Com taxas de sobrepeso, obesidade e diabetes crescentes no Brasil e no mundo é importante saber onde está o inimigo, e as vezes ele está disfarçado onde você menos imagina

O excesso de açúcares na alimentação da população mundial é uma das maiores causas de doenças crônicas como diabetes e colesterol. Segundo dados do IBGE, no Brasil são mais de 9 milhões de diabéticos, sendo 1 milhão de crianças. Esses números alarmantes estão ligados especialmente ao sobrepeso e à obesidade, mas nem sempre. O que poucas pessoas sabem é que as vezes a quantidade de açúcar ingerida pode estar escondida naqueles produtos “saudáveis” processados que compramos no mercado.

Para se ter uma noção, a quantidade de açúcar por dia recomendada pela American Heart Association é de 9 colheres de chá para homens (cerca de 36 gramas), e de apenas 6 colheres de chá para mulheres (cerca de 25 gramas). Agora, considere que uma lata de refrigerante sozinha tem em média 8 colheres de chá! Imagine o quanto isso não pode afetar a sua dieta, mesmo que você tente manter uma alimentação saudável.

Um dos maiores problemas sobre a quantidade de açúcar consumido no dia a dia é a falta de informação sobre a quantidade que acabamos ingerindo todos os dias. Mesmo que por determinação da ANVISA os fabricantes devam declarar nas embalagens o valor nutricional,  ainda é difícil que as pessoas entendam aqueles numerozinhos escondidos no meio das informações.

Se você é um desses que olha aquelas informações e não entende nada, não se preocupe! Vamos te ajudar a entender melhor a quantidade de açúcar de cada alimento.

Inimigos da saúde disfarçados

Você pode se surpreender com a quantidade de açúcar escondido naqueles alimentos que consideramos saudáveis. Não acredita? Veja alguns exemplos:

Alimentos com “pouco açúcar”

Pouco açúcar ou açúcar reduzido na embalagem nem sempre quer dizer isso mesmo. Não se esqueça que é importante checar sempre a embalagem para verificar os valores nutricionais. Por exemplo, se a embalagem diz que o alimento possui uma quantidade de 22.5 gramas ou mais por 100g de sacarose, isso é um valor alto! Porém, se for 5g ou menos por um total de 100g de açúcar, a quantidade realmente é baixa.

Pouca gordura pode significar muito açúcar

Em alguns casos os fabricantes reduzem a gordura e tornam os produtos processados com “pouca” ou “sem gordura”, mas aumentam a quantidade de açúcares para compensar o sabor. É possível que alguns desses produtos contenha mais do que seis vezes o valor de açúcar que os concorrentes com gorduras. Isso pode acontecer principalmente com alimentos como yogurtes, principalmente aqueles a base de frutas.

Açúcar “natural” nas embalagens

Não existe uma definição para “açúcar natural”, mas geralmente essa é uma indicação nas embalagens que possuem açúcares vindos de fontes mais saudáveis, e que não são ultraprocessados, com por exemplo o mel, ou frutas. Mas é preciso manter atenção mesmo nesses casos. Afinal, vamos pegar o mel como exemplo: 1 colher de chá contém 6 gramas de açúcar. Se compararmos com o açúcar refinado, que possui 4 gramas em 1 colher de chá, ele pode ser utilizado para substituir em quantidades menores. Porém, se for utilizado na mesma dosagem, é possível que o alimento acabe tendo mais açúcar em sua formulação.

Açúcar no café da manhã

Se formos a um supermercado e entrarmos na sessão de cereais matinais, é possível encontrar uma infinidade de embalagens com informações que se dizem “naturais” ou “ricas em fibras”, como no caso da granola. Porém isso pode ser uma distração sobre a quantidade de sacarose que eles realmente possuem na sua composição. Por isso é importante sempre olhar as informações nutricionais e a quantidade de açúcar por uma porção de 100g.

Fontes: BBC e American Heart Association

Estilo de vida saudável é fator determinante nos tratamentos de reprodução assistida e gestação

A obesidade é uma epidemia mundial. Dados do Ministério da Saúde mostram que 1,9 bilhão de pessoas no mundo estão acima do peso e 600 milhões já são obesas. Somente no Brasil, os índices atingem mais da metade da população, sendo 59,8% de mulheres e 57,8% de homens com sobrepeso.

No organismo feminino, o excesso de gordura pode ocasionar distúrbio na produção e metabolização do estrógeno, hormônio sexual fabricado pelos ovários, e na ovulação. Ciclos menstruais irregulares, com intervalos muito curtos, de menos de quinze dias, ou muito longos, com menstruações a cada dois ou três meses, tornam-se mais comuns, dificultando as chances de gravidez e aumentando os casos de abortamentos.

“Quando o índice de massa corporal é superior a 30, o risco de alterações do endométrio e das tubas uterinas é alto. Em tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, a piora na resposta ovariana prejudica as chances de sucesso”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, Dr. João Pedro Junqueira. Segundo o especialista, o estilo de vida é um fator determinante não só para conseguir a gravidez, mas também para o bem-estar e o futuro da criança a ser gerada.

Durante a gestação, a mulher fica mais propensa a ter hipertensão, pré-eclampsia, diabetes, infecções e trombose. Também há chance do bebê nascer prematuro ou apresentar má-formação congênita. “Para que esses problemas sejam amenizados, é fundamental a perda de peso de maneira saudável, com ajuda profissional. O acompanhamento de um nutricionista, endocrinologista e um plano de exercícios físicos adequados à condição de cada indivíduo são alguns passos necessários”, ressalta Dr. João Pedro.

O sistema reprodutivo dos homens também é prejudicado nos casos de obesidade. Queda dos níveis de testosterona, redução da libido e dificuldade de ereção estão entre os problemas relatados. Também há risco de aumento dos níveis de estradiol, o que afeta a produção de espermatozoides e tem impacto direto na fertilidade. Quanto maior o sobrepeso, menor a qualidade do esperma, concentração e número total de espermatozoides.

Entre vedetes da boa saúde e surpresas, alguns alimentos podem ajudar a reverter a genética

Falamos recentemente sobre a pesquisa que achou a válvula que “desliga” a obesidade. Conheça agora os 12 alimentos que podem ajudar o seu corpo a “desligar” esses genes e reverter sua chave para a queima de calorias.

1. Quinoa

É uma proteína completa, o que significa que contém a cadeia de aminoácidosnecessários para a construção muscular e perda de gordura. É também rica em lisina, que ajuda a queimar gordura e manter os ossos e pele saudáveis. De acordo com um estudo publicado na revista Food Chemistry, quinoa tem o mais alto nível de betaína, um ativo químico que acelera o seu metabolismo e, na verdade, desliga os genes que incentivam a gordura da barriga a se acumularem.

2. Chá verde

Um estudo sueco que analisou o efeito do chá verde sobre a fome, os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um grupo tomou um gole de água com sua refeição e o outro grupo bebia chá verde. Não só os bebedores de chá apresentaram menos desejo de comer seus alimentos favoritos, mas acharam que sua ingestão seria menos satisfatória. E, segundo, o chá verde aumenta a sua queima de calorias, especialmente se tomado antes de qualquer tipo de exercício: em um recente estudo de 12 semanas, os participantes que combinaram um hábito diário de 4-5 xícaras de chá verde por dia com 25 minutos de suor, perderam cerca de um quilo a mais do que os que não tomaram.

3. Ovos

Eles que já foram os vilões provam agora que são essenciais para qualquer dieta. Os ovos são as melhores fontes alimentares individuais da vitamina do complexo B colina, um nutriente essencial na construção de todas as membranas celulares do corpo. A deficiência de colina está ligada diretamente aos genes que causam o acúmulo de gordura visceral, particularmente no fígado.

4. Aspargos

O nutriente essencial nos aspargos é o folato, uma vitamina B que tem está ligada desde ao bom humor até mesmo na luta contra o câncer. É também uma chave que bloqueia genes ligados à resistência à insulina e formação de células de gordura.

5. Carne

Proteína é criptonita para a gordura da barriga. Quando você come proteína, seu corpo tem que gastar um monte de calorias na digestão – cerca de 25 calorias gastas para cada 100 ingeridas (em comparação com apenas 10 a 15 calorias de gorduras e carboidratos). Além disso, um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que uma refeição rica em proteínas, em oposição a uma alta em carboidratos, aumenta a saciedade por suprimir o hormônio grelina, que estimula a fome.

6. Peixes de água fria

O linguado é uma das melhores fontes de metionina, um nutriente que inverte os genes resistentes à insulina e obesidade. Também é encontrado em outros peixes de água fria, como o peixe-lua, no frango e no peru. Já o atum é uma fonte primária de ácido docosahexaenóico, um tipo de gordura ômega-3 que pode afastar os produtos do estresse que promovem o armazenamento de gordura, a flacidez e desregulam genes de gordura no estômago. O salmão é outro peixe aliado do emagrecimento, rico em ômega 3.

7. Especiarias

Um estudo ensinou como usar ervas e especiarias como temperos, em vez de sal. Como resultado, os indivíduos cortaram quase 1.000 mg de sódio por dia da dieta, mais sal do que você vai encontrar em cinco sacos de Doritos. A pesquisa mostra que ervas, especiarias, e aromas fazem ainda mais. Sementes de mostarda amarela têm altos níveis de compostos anticâncer chamados glucosinolatos e a canela tem sido associada a uma melhor resposta à insulina. A cúrcuma, ou açafrão, uma especiaria usada pura ou encontrada em alimentos como curry é a fonte mais conhecida de um composto chamado curcumina, que ajuda a controlar os genes que influenciam a inflamação e o armazenamento de gordura.

8. Vinho tinto

Resveratrol é um supernutriente ligado à saúde do coração, mas novos estudos mostram que também pode trabalhar em um nível genético para impedir os nossos órgãos de armazenar gordura abdominal. Ele também pode ajudar na queima de gordura.

9. Chocolate amargo e frutas vermelhas

Uma das coisas que acontece durante o processo de fermentação dos alimentos no cólon é a produção de butirato, um ácido graxo que se forma quando bactérias se alimentam das fibras. Quando o seu corpo tem altos níveis de butirato, sua resposta inflamatória é reduzida, e ele faz um trabalho melhor de modulação de açúcar no sangue. Altos níveis de fibra ajudam seu cólon a produzir esta substância, mas estudos recentes têm mostrado que a combinação de frutas vermelhas com chocolate amargo pode aumentar a taxa de fermentação, e aumentar a sua produção de butirato.

10. Folhas cruas

O sulforafano é um nutriente encontrado em vegetais folhosos, como couve, brócolis e couve-rábano (uma hortaliça de climas frios), bem como especiarias como rábano (conhecido como nabo japonês). Quando o seu corpo tem níveis suficientes da substância, os genes que determinam se as células-tronco podem se tornar células de gordura decidem que seu corpo não precisa de mais gordura. Com isso, seu ganho de peso é reduzido, mesmo se você está comendo mais calorias!

Leia também: 5 passos para desligar os genes da gordura

Ciência investiga como os mesmos desajustes imunológicos estão associados ao surgimento das duas doenças

Processos inflamatórios não se resumem a manifestações visíveis, como inchaço e vermelhidão. Trata-se de um processo que pode se instaurar também de forma silenciosa e crônica, relacionando-se diretamente a doenças de grande impacto para o País, como a depressão e a obesidade.

Os estudos mais recentes sobre o tema mostram que pacientes acometidos por esses transtornos apresentam um aumento de marcadores inflamatórios no sangue, mesmo quando não apresentam outras doenças associadas. Por isso, esforços vêm sendo direcionados para entender como esse tipo de desajuste imunológico pode contribuir para o surgimento ou para a manutenção dessas duas enfermidades e como elas se relacionam.

Professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santo Amaro (UNISA), o médico Kalil Duailibi afirma que, no quadro depressivo, ocorre a ativação das respostas imunoinflamatórias. Por esse motivo, os pacientes podem apresentar sintomas semelhantes aos manifestados por pessoas com patologias físicas crônicas, como doenças cardíacas e diabete.

Já no caso da obesidade, o tecido adiposo, antigamente visto apenas como um local de reserva de gordura e energia, passou a ser compreendido como secretor de várias substâncias importantes, entre elas hormônios e citocinas pró-inflamatórias. Ou seja, esse tecido tem sido visto nos últimos anos como sistema dinâmico, de modo que suas funções inflamatórias e endócrinas foram evidenciadas. Dessa forma, a obesidade passou a ser caracterizada como um estado de inflamação crônica de baixa intensidade.

Sem essas descobertas, a coexistência das duas doenças em um paciente poderia ser interpretada apenas como um fenômeno comportamental: se a obesidade pode trazer abalos emocionais, baixa autoestima e isolamento social, favorecendo o desenvolvimento de quadros depressivos, por outro lado a própria depressão pode desencadear comportamentos alimentares inadequados e compulsivos que favorecem o ganho de peso, bem como minar a energia do paciente para a prática de atividades físicas. Agora, porém, examina-se a correlação de ambas as doenças em função de fatores biológicos e não apenas comportamentais.

Embora a ciência já saiba que o sistema imunológico pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento da depressão e da obesidade, o desafio agora é estabelecer se essas doenças são causas ou resultados do processo inflamatório. “Esses novos estudos dão nova luz às terapias. Muitos pacientes obesos são tratados apenas clinicamente, sem fazer relação com a depressão. O que precisamos é tratar o paciente integralmente, com combinação de medicamentos clínicos e psiquiátricos e levando em conta também a prática de atividades físicas, psicoterapia, dieta alimentar, meditação, entre outros fatores”, explica Duailibi.

Pesquisa publicada no Journal of Consumer Psychology tem como intenção ajudar as empresas a serem “mais responsáveis com suas próprias escolhas de marketing

Parece maluquice, mas uma pesquisa realizada na Colorado State University e publicada no Journal of Consumer Psychology apontou que personagens de desenhos acima do peso, como Shrek e Homer Simpson, podem “ativar o estereótipo do sobrepeso” nas crianças, fazendo com que comam mais do que deveriam.

Segundo a autora do estudo, Margaret C. Campell, as crianças têm uma “tendência a comer quase duas vezes mais alimentos menos saudáveis do que as crianças que estão expostas a personagens de desenhos animados mais saudáveis ou a nenhum personagem”.

O estudo envolveu 300 crianças, divididas em três grupos etários de cerca de 8, 12 e 13 anos de idade.

Ele também descobriu que a tendência a apelar para a junk food foi reduzida se as crianças tinham de recorrer a seus conhecimentos de saúde antes de assistir as caricaturas.

Algumas crianças receberam seis pares de imagens e palavras e deveriam escolher a opção mais saudável. Eles, então, assistiram a um dos desenhos animados que caracteriza um caráter considerado gordo, antes de serem expostos a biscoitos oferecidos depois disso.

Os resultados mostraram que as crianças que participaram no teste de saúde comeram menos do que as crianças que tinham simplesmente assistido aos desenhos animados.

Ela pontuou ainda a esperança de que sua pesquisa vai incentivar as empresas a serem “mais responsáveis com suas próprias escolhas de marketing”, e exemplifica “Tony, o tigre”, que foi redesenhado há vários anos para parecer mais magro e atlético.

* Com informações do Pulse.ng

Publicidade, escola, indústria, família, quem é o culpado pela epidemia de obesidade infantil?

A obesidade é uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde. Até 2015, o número de crianças acima do peso e obesas no mundo poderá chegar a 75 milhões. Com isso, as doenças correlatas também chegarão cada vez mais cedo, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, triglicérides em níveis elevados e problemas coronarianos.

Dados recentes divulgados pela OMS apontam que 41 milhões de crianças com até 5 anos de idade sofrem de obesidade ou estão com sobrepeso em 100 países.

No Brasil, de acordo com a última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2009, cerca de 50% dos meninos e 43% das meninas de cinco a nove anos já apresentam excesso de peso sendo que 16% e 11% respectivamente são obesos.

Mas a culpa é de quem: da publicidade, da escola, da indústria, da família?

Segundo Mariana Nacarato, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães & Bolos Industrializados, (ABIMAPI), a obesidade infantil é decorrente de uma mistura de fatores.

É claro que o ambiente doméstico possui grande importância na constituição dos hábitos alimentares da criança. Mas em alguns casos, como os de tendência genética, por exemplo, os pais não têm tanta culpa. De todo modo, eles são responsáveis pela compra e preparo de alimentos, além de serem “exemplos” através dos seus próprios costumes diários.

Segundo a endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Sandra Mara Ferreira Villares, a criança é um reflexo dos hábitos da família. “Para dar um bom exemplo de alimentação, todos devem comer corretamente. Não adianta a mãe organizar a refeição do filho e outros parentes trazerem docinhos para agradá-la. Muitas vezes, a alimentação inadequada é confundida com “dar amor”, explica.

Para Mariana, “Culpar apenas a família ou determinados alimentos é fazer uma análise muito simplificada de tudo que está envolvido na alimentação infantil. Desmame precoce, alimentação excessiva, falta de atividade física e problemas familiares podem levar ao sobrepeso e, se não cuidado, à obesidade“, afirma a nutricionista. Para ela, envolver a criança na preparação dos pratos e realizar refeições em conjunto, são estratégias que ajudam a adquirirem hábitos saudáveis.

Hoje, lutar contra a obesidade infantil vai além do ambiente familiar, é uma questão de saúde pública. Ações como a limitação de publicidade infantil ligada a alimentos não saudáveis, proibição de lanches com ingredientes nocivos nas escolas e campanhas de conscientização são alguns dos mecanismos. Mas educação alimentar também começa dentro de casa.

Autoimagem pode criar um estresse que faz as pessoas comerem mais e, assim, engordar

Se você é daquelas que vive dizendo que está gorda demais, saiba que isso pode ajudar a ganhar ainda mais peso. Pessoas que se percebem acima do peso correm mais risco de engordar, segundo estudos conduzidos pela Universidade de Liverpool e pela Universidade de Londres.

Isso acontece mesmo que essa autopercepção de sobrepeso não seja verdadeira. Essas pessoas também comem mais como resposta ao estresse, o que explica em parte o ganho de peso, segundo os pesquisadores.

Antes, acreditava-se que pessoas que se consideravam com sobrepespo tinham mais motivação para mudar seus hábitos, segundo o Journal of Obesity, mas eles apontam que sentir-se assim pode ser arriscado, porque ao sentir-se discriminadas, essas pessoas tendem a engordar ainda mais.

* Com informações do Eyewitness NZ

O Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas em 2025, segundo dados da Federação Mundial da Obesidade, órgão coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Atualmente, uma em cada 3 crianças brasileiras está com sobrepeso. Segundo o o professor Hugo Tourinho Filho, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP “em 1989, as crianças que apresentavam sobrepeso no Brasil representavam apenas 15%; esse número pulou hoje para 35%”. Naquele ano, apenas 4% das crianças eram obesas.

A tendência é que crianças obesas se tornem adultos obesos. E as implicações disso podem começar ainda na infância, como:

Além das implicações para a saúde física das crianças, a obesidade infantil também pode causar outros problemas de ordem psicológica. Alguns deles podem acompanhar essas pessoas por toda a vida, mesmo após o emagrecimento. Conheça alguns:

Alimentação e ansiedade infantil

Uma das causas da obesidade infantil é uma alimentação pobre em nutrientes e rica em calorias, impulsionada pelo consumo de produtos industrializados cheios de sódio, açúcares e gorduras trans.

É claro que toda criança gosta de comer um docinho ou um salgadinho, mas fazer disso uma regra pode custar muito caro para a saúde dos pequenos.

Mas uma pesquisa da Duke University com crianças entre 2 e 5 anos, apontou que a chatice da criança para comer pode não ser apenas seletividade. Algumas delas podem apresentar distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão.

Na amostra da pesquisa, 20% das crianças eram do tipo “chatas para comer”. Em comparação às crianças com alimentação menos seletiva, elas apresentavam mais probabilidade de ter sintomas de depressão e ansiedade. Os que tinham mais dificuldades para comer, cerca de 3% da amostra total, mostravam sintomas mais graves.

Como incentivar as crianças a comer melhor

Veja algumas dicas para cozinhar junto com as crianças e transformar a hora da refeição em um momento esperado e feliz, não na hora da bronca.

Personagens obesos estimulam maior consumo de comida

Uma pesquisa realizada pela Colorado State University e publicada no Journal of Consumer Psychology descobriu que personagens de desenhos animados mostrados como acima do peso, como Shrek e Homer Simpson, podem “ativar o estereótipo do sobrepeso” nas crianças, fazendo com que comam mais do que deveriam.

Segundo a autora do estudo, Margaret C. Campell, as crianças têm uma “tendência a comer quase duas vezes mais alimentos menos saudáveis do que as crianças que estão expostas a personagens de desenhos animados mais saudáveis ou a nenhum personagem”.

Isso significa que seu filho deve parar de assistir desenhos? De jeito nenhum! Mas significa que a alimentação precisa ser um tema discutido, conversado, leve e não apenas imposto.

O estudo também apontou que a tendência a comer “porcarias” foi reduzida se as crianças tinham de recorrer a seus conhecimentos de saúde antes de assistir aos desenhos com esses personagens.

Ou seja, conversando todo mundo se entende.

 Saúde começa desde a primeira infância

Crianças começam a comer mal muito cedo e isso é um grande desafio contra a obesidade infantil. Uma pesquisa realizada pela Nestlé revelou que as crianças estão adquirindo hábitos alimentares pouco saudáveis cada vez mais jovens. Pesquisadores da Escola de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade de Buffalo revelaram que quanto mais cedo as crianças forem expostas a alimentos pouco saudáveis, popularmente, maior é a possibilidade de terem problemas de saúde por toda a vida, como:

Praticidade não é desculpa para má alimentação

Todo mundo sabe que abrir um pacote de salgadinho é muito mais fácil do que preparar petiscos saudáveis para as crianças. Afinal, hoje em dia todo mundo corre muito e o tempo é cada vez mais escasso.

Mas é possível fazer um planejamento para criar o hábito de comer melhor. Por exemplo, é possível tirar uma tarde para preparar lanches saudáveis para as crianças comerem por toda a semana.

Você pode aproveitar e preparar para você também, afinal, todo mundo sente aquela fominha no meio do dia, não é mesmo?

Abuse de cereais, oleaginosas e grãos que podem ser importantes aliados e ajudar nessa tarefa de nutrir pequenos seres para que se tornem grandes pessoas saudáveis e felizes.

Veja dicas para fazer uma lancheira mais saudável para as crianças (e para você, por que não?), isso pode ajudar muito nessa hora.

Sedentarismo infantil: aprenda a combater

Crianças gostam de correr, pular e suar. Certo? Nem todas, especialmente se o sobrepeso já estiver instaurado, a fadiga começa a tomar conta e a situação vira uma bola de neve, isso é um dos desafios do combate à obesidade infantil. Mas é possível, sim, ajudar a combater o sedentarismo infantil de maneiras simples:

Fonte: Child Obesity Foundation (Canadá)

 

 

Não é só por comer mal ou ser sedentário que se engorda, estresse e sobrepeso estão intimamente ligados

Cada dia mais percebemos como os mecanismos emocionais interferem diretamente na fisiologia, ou seja, no funcionamento físico e químico do corpo humano.

No processo de emagrecimento, ganho de massa muscular, ou manutenção da saúde, os estudos têm revelado um ponto em comum, que é praticamente estrutural para o sucesso e efetividade dos processos: o equilíbrio e a estabilidade emocional.

Leia também: 12 sinais de que você sofre com ansiedade fora do comum

Chamado como um mal do século, o estresse é forte inimigo contra a fisiologia humana. Situações de ameaça, tensão e de nervosismo que acontecem ao longo da vida e que envolvem questões de trabalho, família, relacionamentos, trânsito, violência, entre outras, interferem de maneira crucial e trazem consequências para o nosso organismo.

Em nosso corpo, temos os músculos como um dos principais consumidores de energia. São “devoradores” de gordura e, por isso, uma das estruturas essenciais responsáveis pela manutenção de um indivíduo magro e saudável.

Entretanto, ao passar por uma situação de estresse, o corpo utiliza seus mecanismos inteligentes de defesa e proteção. Ao se sentir ameaçado, como forma de conservação, ele passa a economizar e proteger tudo que tem armazenado. Para isso, o próprio corpo produz um hormônio que se chama cortisol.

Leia também: Chorar pode ser o melhor remédio para o estresse

Para “ajudar” o mecanismo de proteção e armazenamento do corpo, o cortisol ataca a principal fonte consumidora das reservas de energia: os músculos. Ele atua diretamente atacando e consumindo a musculatura, provocando não só a diminuição de seu tamanho como também a transformando em fonte de energia. Então, ao invés de consumir a gordura armazenada, o hormônio consome o próprio músculo e ele passa a virar combustível para o corpo.

Ao final da situação de estresse, o resultado no corpo é péssimo. Os músculos ficam menores e a gordura ainda lá armazenada. Também como consequência, a transformação passa a favorecer ainda mais o aumento de gordura, já que agora, o músculo, principal consumidor de energia do corpo, está menor, e consome menos energia para sobreviver. Logo, qualquer quantidade um pouco maior de alimentos ingeridos tem agora uma grande chance de virar excesso, e por consequência, ser armazenado em forma de gordura.

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A busca do controle emocional é fundamental não só em prol do bem-estar, como também do corpo. É preciso diminuir fatores de estresse quando possível e, quando não for, tentar aprender a lidar com o mesmo de maneira mais inteligente, madura e serena.

Em nome da saúde, dê menos valor para coisas menos importantes e se mantenha em equilíbrio, com a prática de exercícios que lhe traga prazer e que lhe alivie a tensão. Esse cuidado serve como grande aliado na manutenção do peso, no ganho de massa muscular e, claro, na qualidade de vida.

*Cristiano Parente é professor e coach de educação física, eleito em 2014 o melhor personaltrainer do mundo em concurso internacional promovido pela Life Fitness. É CEO da Koatch Academia e do World Top Trainers Certification, primeira certificação mundial para a atividade de educador físico.

Além dos fatores genéticos, existem hábitos que podem afastar as possibilidades de ter um câncer de mama

Uma a cada oito mulheres pode desenvolver câncer de mama ao longo da vida, segundo a OMS. O câncer de mama é o mais comum entre mulheres no Brasil. “Estima-se que até 80% dos casos de câncer de mama costumam ocorrer entre mulheres que não apresentam fatores de risco, previamente, o que torna o controle da doença ainda mais difícil.

Por outro lado, atitudes simples no dia-a-dia podem auxiliar bastante a prevenção do problema”, afirma a mastologista do HCor, Dra Ana Maria Massad Costa. Em prol do Outubro Rosa, a médica recomenda algumas medidas.


Mais fibras –
A primeira é adotar uma dieta rica em fibras – que reduz o risco de câncer de mama em até 10% – e bem balanceada, já que um IMC acima de 25 aumenta o risco para a doença.

Menos álcool – Em seguida, é preciso evitar a ingestão de álcool. Segundo a ginecologista mais que 10g de álcool por dia aumenta o risco para câncer de mama em até 20%.


Chega de hormônios –
Outra medida importante é não se expor de maneira prolongada a hormônios sintéticos, principalmente, na pós-menopausa.


Mexa-se –
“Também é fundamental realizar atividade física regularmente. Isso porque o mínimo de três horas de exercícios aeróbicos por semana já é capaz de proporcionar um efeito protetor contra o câncer de mama”, revela.

Fatores não modificáveis

Atentar para fatores de risco não modificáveis, como mamas densas, irradiação do tórax antes dos 30 anos, histórico familiar e a presença de mutações genéticas no organismo, é mais um conselho da Dra Ana Maria. “Com o conhecimento prévio destes aspectos, os mastologistas podem fazer um seguimento mais rigoroso e adotar condutas mais agressivas, caso necessário, para detecção da doença”, explica.

A mastologista acrescenta que, de acordo com padrões internacionais, o rastreamento da doença deve ser iniciado a partir dos 40 anos por meio de mamografias anuais. “Para mulheres com risco aumentado esta idade pode ser antecipada para os 30 anos. Porém, estes casos devem primeiramente ser avaliados por um especialista que dará as orientações adicionais para cada paciente, individualmente”, ressalva.

Alguns sinais podem detectar o surgimento do diabetes tipo 2 mesmo antes do diagnóstico médico acontecer, segundo pesquisa

O número de brasileiros diagnosticados com dibetes aumentou 61,8% de 2006 a 2016, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. O diabetes tipo 2 representa de 90% a 95% dos casos da doença, geralmente se desenvolve após os 40 anos de idade e pode ser adquirido como consequência da má alimentação, obesidade e sedentarismo, ou seja, não precisa de pré-disposição genética.

Agora, uma pesquisa apresentada no Encontro Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD 2018) revela que os primeiros sinais de diabetes tipo 2 podem surgir 20 anos antes do diagnóstico da doença.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, os marcadores metabólicos elevados, como aumento da glicose em jejum, maior índice de massa corporal e sensibilidade à insulina, são detectáveis até mesmo antes do estágio de pré-diabetes.

O artigo é de autoria japonesa e acompanhou mais de 27 mil adultos com idade média de 49 anos e não diabéticos. Entre 2005 e 2016, 1.067 casos de diabetes foram diagnosticados e evidenciou-se que a exposição a fatores de risco foi mais comum entre aqueles que desenvolveram a doença.

Níveis elevados de açúcar no sangue em jejum e resistência à insulina são considerados fatores que sinalizam o início do diabetes. Segundo a BBC, o estudo sugere que medidas oportunas devem ser tomadas para conter isso. O relatório também cita outro estudo segundo o qual o diabetes tipo 1 pode ser diagnosticado erroneamente em indivíduos após os 30 anos de idade.

O estudo, publicado no The Journal of Endocrine Society, investigou os índices de massa corporal (IMC), sensibilidade à insulina e níveis de açúcar no sangue em jejum de 27.000 não-diabéticos, a partir dos 20 e 50 anos. Um IMC maior é indicativo de Diabetes tipo 2. O estudo foi realizado por 11 anos, de 2005 a 2016, e acompanhou os indivíduos até que o diabetes tipo 2 se instalou.

 

 

 

Obesidade e gordofobia caminham de mãos dadas e podem ser um coquetel letal para a saúde mental

A obesidade é um mal que atinge 18,9% dos brasileiros e o sobrepeso atinge 54% da população brasileira, mais da metade. Além dos males para a saúde física, por meio de comorbidades como o diabetes tipo 2, hipertensão e maior risco de doenças cardiovasculares, o sobrepeso e a obesidade afetam diretamente a saúde mental de quem carrega quilos a mais muitas vezes com vergonha e ansiedade. Mas nem todo gordo é doente.

Por outro lado, a gordofobia é um problema que precisa ser tratado com tanta seriedade quanto a obesidade. Em 2014, uma moradora de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, que, aprovada em concurso público no último mês de novembro, teve seu contrato indeferido pela Secretaria de Estado da Educação por motivo, no mínimo, pitoresco: excesso de peso.

Outro professor de sociologia, proveniente de Jacareí, também viu impedida a sua contratação em virtude da compleição física de que dispõe. Ambos já atuavam, como professores temporários, na rede estadual de ensino, e somente após a aprovação em concurso, e em vias de adquirir estabilidade no serviço público, tornaram-se, de repente e não mais que de repente, “inaptos” ao exercício do cargo por eles pleiteado.

Casos de pessoas rechaçadas por estarem acima do peso aparecem todos os dias na mídia. A indústria da moda endossa esse quadro de preconceito ao se recusar a fabricar roupas em tamanhos maiores – a indústria plus size só agora começa a se expandir, mesmo sabendo que existem muito mais pessoas acima do peso considerado ideal pela massa do que o contrário.

“É preciso entender todos os males que a obesidade pode provocar, para assim abordá-la da forma correta e reverter o quadro”, explica Gladia Bernardi, nutricionista e coach em emagrecimento Ela lista 5 prejuízos emocionais que a obesidade pode causar.

Medo da rejeição

Esse é um medo muito comum entre pessoas que estão acima do peso. Muitos passam a ter receio de serem rejeitados após engordarem, e não somente pelo
parceiro, como também pelos amigos, filhos etc. “Isso está ligado à autoimagem, muitas vezes a própria pessoa rejeita a imagem que vê no espelho, e por isso passa a acreditar que será também rejeitada por todos”, diz. “Muitas vezes, o lado sentimental é mais doloroso do que as questões ligadas à saúde física”, comenta Gladia.

Sentimento de culpa

É frequente que a pessoa obesa culpe a si mesma por não conseguir emagrecer, por achar que tudo depende de deixar um determinado carboidrato de lado, ou de
ter comido demais em uma única refeição. Essa é uma sensação que muitas vezes “persegue” quem está acima do peso.

Vida sexual comprometida

Segundo um estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, cerca de 30% das pessoas com excesso de peso apresentam disfunção no desejo sexual ou tem a performance sexual comprometida por problemas físicos ou psicológicos motivados pela obesidade. E isso acaba refletindo diretamente na vida sexual do casal. “Se você não está se sentindo bem com você mesmo, muito dificilmente conseguirá ter bons momentos com quem você ama, seja por vergonha do seu corpo ou por acreditar que não é capaz de ter um bom desempenho sexual por causa do excesso de peso. Com isso, um momento que poderia ser muito agradável, trará uma situação constrangedora”.

Podemos lutar contra a gordofobia

Embora sejam conhecidas as complicações causadas pelo sobrepeso e obesidade, a repressão contra quem sofre com esses males é tão prejudicial quanto as comorbidades físicas, mesmo porque elas são mais prováveis, mas não necessariamente implacáveis. Portanto, vamos lutar contra a gordofobia?

Uma das melhores maneiras é a autoaceitação e aceitação da palavra “gordo/gorda”. Pessoas gordas sempre são chamadas por outros nomes, como cheinhos, fortinhos, fofinhos, plus size. Algumas pessoas preferem “tamanho maior”, “maior”, “curvilínea”, mas muitos se descrevem como “gordos” – e isso não é autodepreciativos.
Se alguém se refere a si mesmo como “gordo”, não tente corrigi-lo. Em vez disso, pergunte aa si mesmo por que você atribui um valor negativo à palavra.

Pense que uma pessoa gorda pode realmente gostar do seu corpo e se você é essa pessoa, não precisa ter vergonha do seu – mesmo. Parece bobo ou impossível, mas a beleza vai além do manequim. A beleza precisa ir além do manequim, se não for, isso significa que falhamos totalmente como seres intelectuais e pensantes.

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Dá para evitar? A genética fala mais alto? É possível tratar apenas com a dieta? Entenda

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta: cerca de 41 milhões de crianças menores de 5 anos apresentam excesso de peso (que seria sobrepeso ou obesidade). Os números estão no relatório “Pelo Fim da Obesidade Infantil” (Ending Childhood Obesity), de 2016. Segundo o documento, nos últimos 25 anos, a prevalência de sobrepeso saltou de 31 milhões (4,8%) para 41 milhões (6,1%) de crianças.

Para Sophie Deram, nutricionista com doutorado no departamento de endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e pesquisadora na área de obesidade infantil, a maioria dos programas de “combate” à obesidade infantil incentiva as crianças a “fechar a boca e malhar”, ou seja, é a responsabilidade da criança reduzir o que ela come e aumentar exercício físico com a ajuda dos adultos ao seu redor.

A noção de “combate” pressupõe que a criança obesa de alguma maneira tem uma responsabilidade na situação na qual se encontra. Existe uma estigmatização da criança obesa como sendo preguiçosa e sem nenhuma força de vontade ou disciplina.

Isso prejudica muito essas crianças que, na realidade, estão presas num corpo que se adaptou ao meio ambiente no qual vivem, sem saber o que fazer para mudar a situação. Isso pode até levá-las a sofrer bullying.

Apenas alguns casos são geneticamente inevitáveis. A Organização Mundial da Saúde (OMS) é clara sobre isso: a obesidade é evitável, mas é difícil de tratar. Quando se estuda a genética da obesidade se vê que há mais do que 500 fatores genéticos associados à obesidade. Quem puxa o gatilho é o estilo de vida e também o estresse psicológico, medicamentos, desregulamento de hormônios, falta de sono e muito mais. Não é só comer demais e ser preguiçoso!

Tentativas de tratamento com dietas, remédios e cirurgia, não têm dado resultados satisfatórios e têm muitos efeitos secundários. O corpo volta a engordar na maioria das vezes. Por que? Porque a obesidade é uma adaptação do corpo ao seu meio ambiente e quanto mais se agride o corpo, mais ele reage engordando.

Diante desses números, a nutricionista Ana Paula Del´Arco, desvenda quatro mitos sobre a obesidade infantil.

1. Se sou obeso, meu filho também será. É a genética.

Mito. De fato pais obesos incorrem em grandes chances de terem filhos obesos, mas não por fatores genéticos e sim por fatores comportamentais. Apenas 5% dos casos de obesidade são genéticos, em torno de 10% de causas hormonais, que são tratáveis, e o restante derivados de maus hábitos de vida, sejam alimentares e/ou de atividade física. É importante que os pais deem o exemplo de alimentação saudável e prática de exercícios.

2. Meu filho não gosta de tomar café da manhã, por isso faço um almoço reforçado para resolver o problema.

Mito. Atualmente é comum observarmos uma omissão de refeições na alimentação da criança, em especial o café da manhã. No entanto, salientamos sua importância, é uma prática que deve ser incentivada bem como o consumo de frutas, hortaliças e lácteos, alimentos estes que deixam de ser consumidos pelas crianças quando não incentivados pelos pais.

3. Meu filho está um pouco além do peso, mas vou me preocupar com isso quando ele for mais velho.

Mito. A obesidade não é uma questão de estética pois traz graves problemas. Desde doenças cardiovasculares, renais, gastrointestinais até distúrbios psicológicos como depressão e distúrbios alimentares. Pais devem ficar atentos e fazer acompanhamento médico para que tenham alimentação equilibrada e um crescimento saudável.

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