ou tente um treino de baixo impacto em casa, se você estiver em uma cidade lotada e tiver menos oportunidades de sair ao ar livre.

Mesmo se você estiver se exercitando, não se esqueça de que sua melhor defesa contra o COVID-19 é limitar o risco de pegá-lo praticando o distanciamento social e lavando frequentemente as mãos. “Reduzir sua exposição ao vírus é o número um, está acima de tudo”, diz Nieman. “O distanciamento social e a boa higiene devem ser sempre fundamentais … mas não consigo enfatizar o suficiente a importância de todos estarem saudáveis e com foco na boa imunidade também.”

Fonte: Health.com

Avaliação de oito drogas em fase de teste observa a ação metabólica relacionada a atividade física

Publicada pela revista “Trends in Pharmacological Sciences”, a avaliação de oito drogas em fase de teste em animais observa a ação metabólica relacionada a atividade física. O farmacólogo Ismael Laher, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) comenta que as moléculas alvo que imitam os benefício de exercício físico sem uma atividade muscular. “O sedentarismo é um gatilho para doenças crônicas como a obesidade, diabete e doenças cardiovasculares”, diz Jaime Garcia Dias.

A indústria farmacêutica e centros universitários investem nessas drogas. A fórmula da empresa Glaxo Smith Kline, a GSK4716, parece possuir a capacidade de reestruturar as fibras musculares e aumentar a produção de mitocôndrias que são estrutura intracelulares geradores de energia.

Já o GW501616 criado pelo Instituto Salk, melhorou o desempenho da resistência em camundongos com o acréscimo do benefício metabólico. A Universidade Harvard desenvolveu a irisina, um fármaco que modifica a eficiência do organismo em consumir energia. Todos esses elementos abordam partes dos benefícios fisiológico e bioquímico da atividade física, mas não a vantagem como um todo, mas a combinação de vários princípios ativos, pode vislumbrar para a completa substituição.

Isso seria um ganho para aqueles que possuem algum tipo de limitação que impede de praticar um exercício físico. A exemplos daqueles que sofreram de AVC, fratura e lesão na medula espinhal e limitações físicas, benesses desse provável remédio pode diminuir doenças ligados à inatividade, dentre eles o diabete. Assim, a qualidade de vida desses pacientes podem melhorar com essa novidade, explica o médico Jaime Garcia Dias.

Mas mesmo com avanços das pesquisas, ainda demorará para que a pílula milagrosa chegue às prateleiras das farmácia. Mesmo assim, ainda existem muitas variantes que melhoram a qualidade de vida de uma pessoa e que estão atreladas diretamente à prática de exercícios físicos: além da perda do peso, o aumento do colesterol bom, o ciclo circadiano que está relacionado na qualidade do sono, a regulação endócrina pelos hormônios até o rendimento sexual.

Nutróloga explica a necessidade de manter dietas sustentáveis e, acima de tudo, nutritivas

Um estudo publicado em janeiro no New England Journal of Medicine afirma que a obesidade ainda é uma doença que desafia os profissionais da saúde. A obesidade está relacionada a sete problemas entre as dez principais causas de morte atuais nos Estados Unidos. O tratamento deve ser eficaz, tendo em vista que dois terços da população americana são obesos ou acima do peso. A médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dra. Vivian Suen, diz que não existe dieta mágica e com rápidos resultados que seja eficiente para pacientes obesos. O ideal, de acordo com a Dra. Vivian, é o acompanhamento nutrológico clínico.

Para a médica nutróloga da ABRAN, há riscos que não podem ser desconsiderados em uma dieta. “É necessário observar e avaliar o paciente. Indicar uma dieta ‘da moda’ ou de muito baixo valor calórico para aquela pessoa pode gerar complicações, dentre elas, a acidose metabólica – uma alteração no metabolismo. Nesse quadro, o paciente pode apresentar sintomas como dores de cabeça, náusea, sudorese, tontura”, afirma.

Dra. Vivian Suen destaca a importância da reeducação alimentar e do equilíbrio em uma dieta. “A reeducação alimentar deve fornecer 55% da necessidade calórica total diária na forma de carboidratos, de preferência complexos por apresentarem baixo índice glicêmico, como arroz integral, quinoa, soja, etc; 15% de proteínas provenientes de carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados, soja e outras leguminosas, vitaminas, minerais; 25 % de gorduras provenientes de alimentos de origem vegetal, como os óleos”, esclarece a médica nutróloga.

Além disso, o exercício físico é muito bem vindo, pois auxilia no aumento do gasto calórico e no ganho de massa muscular. O aumento da massa muscular, por sua vez, aumenta o gasto calórico. “A restrição calórica sem o exercício físico também gera a perda de peso, porém fica mais difícil chegar às metas estabelecidas entre paciente e médico. Além disto, ocorre a perda de tecido adiposo e de massa muscular”, alerta a Dra. Vivian.

O conceituado médico americano Dr. Richard L. Atkinson, que atua há mais de 30 anos no campo da obesidade, palestrou no último Congresso Brasileiro de Nutrologia sobre a dieta de baixo consumo de calorias. De acordo com o Dr. Atkinson, essa dieta consiste, entre outros aspectos, na ingestão de 10 a 12 calorias por quilo do paciente. Essa dieta traz excelentes resultados, mas, de acordo com a Dra. Vivian Suen, deve ser feita por um curto período de tempo, e com acompanhamento médico. “O problema de qualquer dieta é a manutenção da perda de peso em longo prazo, por isso a importância de uma dieta equilibrada. O médico nutrólogo vai avaliar a evolução clínica do paciente, quais as repercussões no aparelho cardiovascular, no metabolismo da glicose, dos lipídios e também possíveis deficiências de vitaminas e minerais” conclui.

Qual é a sua escolha? Descubra qual engorda mais e pode ser menos nocivo para a sua saúde

Existe a turma do vinho e existe a turma da cerveja. Ambos têm entusiastas fervorosos que contam com pesquisas das mais sérias às mais malucas para provar que não são tão maléficos para a saúde.

A BBC Future peneirou as evidências recolhidas por vários estudos científicos para tentar derrubar alguns dos mitos que cercam as duas bebidas.

À primeira vista, a ideia da “barriga de cerveja” parece ser verdade. O próprio álcool já é rico em calorias, sem contar todos os açúcares que tornam essas bebidas tão saborosas.

Com 180 calorias, uma pint de cerveja tem 50% mais conteúdo energético do que uma taça pequena de vinho – o suficiente para ajudar a acumular uns quilinhos.

Mas para quem bebe moderadamente, as diferenças tendem a ser bem pequenas. Uma recente revisão de dezenas de estudos, realizada por especialistas do Instituto de Pesquisa de Ontário, no Canadá, concluiu que nem os apreciadores do vinho nem os da cerveja tendem a engordar a curto prazo.

Os autores notaram, no entanto, que a pesquisa mais longa durou apenas dez semanas. Ou seja, elas podem ter deixado de registrar uma pequena alteração de peso – até mesmo 1 quilo ganho nesse período pode significar um acúmulo radical de 25 quilos em um período de cinco anos. As diferenças são pequenas, mas o vinho sai em ligeira vantagem ao engordar um pouco menos.

Quando se trata de benefícios para a saúde, o vinho se mostra um melhor “remédio”. No entanto, fãs da cerveja podem ao menos dizer que sua bebida favorita tem uma história mais ilustre. Alguns antropólogos sugeriram recentemente que nosso apreço pela cerveja pode ter dado origem à atividade agrícola e, por isso, à própria civilização. Nada mal para se pensar da próxima vez que se sentar em um bar com amigos.

Sempre ouvimos falar que uma taça de vinho por dia ajuda a “rejuvenescer” o corpo, reduzindo o risco de doenças cardíacas, pressão alta e diabetes. Esses benefícios viriam dos chamados polifenóis (encontrados principalmente no vinho tinto), que aliviam inflamações e combatem os radicais livres.

Já a cerveja nunca está muito presente nesses boletins de saúde. Mas um estudo da Universidade de Barcelona, na Espanha, indica que a bebida também contém uma dose razoável de polifenóis e parece oferecer certos benefícios, comparáveis aos do vinho branco (mas menos que o tinto).

Obviamente, nenhum deles dá sinal verde a excessos. O vinho tinto ganha de longe, mas a cerveja pode ser melhor do que outras bebidas alcoólicas.

Resultados de pesquisas apresentados por diversos profissionais comprovam o benefício da prática de exercício no alivio de dores e ações anti-inflamatórias

Pesquisadores apresentaram evidências que comprovam o benefício da prática de exercícios físicos na diminuição dos riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão arterial, diabetes e obesidade, durante o Simpósio de Exercício e Saúde Cardiovascular.

Estes estudos comprovaram que o exercício físico pode contribuir para diminuição de riscos em indivíduos obesos, sedentários e idosos – os quais fazem parte do grupo de risco cardiovascular. As teorias mais modernas preconizam a utilidade do exercício físico como efeito anti-inflamatório. Isso porque o músculo que se encontra ativo com a prática de exercícios produz substâncias benéficas à prevenção de inflamações, e com isso consegue inibir as secreções inflamatórias que são produzidas pelo tecido adiposo.

O estudo e a comprovação dos efeitos da prática de exercícios

Para comprovação desses benefícios, a Dra. Cláudia Regina Cavaglieri conduziu um estudo que submeteu indivíduos obesos a seis meses de treinamento físico sem que houvesse qualquer mudança de alimentação. O que se observou é que, mesmo sem melhora na dieta, houve uma diminuição significativa nos riscos de desenvolvimento de diabetes e hipertensão.

“O exercício é efetivamente um medicamento importante, sem efeitos colaterais, que se modulado da forma correta (para que ocorra perda de massa gorda e ganho de massa magra) consegue ter esse efeito anti-inflamatório e, consequentemente, diminui o risco de desenvolvimento de doenças”, afirma Cláudia.

Outro destaque é a pesquisa do Dr. Paulo Farinatti, que verificou queda na pressão nos usuários das academias que seguiam os protocolos indicados por profissionais de saúde. De acordo com os pesquisadores, a atividade física deve ser realizada com durações, intensidades e frequências adaptadas para as necessidades de cada indivíduo. Em idosos, por exemplo, em que há menor condicionamento físico, há maior propensão ao desenvolvimento da hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares. Nesses casos, os exercícios físicos aeróbicos são extremamente benéficos, e podem ser potencializados se somados aos exercícios de força.

No caso das mulheres mais velhas, a pesquisadora Dra. Iris Callado mostra que a prática de exercícios físicos pode levar a ganhos significativos para a saúde cardiovascular.

Sono afetado pode levar a outras doenças crônicas e até problemas cardiovasculares

60% dos usuários de smartphone dormem com seus aparelhos. 54% afirmaram que caso ocorra algum incêndio, a primeira coisa que os usuários fariam é salvar o smartphone, e depois tentariam pegar seu animal de estimação. 22% preferem ficar sem sexo a ficar sem o celular.

Um hábito comum, mas muito prejudicial é o de dormir cada vez mais tarde por causa das horas de conversa na internet durante a noite ou de madrugada.

“Antes dos celulares serem avançados, era precisoum computador para chats e salas de bate papo. Hoje, é possível ter na palma da mão todas as funções de um notebook. Esse conforto tem feito com que as pessoas, literalmente, levem a internet para cama consigo e, eventualmente, tenham noites de sono ruins e reduzidas”, diz o pneumologista do Serviço de Medicina do Sono do HCor – Hospital do Coração, Dr. Pedro Genta.

Ele explica além de distrair as pessoas e fazê-las perder a noção do tempo, o uso de celulares e, igualmente, tablets antes de dormir, deixa o indivíduo atento, sem conseguir relaxar ou dormir.

O médico acrescenta que outro efeito nocivo provocado por esses dispositivos está relacionado com a luminosidade que eles emitem.

“Estudos recentes revelaram que a luz da tela dos smartphones, pode inibir a produção de melatonina, que induz o cérebro ao sono”, explica o médico. “Isso ocorre porque o hormônio é produzido como reação do organismo à escuridão. Com a presença de luzes próximas à retina, a produção de melatonina é inibida e o indivíduo pode acabar desenvolvendo insônia”, acrescenta.

Saiba mais: Treinar a noite afeta seu sono?

Dormir menos do que o necessário pode gerar sonolência, dificuldade de concentração, irritabilidade e aumento do apetite, mas afetar o sistema cardiovascular. Afinal, isso favorece o surgimento de problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, cuja ocorrência está entre os principais fatores de risco para infartos e AVCs.

“Enquanto estamos dormindo todo o nosso organismo passa por um período de descanso e restabelecimento. Com o coração não é diferente. Durante o sono, tanto a frequência cardíaca, quanto a pressão arterial são reduzidas”, explica o médico.

“Portanto, é necessário que todo indivíduo tenha no mínimo sete horas de sono de boa qualidade, por dia, para manter o coração saudável e viver bem de maneira geral”, recomenda.

É possível repor as horas de sono perdidas. Segundo o Dr. Genta, a primeira medida nesse sentido é procurar não utilizar computadores, smarphones ou aparelhos similares por um período de, no mínimo, uma hora antes de dormir.

Em seguida, é possível estabelecer uma meta e tentar aumentar, o tempo de sono de 15 a 30 minutos por noite, até que atinja sete ou oito horas de descanso adequado.

Sinais não devem ser ignorados; 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade na vida

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela dados alarmantes sobre a saúde psíquica dos brasileiros: o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking dos países com mais pessoas ansiosas, ficando atrás apenas do Paquistão (28%), Estados Unidos (25%) e Colômbia (24%). A pesquisa revela ainda que 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade ao longo da vida. Enquanto isso, médicos cardiologistas recebem, com cada vez mais frequência, pacientes com transtornos de ansiedade manifestando algum problema cardiológico.

Segundo o cardiologista Newton Rodrigues, a ansiedade é a antecipação de uma possível situação de ameaça. “O medo é algo comum e protege as pessoas de diversos perigos, no entanto, quando a sensação de angústia é permanente, gera reações físicas e atrapalha atividades cotidianas, é preciso averiguar se a ansiedade ganhou um patamar patológico”, afirma o cardiologista.

Entre as principais queixas que Rodrigues recebe no consultório estão a falta de ar, palpitações, dores no peito, dormência, formigamento ou tremores em alguma parte do corpo. “Do ponto de vista médico, a base bioquímica do ataque de pânico é a baixa de serotonina – neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar –, ocasionando diversos sintomas como a aceleração dos batimentos cardíacos, em uma resposta corporal às emoções intensas durante a crise. Por isso, é comum os pacientes ansiosos procurarem o cardiologista ‘achando’ que estão tendo um enfarte”, explica.

O médico alerta, no entanto, que os sintomas nunca devem ser ignorados. “O pico de ansiedade, aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias que pode levar ao infarto ou ao acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, é importante deixar de lado a vergonha social e a falta de tempo e sempre procurar a ajuda de especialistas que indicarão os tratamentos mais adequados”, diz.

Resultados apontam que a atividade física ainda é um dos melhores remédios para controlar a pressão arterial

A caminhada é um dos exercícios físicos mais benéficos e democráticos. Inegavelmente ela controla a pressão arterial, diabetes, colesterol, além de proteger contra demência e assim ajudar a emagrecer.

Benefícios da caminhada não precisam de tanto tempo para serem percebidos

Um estudo realizado pelo educador físico Aluísio de Andrade Lima, na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE-USP), com 73 pacientes, de ambos os sexos, com doença arterial e idade média de 63 anos, mostrou que aqueles que caminharam mais durante a avaliação melhoraram resposta da pressão arterial ao longo de um período de 24 horas.

Os pacientes responderam a um questionário que avaliou o risco cardiovascular, confirmando o diagnóstico da doença arterial . Após o questionário, os participantes passaram por uma avaliação física onde caminharam em uma esteira até o máximo que conseguiram. “Assim, nós avaliamos a distância total que os participantes percorriam durante o teste na esteira”, explica o pesquisador.

Posteriormente, esses pacientes colocaram um aparelho que fica preso ao corpo durante 24 horas e que mensura e registra a pressão da pessoa em vários momentos do dia. Dessa forma, foi possível confirmar a relação entre os dois.

“Nós reunimos esses dois dados, analisamos e fizemos uma correlação entre eles. Assim, constatamos que os pacientes que haviam caminhado mais no teste da esteira apresentaram uma menor pressão arterial ao longo do dia”, conta Lima.

Caminhada pode reduzir a pressão arterial

Em pessoas que têm entupimento arterial, existe uma alta taxa de mortalidade. Isso pode ser explicado pelo aumento da pressão à qual esses pacientes estão submetidos no dia a dia.

Os resultados desse estudo sugerem que ações que aumentem a capacidade de caminhada desses pacientes podem reduzir a pressão arterial ao longo do dia, melhorando o prognóstico cardiovascular dessas pessoas.

O trabalho, realizado em parceria com o grupo dos professores Raphael Mendes Ritti-Dias e Gabriel Grizzo Cucato do Hospital Israelita Albert Einstein, ganhou o segundo lugar no Prêmio Melhor Pesquisa Aplicada no XVI Simpósio de Educação Física e Esporte. Este é um evento-satélite do XXXVI Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

* Com informações da Agência USP

Estresse, TPM, alterações genéticas e hábito são alguns motivos, mas será que doces são inimigos?

Diferentes situações podem levar uma pessoa a ter vontade de doce, em menor ou maior grau. Os motivos podem ir desde um hábito do cotidiano até distúrbios mais sérios como uma hipoglicemia, quando o corpo está com baixa concentração de glicose no sangue. É preciso atenção com o controle desse consumo, pois assim como acontece com qualquer outro nutriente, o excesso pode causar anormalidades na saúde.

O consumo de carboidratos, como é o caso do açúcar, aumenta a absorção de triptofano, um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro para produzir a serotonina, um neurotransmissor que interfere em algumas funções: o início do sono, sensibilidade à dor e controle do humor. O prazer também pode ser citado como motivo, já que a liberação da serotonina é responsável ainda pela sensação de bem-estar.

“Muitas pessoas acabam excedendo o consumo de carboidratos para se sentirem melhor quando expostas a diversas situações: estresse, no caso de mulheres com síndrome pré-menstrual, pacientes com “depressão sazonal”, indivíduos que estão tentando parar ou que pararam de fumar, entre outros casos”, explica o especialista Dr. Marcio Mancini, endocrinologista e responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP.

Outras explicações para a vontade de comer doces podem ser as alterações genéticas e o hábito. De acordo com o especialista, “diferenças genéticas nos receptores de sabor amargo, gorduroso ou doce nas papilas gustativas da língua podem fazer com que indivíduos já nasçam com maior preferência por alimentos doces”.

Já o hábito vem da preferência do brasileiro por alimentos adocicados, disseminado desde os tempos do Império, quando o Brasil se tornou o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Além disso, momentos com sobremesas são normalmente celebrações positivas, resgatando a relação do ingrediente com satisfação e bons eventos.

Porém, quando a vontade por produtos açucarados é constante é preciso tomar cuidado, pois pode ser um sinal de compulsão alimentar. O transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) é uma doença psiquiátrica caracterizada por episódios descontrolados de alimentação, que acontecem pelo menos uma vez por semana durante três meses. O problema é definido pela recorrência na ingestão de certo alimento num curto período de tempo. Nessas situações a pessoa não tem controle sobre o que come e pode consumir alimentos doces e em seguida salgados, depois doces novamente. É uma doença.

Comportamentos compulsivos podem ser causados, entre outros motivos, pela privação de alimentos, como muitas vezes acontece com os doces. Neste caso, as dietas muito restritivas que pregam a eliminação do carboidrato, por exemplo, podem causar comportamentos compulsivos. “O ideal é que nenhum alimento seja eliminado do cardápio e que a alimentação seja equilibrada, a não ser que exista uma razão médica”, diz o Dr. Marcio Mancini.

Assim, é melhor comer um doce quando se tem vontade do que tentar enganar o organismo com outras opções consideradas mais saudáveis sugere Dr. Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

O açúcar vicia?

Para o Dr. Marcio Mancini, utilizar a palavra vício para comida não é um conceito correto. “Precisamos de comida para sobreviver e do carboidrato para dar energia ao corpo. Eliminar um nutriente é irreal. Alguns estudos mostram que o cérebro responde ao açúcar de maneira similar como algumas drogas, mas isso acontece porque o ingrediente ativa os centros cerebrais de prazer e recompensa, o que não significa um vício”, explica o endocrinologista.

Ele ainda reforça que “a definição de vício ou adição é a dependência física, que faz alguém buscar o consumo excessivo e cada vez maior, crescente, de uma substância para conseguir o mesmo prazer e satisfação. Isso não se observa com o açúcar. Não existe síndrome de abstinência quando se interrompe o consumo”.

Um estudo conduzido pelo Dr. John Menzies da Universidade de Edimburgo corrobora a afirmação do especialista ao comprovar que as pessoas podem ficar viciadas no ato de comer, porém não em alimentos específicos, como doces ou hambúrgueres. Nesse sentido, é preciso estar atendo às quantidades ingeridas do alimento e caso perceba um descontrole, o ideal é procurar o auxílio de um nutricionista ou de um médico especialista.

Alimentação e Depressão – 11 milhões de brasileiros são diagnosticados, mas comer bem pode atenuá-la

A depressão parece algo distante, que só bate à porta do vizinho, do amigo, do primo, do conhecido, mas 7,6% dos brasileiros adultos são diagnosticados com depressão, o que equivale a cerca de 11 milhões de pessoas.

Mas um estudo da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, na Espanha, revelou que seus sintomas podem ser atenuados com uma das necessidades mais básicas do ser humano: comer.

Uma dieta rica em alimentos de origem natural, com pouca ou nenhuma carne vermelha, peixes e distância do fastfood pode ser grande aliada no controle da depressão. Os dados mostraram que aqueles que mantinham uma alimentação mais saudável, acompanhados por oito anos, apresentaram risco 30% menor de desenvolver depressão.

Vegetação contra a depressão

Segundo Cristina Ferreira, gerente industrial da Superbom, uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, grãos, cereais, entre outros itens, é capaz de auxiliar na prevenção e no combate de uma série de doenças. “Esses alimentos são ricos em fibras, antioxidantes e nutrientes, consequentemente trazem uma série de benefícios ao organismo, como combater os radicais livres, melhorar a função do sistema imunológico e digestório, entre outros. Também possuem quantidades significativas de vitamina B, ácido fólico e zinco, substâncias com ações relacionadas à depressão”, esclarece.

Com a vida corrida, nem sempre é possível ter refeições completamente saudáveis, a dica é optar por substituições inteligentes, como trocar o refrigerante por sucos naturais, por exemplo. “Ricos em vitaminas, os sucos ainda possuem minerais e fibras, e não contêm conservantes”, destaca.

Já a proteína de soja pode ficar no lugar da carne vermelha. “Entre os seus benefícios, possui baixo de teor de gordura, ausência de colesterol, alto teor de fibras e elevado conteúdo proteico”, conclui Cristina.

Apesar do que se possa pensar, isso não necessariamente faz com que as pessoas sejam mais gordas

Se você é um apaixonado por comida, saiba que isso pode trazer mais do que um paladar aguçado. Uma pesquisa da Univesidade da Columbia Britânica, no Canadá, descobriu que pessoas que gostam de comer são mais felizes, mas isso não as torna mais gordas.

No estudo, o co-autorYannCornil definiu a experiência de comer como epicurista (a experiência sensorial completa) ou visceral (que satisfaz um impulso).

Os epicuristas tinham maior pontuação em itens como bem-estar, menor interesse em porções grandes e tinham distribuição de peso equilibrada no Índice de Massa Corporal (IMC). “Quando você aprecia a estética e o sabor dos alimentos, tende a preferir porções menores”, afirma Cornil. “Quando você conhece os sabores e tem uma fina apreciação da comida, você sabe que são as primeiras mordidas que proverão o máximo prazer de comer e que comer muito fará com que esse prazer de comer diminua”.

O estudo não encontrou indicadores demográficos que sugerem sobre qual grupo tem maior probabilidade de ter uma abordagem epicurista, exceto que as mulheres são ligeiramente mais propensos a desfrutar da comida dessa maneira.

Cornil diz que suas descobertas podem ser úteis para campanhas de saúde pública, que são frequentemente focadas em alimentos ricos ou gordos como a causa de obesidade e diabetes.

Winston Churchill afirmou que “cachorros nos veem de baixo, gatos nos olham de cima”. Mas o que isso realmente significa?

Ser gateira ou cachorreira (ou os dois, ou nenhum dos dois) pode dizer muito mais sobre a sua personalidade do que você pode imaginar. É o que afirma uma pesquisa publicada no Psychology Today.

Os motivos de quem escolhe um cão ou um gato como animal são diferentes. 38% de quem tem o cachorro escolheu porque queria companhia, enquanto 45,6% dos donos de gatos queriam afeto.

Ter um cachorro é uma experiência essencialmente social, já que você precisa levá-los para passear e um cachorrinho pode ser uma poderosa válvula de interação social. Eles também dão mais trabalho. O que pode significar que uma pessoa que prefere cães é naturalmente mais fácil de se conviver e está disposta a dar duro para que suas relações funcionem bem.

Por outro lado, pessoas que possuem gatos assinam um contrato de longo termo, pois eles vivem mais do que os cachorros. Além disso, gatos têm seus donos, não o contrário. Isso também pode ser um diferencial, afinal, essas pessoas não tem os problemas de controle que alguém com um cachorro pode ter e talvez seja mais autossuficiente, por isso não precisa da validação externa que um cão oferece. Mas gatos não oferecem tantos benefícios sociais e nem sempre são muito sociáveis. Talvez por isso sejam os reis do ciberespaço.

Mas, apesar dos palpites, veja o que a ciência diz sobre gateiros e cachorreiros

1. Cachorreiros são mais extrovertidos

Sim, estudos confirmam nossas crenças culturais gerais, o primeiro conduzido por Samuel D. Gosling e outros de acordo com os Cinco Grandes Traços de Personalidade. Seus resultados confirmam os resultados de outros estudos de que pessoas com cães eram mais extrovertidas e menos neuróticas do que os donos de gatos. Mas este estudo também mostrou que o grupo felino estava mais aberto às experiências do que o canino.

2. Gateiros são mais inteligentes e mais intelectualmente curiosos

Isso é o que um estudo de 600 estudantes universitários conduzido por Denise Guastello e seus colegas descobriu, ao mesmo tempo, confirmando achados anteriores de que os amantes do cães são mais extrovertido e animados. Mas aqueles que preferem felinos são mais introvertidos, sensíveis e de mente aberta. Além disso, este estudo afirma que não são mais neuróticoso. Eles também tendem a ser mais não-conformistas, talvez ecoando a independência pela qual os gatos são famosos e conseguiram maior pontuação em testes de inteligência.

3. O animal com que você se identifica pode refletir a sua visão do mundo

Uma pesquisa feita pela revista Time mostrou que os liberais tendem a preferir gatos, enquanto os conservadores estavam mais propensos a gostar de cães. Mas algumas pesquisas sugerem que este pode ser verdade: trabalhando a partir da proposição de que “as pessoas preferem animais de estimação que se comportam de uma maneira que complementa suas próprias personalidades“.

4. Dicotomia de gênero

A socióloga Lisa Wade pontua que gateiro ou cachorreiro é só mais uma maneira de classificar se uma pessoa é mais feminina ou masculina. “Afinal de contas, não é estereotipo as mulheres terem gato e homens terem cães? E não achamos que os homens com os gatos são um pouco femininos ou, no mínimo, mais doces do que a maioria … mesmo, talvez, gay? E não imaginamos que mulheres com cachorros são mais duras e atrapalhadas? A dicotomia / cão gato é de gênero “.

Ciência investiga como os mesmos desajustes imunológicos estão associados ao surgimento das duas doenças

Processos inflamatórios não se resumem a manifestações visíveis, como inchaço e vermelhidão. Trata-se de um processo que pode se instaurar também de forma silenciosa e crônica, relacionando-se diretamente a doenças de grande impacto para o País, como a depressão e a obesidade.

Os estudos mais recentes sobre o tema mostram que pacientes acometidos por esses transtornos apresentam um aumento de marcadores inflamatórios no sangue, mesmo quando não apresentam outras doenças associadas. Por isso, esforços vêm sendo direcionados para entender como esse tipo de desajuste imunológico pode contribuir para o surgimento ou para a manutenção dessas duas enfermidades e como elas se relacionam.

Professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santo Amaro (UNISA), o médico Kalil Duailibi afirma que, no quadro depressivo, ocorre a ativação das respostas imunoinflamatórias. Por esse motivo, os pacientes podem apresentar sintomas semelhantes aos manifestados por pessoas com patologias físicas crônicas, como doenças cardíacas e diabete.

Já no caso da obesidade, o tecido adiposo, antigamente visto apenas como um local de reserva de gordura e energia, passou a ser compreendido como secretor de várias substâncias importantes, entre elas hormônios e citocinas pró-inflamatórias. Ou seja, esse tecido tem sido visto nos últimos anos como sistema dinâmico, de modo que suas funções inflamatórias e endócrinas foram evidenciadas. Dessa forma, a obesidade passou a ser caracterizada como um estado de inflamação crônica de baixa intensidade.

Sem essas descobertas, a coexistência das duas doenças em um paciente poderia ser interpretada apenas como um fenômeno comportamental: se a obesidade pode trazer abalos emocionais, baixa autoestima e isolamento social, favorecendo o desenvolvimento de quadros depressivos, por outro lado a própria depressão pode desencadear comportamentos alimentares inadequados e compulsivos que favorecem o ganho de peso, bem como minar a energia do paciente para a prática de atividades físicas. Agora, porém, examina-se a correlação de ambas as doenças em função de fatores biológicos e não apenas comportamentais.

Embora a ciência já saiba que o sistema imunológico pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento da depressão e da obesidade, o desafio agora é estabelecer se essas doenças são causas ou resultados do processo inflamatório. “Esses novos estudos dão nova luz às terapias. Muitos pacientes obesos são tratados apenas clinicamente, sem fazer relação com a depressão. O que precisamos é tratar o paciente integralmente, com combinação de medicamentos clínicos e psiquiátricos e levando em conta também a prática de atividades físicas, psicoterapia, dieta alimentar, meditação, entre outros fatores”, explica Duailibi.

Estudo mostra como o hormônio se comunica com o cérebro e essas reações neuroquímicas nos fazem comer demais

Um estudo norte-americano aponta que a quantidade de comida que ingerimos depende da ação de um hormônio chamado grelina. Sabia-se até agora que alguns hormônios são responsáveis por nossos impulsos alimentares, mas essa pesquisa feita por cientistas da Universityof Southern California busca entender como o nosso cérebro administra a quantidade de comida a ingerir.

Scott Kanoski, Ted Hsu e outros pesquisadores notaram que quando os ratos do estudo perceberam que teriam acesso limitado à comida, comiam duas vezes mais. Isso se deve à ação do hormônio grelina, que diminuiu a sensação de saciedade dos ratos para que pudessem comer mais.

Com esse experimento, os cientistas descobriram que a grelina se comunica especificamente com neurônios do hipocampo, parte do cérebro que controla a memória e motivação, para estimular o apetite e permitir que uma grande quantidade de comida seja ingerida em um tempo limitado. Esses neurônios se comunicam com outra parte do cérebro, o hipotálamo, que produz o hormônio orexina, responsável pela ingestão excessiva de comida.

Esse estudo revelou outra característica do hormônio grelina: ele aumenta a velocidade com a qual os nutrientes passam pelo organismo. Esse é o motivo que reduz a sensação de saciedade, que faz com que você coma mais, de maneira menos nutritiva.

A grelina também foi capaz de aumentar o impacto dos estímulos externos, tais como um menu de fast-food, e que, portanto, era mais difícil de resistir à tentação.

A equipe agora trabalha em uma maneira de reduzir os efeitos da grelina, ao suprimir geneticamente seu receptor no hipocampo. Ou seja, prevenir que uma grande quantidade de alimentos seja ingerida ao desregular os sinais neuroquímicos.

 * Com informações do CTV News (Canadá)

Pesquisas mostram que, apesar de amarmos a prática de exercícios em academias, a taxa de abandono é alta

Brasileiros amam academias. Somos o 2º país com maior número de academias por habitante, segundo pesquisa anual realizada pelo IHRSA Global Report 2015 (International Health, Racquet & Sportsclub Association. Porém, apesar de registrar 7,952 milhões de alunos, a taxa de penetração da população em academia é de apenas 3,97%.

De acordo com números da Fitness Brasil, empresa que há 27 anos atua no mercado de fitness, saúde e bem-estar no Brasil e na América Latina – responsável pelos principais eventos do segmento, a mensalidade brasileira gira em torno de 26 dólares e é um dos fatores menos relevantes para a prática de atividade física. “Isto é um sinal claro que, se melhorarmos o serviço prestado, o número de praticantes tende a crescer muito”, acredita Gustavo Almeida, diretor executivo da Fitness Brasil.

Mas por que começamos empolgado a frequentar as academias e quase sempre paramos?

academias info

A pesquisa ainda mostra que jovens entre 16 e 24 anos estão desistindo cada vez mais de praticar atividade física. O índice de desistência nesta faixa etária chega a 45%. Destes, apenas 28,3% receberam orientação de um profissional de educação física e que 6,1% indicam problemas na prática de exercícios e falta de resultados como motivos para a desistência.

Abrir mão do happy hour ou do melhor amigo é um motivo forte para abandonar a dieta, mas não é preciso

Ovo, cerveja, chocolate e café quebram paradigmas e entram no cardápio diário sem culpa. É isso mesmo.

Embora agora queridinho, era tradicionalmente excluído de qualquer dieta considerada mais saudável, o ovo foi visto durante muito tempo como alimento prejudicial à saúde, em particular do coração, pois acreditavam que era responsável por elevar os níveis de colesterol. No entanto, recente análise publicada em 2013 no British Medical Journal concluiu que, apesar do ovo conter colesterol em sua composição (em média 178mg por unidade), o colesterol proveniente através da alimentação pouco interfere em sua concentração no sangue.

Vale destacar que trata-se de um alimento interessante sob o ponto de vista nutricional, fonte de vitaminas e minerais, com destaque para A, D e do complexo B. A clara é fonte de albumina, uma proteína de alto valor biológico e a gema contém antioxidantes relacionados à saúde dos olhos e dos neurônios.

Paixão do brasileiro, a cerveja também tem ganhado espaço dentre os alimentos com potenciais benefícios à saúde, pois é uma das bebidas com menor concentração de álcool. Outro fato que recentemente chamou atenção foi o benefício das propriedades antioxidantes presentes, principalmente, no lúpulo – ingrediente da bebida.

Estudos ainda mostram que o consumo moderado (1 dose para mulheres e 2 para homens), quando associado a um estilo de vida saudável, apresenta impactos positivos na prevenção de doenças cardiovasculares. Além disso, pesquisadores de Harvard verificaram aumento positivo dos valores do colesterol bom (HDL) nas pessoas que consumiram cerveja.

O chocolate, que popularmente sempre esteve relacionado a hábitos alimentares não saudáveis, também tem mostrado seu potencial benéfico em um estilo de vida equilibrado. Atualmente, com a investigação científica mais avançada, sabe-se que o chocolate é um alimento com características antioxidantes importantes, que pode ser atribuído em sua maior parte pela presença de compostos fenólicos.

Pesquisas mostraram um efeito benéfico do chocolate no envelhecimento, estresse oxidativo, regulação da pressão arterial e aterosclerose, além de parecer desempenhar papel na inflamação.

E para fechar com o cafezinho, o companheiro de todos os dias já passou por muitas críticas por aí. Os motivos iam desde problemas gastrointestinais, prejuízos na absorção de nutrientes importantes como cálcio, ferro e vitamina C, até dores de cabeça e arritmias.

No entanto, pesquisadores desvendaram que a grande quantidade de antioxidantes presentes em sua composição auxilia no combate aos radicais livres e consequentemente beneficia a saúde dos seus consumidores, inclusive reduzindo os riscos para diversas doenças crônicas não transmissíveis, como as do coração. Além disto, pesquisas já apontaram para um efeito positivo do seu consumo em respostas neurológicas, ou seja, estimulando foco e atenção.

Obsessão pelo corpo definido sem acompanhamento profissional pode desenvolver doenças

A vigorexia, também conhecida como Transtorno Dismórfico Muscular, é o conjunto de excesso de exercícios, culto ao corpo e os danos destes fatores a este indivíduo psicologicamente. “O transtorno psicológico é caracterizado por quem tem uma obsessão pela aparência, ou seja, no pensamento de quem sofre com a vigorexia o resultado da malhação nunca está bom porque ainda se preocupa em ficar com a estrutura muscular mais definida”, explica a psicóloga Carla Ribeiro. Assim como a bulimia, na vigorexia a pessoa em questão não percebe os avanços e se sente com mais peso do que realmente tem.

De acordo com a psicóloga, os principais sintomas do transtorno são dores musculares, excesso de cansaço, fome, irritabilidade e principalmente ansiedade. “O indivíduo desenvolve sintomas obsessivos compulsivos. Quanto mais se exercitam mais ficam insatisfeitos. Se sentem inferiores, o que não condiz ao corpo musculoso, o que acaba agravando os sintomas de ansiedade podendo chegar a uma depressão”, diz.

Os” vigoréxicos”, como são chamados, geralmente não procuram ajuda em um primeiro momento por não terem consciência da compulsão pelo corpo perfeito. “O tratamento da pessoa vigoréxica é feito para que o indivíduo se aceite como ele é e busque a se conhecer mais para que possa ter maior controle dos pensamentos obsessivos na mudança corporal. Além disso, o indicado é cortar o uso de esteróides e anabolizantes para não prejudicar ainda mais a saúde”, conclui a especialista.

Da academia a uma corridinha de rua, passando pelas aulas de ioga, a verdade é que a música pode ajudar a melhorar o seu desempenho na hora da atividade física. É o que concluiu uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford.

Ouvir música durante a atividade, libera substâncias químicas no cérebro que podem atenuar a dor e deixar o praticante menos cansado.

Durante a conferência da Society for Music Perception & Cognition, que acontecu em Nashville, no início de agosto, o professor Robin Dunbar, responsável pelo estudo, afirmou que engajar-se ativamente na música produz os melhores resultados na hora de malhar.

Isso porque o cérebro libera opióides químicos quando se ouve música, que são analgésicos naturais, cuja ação é similar à da morfina. Interagir com a música, cantar ou dançar, por exemplo, aumenta os sinais de opióides muito mais do que apenas ouvir a música.

Uma pesquisa feita pelo Dr. Tom Fritz, do Instituto Max Planck, na Alemanha, indica que a música ajuda ainda mais o exercício quando é escolhida sob medida para um treino específico.

Em janeiro, o Spotify realizou uma parceria com o pesquisador Dr. Costas Karageorghis, e com o criador do programa de treinamentos INSANITY, Shaun T, para criar playlists especiais concebidos “cientificamente construídas para fazê-lo suar mais”.

Dr. Tom Fritz juntamente com Daniel Bowling, da Universidade de Viena, estão conduzindo um estudo que utiliza uma máquina de exercícios que responde à quantidade de esforço usado com uma música que combine com o treino.

O treino torna-se uma forma de expressão musical e, com isso, muito mais agradável do que o exercício sozinho.

Os pesquisadores descobriram que após seis minutos usando a máquina, a quantidade de esforço que uma pessoa pensa que está fazendo diminui pela metade.

“Você não precisa de um neurocientista para lhe dizer que a música pode ser revigorante, intensamente prazerosa ou triste, mas este é um momento emocionante para pesquisa sobre as bases biológicas da música”, disse o Dr. Bowling.

• Com informações do The Independent (UK)