Muitas pessoas ainda tem aquela ideia infundada de que procurar um psicólogo é sinal de fraqueza, ou que a terapia não ajuda. Mas eles estão muito enganados. A psicóloga Adriana de Araújo ajuda entender qual o melhor momento para procurar ajuda

É grande o mal-estar que atinge muitas pessoas sofrem com problemas das emoções e pensamentos. E não são todas que conhecem o caminho da cura. O mundo vem mudando aceleradamente, porém a falta de informação sobre a psicologia ainda é grande. Além disso, procurar ajuda de um psicólogo nem sempre é uma tarefa fácil.

Algumas pessoas chegam a sofrer de dores emocionais, mas resistem a procurar a ajuda de um psicólogo. Isso pode acontecer por total falta de conhecimento e informação correta. Independente do motivo, fato é que há uma demora pela busca por sessões de terapia. Contudo, durante o processo psicoterápico é possível entender e curar a mente.

Os temas mais comuns de sofrimento humano são:

Mudança de humor constante

Ansiedade excessiva

Falta de motivação

Vontade de se isolar

Medo constante

Uso excessivo de bebidas e substâncias

Tristeza com final de relacionamento

Luto

Sensação de ser incompreendido

Agora que você já conhece um pouco mais sobre algumas das maiores sensações e sentimentos que os pacientes buscam, é importante procurar ajuda de um psicólogo caso sinta alguns desses sintomas.

Fonte: Minha Vida

O Setembro Amarelo é o mês da prevenção e da conscientização contra o suicídio e a depressão. O que poucos sabem é que uma palavra de acalanto pode ajudar e mudar vidas

A campanha de conscientização Setembro Amarelo surgiu em 2003, através de uma iniciativa da  International Association for Suicide Prevention (IASP) em conjunto com a World Health Organization (WHO) e  World Federation for Mental Health (WFMH). A data foi escolhida para ser celebrada no mesmo mês em que o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio.  Já no Brasil, a campanha acontece desde 2015.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa mais comum de morte entre os jovens. Sabe-se hoje que só no Brasil uma média de 33 pessoas por dia tiram a própria vida, o que equivale a uma pessoa a cada 45 minutos. Contudo, boa parte desses casos poderia ser evitado com uma conversa. E sem tabu.

E é por isso que o Setembro Amarelo existe, afinal, divulgar e aumentar o conhecimento sobre doenças emocionais e promover o diálogo evita mortes precoces. Dessa forma, seria possível evitar até 90% dos casos de pessoas que atentam contra a própria vida.

Ao contrário do que o imaginário popular pensa, pessoas com depressão e pensamentos suicidas podem estar ao seu lado. Frequentemente os sinais passam batido a quem não está prestando atenção. Basta olhar com mais empatia à sua volta para perceber. As vezes o sofrimento vem disfarçado, e um ombro amigo é tudo que a pessoa necessita. Foi pensando nisso que  uma coalizão de instituições que defendem a saúde mental no Brasil formou o movimento Falar Inspira a Vida. O movimento incentiva a conversa aberta sobre o assunto e desmistifica o assunto.

O que é o Falar Inspira a Vida

O movimento quer ressignificar o que é falar sobre depressão e colocar luz sobre o assunto. Assim, eles utilizam guias, vídeos e ações nas maiores cidades do país para atingir o maior número de pessoas e conscientizar aqueles que precisam a pedir ajuda. Em 2020 uma das ações será nos metrôs de São Paulo, nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, onde serão distribuídos mais de 27 mil exemplares do guia.

Para conhecer mais sobre a iniciativa, assista ao vídeo.

 

Onde posso buscar apoio?

A organização filantrópica e sem fins lucrativos CVV – Centro de Valorização à Vida está aberta 24 horas por dia, 7 dias por semana, e suas ligações são gratuitas em todo o país. O atendimento pode ser feito de forma anônima, preservando a identidade de quem liga. Também é possível buscar o atendimento por meio do site ou e-mail.

Além disso, se você possui sentimentos como tristeza extrema, pensamentos suicidas, falta de vontade para coisas simples do cotidiano, é possível procurar atendimento psicológico e terapêutico na sua cidade.

O medo é sempre é associado como um sentimento ruim, mas existem maneiras dele ser utilizados de maneira positiva. Saiba como identificar a melhor maneira para lidar com ele

A psicóloga Adriana de Araújo fala sobre o medo, como ele pode ser usado a seu favor e quando devemos procurar ajuda para melhorar aquele medo paralisante.


O medo é aquela sensação de preocupação que nunca vai embora, como se algo de ruim fosse acontecer a qualquer momento. Quem sofre com esse sentimento vive em alerta, com uma constante impressão de que alguma coisa vá acontecer a qualquer momento (seja uma pessoa querida, uma situação importante, em algum lugar…).

Alguns sintomas de quem sofre com o medo podem ser:

Esses sintomas podem desencadear reações que são sentidas no corpo, como:

E por esses sintomas serem tão desconfortáveis e por algumas vezes impedirem a vida de seguir normalmente, a primeira reação é de fuga. Afinal, estar longe do objeto de que temos medo é um dos atos mais comuns de proteção. É um modo de autopreservação.

Porém, ao fazer isso, algumas pessoas podem limitar a vida e evitar situações importantes, como deixar de ir a uma viagem de trabalho, ou uma reunião no prédio, por não conseguir entrar no elevador. Alguns pacientes não conseguem dirigir os carros e passam a depender de outros para conseguir ir e vir. Esse sentimento faz com que a falta de autonomia e de liberdade de escolha de quem convive com ele sofra.

Mas se pensarmos além dos sentimentos ruins, será que existe algo mais para se entender sobre o tema, e que pode ser tirado de bom de tudo isso? Bom, com toda certeza, o medo nem sempre é uma coisa ruim.

O lado bom do medo

Melhor falando: nem todo tipo de medo é positivo, mas nem todo medo é negativo. Como assim? É importante avaliar, situação por situação, sintoma por sintoma, qual a melhor maneira para lidar com o problema.

Mas como devemos identificar os medos bons dos ruins? Bom, é importante avaliar o problema e suas consequências. Afinal, o medo que nos impede de viver de forma plena não é bom, fazendo com que pessoas deixem de fazer diversas coisas no trabalho e na vida pessoal simplesmente por não se sentirem bem o suficiente.

Porém, o medo que nos protege não nos impede de viver o momento. É o medo que surge como um alerta, um sinal de atenção, e que nos protege dos reais perigos existentes. Por exemplo, se alguém não sabe nadar sente medo de entrar sozinho em uma piscina funda, esse sentimento é adequado. Mas se a mesma pessoa que não sabe nadar sente medo em uma aula de natação, mesmo com a ajuda de um profissional e toda a segurança envolvida, este sim é entendido como um problema. Afinal, ele limita que a pessoa consiga realizar alguma coisa, mesmo aprender e superar a sua limitação.

Quando um tratamento é indicado?

Neste caso, o tratamento indicado para a cura do medo é a psicoterapia, e, quando indicado, um tratamento psiquiátrico com medicação. Existem diversas técnicas de cura para quem sente medo, e a libertação pode acontecer quando há:

Técnicas como terapia breve, cognitiva comportamental, novo código da Programação Neurolinguística, Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR) e Hipnose Ericksoniana são muito úteis no processo de crescimento pessoal e direcionados com total foco no caminho de cura.

Viver sem medo é libertador. A uma vida que lhe aguarda após a superação do medo! Siga em frente no caminho da superação.

Fonte: Minha Vida

Trabalhar de casa com certeza é um desafio. Para quem nunca trabalhou dessa maneira, entrar de cabeça na nova rotina pode deixar tudo confuso e afetar a produtividade. Mas com medidas simples é possível tornar o home office organizado e prazeroso

Por causa da crise do Coronavírus e pensando na segurança e saúde dos seus funcionários, muitas empresas passaram a adotar o esquema de home office. E para muitos, que nunca haviam trabalhado nessa forma, saber organizar a vida e desligar o botão do cérebro de que estar em casa é sinônimo apenas de descanso, ou evitar só pensar de trabalho o tempo inteiro e não conseguir descansar, é muito complicado. Porém, com algumas dicas, essa rotina pode se tornar menos estressante.

Saiba quando começar e terminar de trabalhar

Manter horários de trabalho é muito importante. Por isso, ter uma rotina fixa pode te ajudar a diferenciar os momentos de trabalho e os momentos de descanso. Coloque um despertador que marque os horários de início e término de trabalho. Assim, você sempre saberá os horários certos e evitará que trabalhe demais ou de menos.

Se arrume para trabalhar

Estando em casa a vontade de trabalhar de pijama pode ser grande. Mas ao fazer isso, você pode ficar mais tentando a procrastinar, por se sentir muito confortável. O ideal é se arrumar como se fosse um dia de trabalho normal. Ao fazer isso, seu cérebro entende que esse é um horário de produção, e não de relaxamento. Além disso, dessa forma será mais fácil ser pego de surpresa caso aconteça uma chamada de vídeo.

Converse com seus familiares

Em um momento em que estamos todos juntos em casa, sem que ninguém possa sair para evitar uma possível contaminação, é importante que seus familiares saibam quando você poderá atender um chamado ou não. Portanto, converse com a sua família. Delimite e mostre seus horários, e peça que só chamem durante esse período quando for extremamente necessário.

Tire algumas pausas para respirar

Alguns estudos mostram que caminhar 5 minutos entre o horário de trabalho ajuda na produtividade. Levante, tome um café ou uma água. Respire lentamente e solte bem devagar o ar. É uma época complicada e a ansiedade pode bater na porta, mas todos estão sentindo isso. Para se manter produtivo, também é importante cuidar da sua saúde mental.

Tenha um espaço fechado para trabalhar

Se possível, arrume um lugar com uma porta. Dessa maneira, ao entrar e sair, será mais fácil entender quando seu trabalho começa e quando termina. Isso ajudará a determinar um espaço diferente do seu trabalho e do resto da casa, evitando que a sensação de que a casa se tornou o escritório aconteça. Procure um ambiente silencioso, confortável e seguro onde possa realizar suas tarefas. Além disso, evite trabalhar na cama. Sentar em uma cadeira evita problemas de coluna futuros e te dá uma sensação de trabalho maior.

Planeje suas tarefas e crie pequenas metas

Organize sua agenda e tenha um planejamento completo do seu dia. Se possível, faça uma lista com as tarefas mais importantes a serem realizadas no dia. Dessa forma você consegue começar o dia já sabendo o que deverá ser feito.

Uma tarefa não é uma coisa única. Mas sim, composta de diversos pequenos passos. Assim como numa caminhada, os primeiros passos são mais difíceis, mas com o tempo se tornam mais fáceis. Por isso, caso consiga, fragmente demandas maiores em passos pequenos. Ao conseguir realizar cada uma dessas pequenas metas, você estará mais perto de concluir um objetivo maior. Além disso, a realização de ter conseguido entregar essas metas te ajudará na sua motivação, o que facilitará suas outras atividades.

Use aplicativos para te ajudar a focar

Aproveite da tecnologia e utilize aplicativos que possam te ajudar a se manter focado. Seja para ouvir uma música que possa te colocar concentrado, ou para te ajudar a monitorar os períodos de maior foco, alguns sites e aplicativos te ajudam na missão de se manter ativo durante o home office.

Opções como o Trello ou o Asana são ótimos para criar listas de tarefas e lembretes. Já outros, como o Stay Focus, controlam o tempo que você gasta em determinados sites. Além destes, o FocusList permite que você crie temporizadores para cada tarefa e é uma ótima maneira para manter o foco.

O momento é de apreensão. Com a chegada do coronavírus no Brasil, pensar em alternativas para afastar o pessimismo nesse período é fundamental para conseguir se manter bem

Quando algo que acontece no mundo afeta nossa rotina, é fácil o sentimento de incômodo, tristeza e pessimismo se instaurar. Portanto, é fácil se sentir receoso com o futuro. Por isso, manter a mente e com pensamentos positivos é vital para enfrentar essa crise e fortes e com uma boa qualidade de vida.

Desta forma, separamos algumas atividades que podem ajudar a clarear os pensamentos e a diminuir o peso que essas semanas com o coronavírus podem trazer.

  1. Pratique atividades que diminuem o estresse

Passeie com o cachorro em locais abertos e com grande circulação de ar, ligue para um amigo, tome um banho relaxante ou aproveite o tempo com as crianças. Tente evitar as bebidas alcoólicas, tabaco e drogas nesse período, pois elas podem afetar seu sistema nervoso e outras funções neurológicas que afetam suas emoções.

  1. Tente manter a sua rotina o máximo que conseguir.

Vá para a cama e levante de manhã nos seus horários habituais. Coma refeições regulares e nos momentos em que comeria no dia a dia. Ao fazer isso, a rotina fica menos afetada e assim é possível ter uma sensação de normalidade quando as coisas parecem confusas.

  1. Procure opções de exercícios longe da academia

Exercícios como yoga, alongamentos e abdominais podem ser feitos em casa. Além disso, porque não aproveitar a bola de futebol encostada em casa para bater aquele recorde pessoal de embaixadinha? Isso pode ajudar a manter o físico e o movimento em dia.

  1. Medite e descanse os pensamentos

Existem muitos aplicativos e vídeos disponíveis online com meditações guiadas. Eles podem ajudar a acalmar a mente nos momentos de ansiedade e estresse, e ainda pode ajudar a melhorar o sono. Tire uns minutos do seu dia para cuidar da sua saúde mental. Com isso é possível afastar o pessimismo e ter ânimo para outras tarefas.

  1. Controle o tédio!

Tente se manter sempre ativo e engajado. Evite ficar o tempo inteiro na frente da TV ou abrindo a geladeira para aquela escapadinha no meio da tarde. Aproveite os momentos livres do seu dia para fazer coisas que te dão prazer. Portanto, assista um filme, jogue um jogo de tabuleiro ou ligue para um amigo para jogar papo fora. Qualquer coisa que ajude a trazer uma boa sensação no seu tempo ocioso.

 

 

Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito, já dizia a famosa música de Milton Nascimento. Ter amizades saudáveis faz bem para a saúde mental e física

Seres humanos por natureza são sociáveis, precisam da relação com o outro para viver. Seja no seu ambiente de trabalho, em casa com a família ou mesmo em atividades básicas do dia a dia, nós estamos sempre nos relacionando e criando laços com outras pessoas. Certamente, o nosso corpo responde a esse e outros estímulos, e com as nossas amizades não poderia ser diferente.

Desde a infância, buscamos nos conectar com quem tenha o mesmo gosto, jeito e ideia que nós. Amigos são pessoas que escolhemos manter em nossa vida, independentemente do tempo, por isso, criar relações fortes e duradouras é tão importante. Ao mesmo tempo, amigos nos ajudam a amadurecer, nos entender como pessoa e são aqueles com quem podemos dividir o peso e angústias da vida.

Ter amigos melhora a qualidade de vida

Estudos sugerem que o suporte social que vem das amizades é altamente associado a uma melhor saúde física e mental, enquanto o isolamento social é frequentemente associado a altos níveis de estresse e doenças crônicas, além de doenças mentais, tais como a depressão e a ansiedade.

Segundo recente estudo da Plos One, a intensidade e o tamanho do círculo social de uma pessoa é um grande fator na diminuição de estresse, bem como no aumento da alegria, e influencia tanto quanto a realização de atividades físicas. Ou seja, ter amigos auxilia numa melhor qualidade de vida tanto quanto manter uma rotina equilibrada.

Estas são algumas razões pelas quais vale a pena manter amizades saudáveis e duradouras:

Nos ajudam a ter maior longevidade

Pessoas que são solitárias podem ter a longevidade reduzida. Pesquisadores da Universidade de Chicago acreditam que pessoas solitárias tendem a ter o organismo mais indefeso contra doenças, maior número de noites ruins de sono e maior incidência de casos de estresse.

São enormes fontes de otimismo e companheirismo

Sorrir faz a vida ficar mais leve e a alegria é contagiante! Portanto, se você está para baixo e o seu amigo está feliz, as chances de ele dividir a alegria e te animar são enormes! Além disso, ter um amigo com quem compartilhar o peso do mundo faz com que enfrentar qualquer situação seja muito mais fácil.

Nos ajudam a amadurecer

As pessoas que trazemos para as nossas vidas nos ajudam a entender o mundo de perspectivas diferentes da nossa vivência pessoal. Ouvindo e compartilhando com quem pensa e tem uma vida diferente nos ajuda a crescer e a desenvolver a empatia, a perdoar e entender melhor outras pessoas.

Trazem saúde para o nosso coração

Ao criar emoções positivas, os riscos de ter doenças cardíacas ou infartos diminuem cerca de 22%, além de combater a depressão. Isso porque as boas emoções influenciam diretamente nos nossos batimentos cardíacos.

Aumentam a nossa autoestima

Amizades podem ajudar a melhorar a nossa autoestima naqueles momentos em que não estamos tão felizes com nós mesmos. Por outro lado, não ter amizades pode nos deixar solitários, o que pode nos deixar vulneráveis há
diversos problemas.

Te deixam mais ativos

Quando se é solitário, sair de casa pode ser muito mais difícil. Sendo assim, ao cultivar amizades, abrimos a chance de conhecer e experimentar atividades novas e talvez te incentivar a sair da sua zona de conforto e criar novas experiências.

Aumentam a qualidade de vida

Ao passar mais tempo com amigos, nós vamos encher a nossa vida de suporte, ótimas conversas, diversão e provavelmente muitas risadas! Com a presença de pessoas positivas em nossas vidas, nos tornamos mais gratos e passamos a fazer mais coisas positivas por outras pessoas, criando assim uma rede de apoio maior com as pessoas ao nosso redor.

Ao reconhecer gatilhos que levam à obesidade, a terapia pode ajudar pessoas que já passaram por diversos processos diferentes de emagrecimento

Quando pensamos em emagrecimento, dieta e academia logo vem à mente. Porém, a chave do sucesso pode estar escondida na mente.

Alguns estudos mostram que pessoas que sofrem de depressão, ansiedade, distúrbios alimentares ou distúrbios emocionais estão mais sujeitas à problemas com obesidade e ganho de peso.

Atuação do psicólogo

A psicologia pode colaborar no emagrecimento e apresentar resultados contra problemas de compulsão alimentar, responsáveis pela obesidade e seus diversos riscos à saúde.

“Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) se baseia na análise e modificação de comportamentos disfuncionais. Esses comportamentos podem desencadear gatilhos que levam o paciente a uma alimentação inadequada”, explica a psicóloga Lauren Archilla, do SPA Sorocaba.

Os motivos para esses comportamentos podem variar entre assuntos simples, como reestruturação da rotina, e outros complexos, como, um relacionamento abusivo que ainda não havia sido identificado como tal.

Segundo Archilla, a TCC não possui contraindicações e é utilizada, principalmente, nos casos em que é necessário de um ataque rápido a determinado comportamento, seja ele relacionado a compulsões, ansiedade, insônia, dentre outros.

A profissional também explica que o tratamento terapêutico pode ser indicado em mais de um momento na vida. “Muitas vezes damos conta de um determinado comportamento, mas ele volta após algum tempo, acionado por outra circunstância. Sendo assim, não é contraindicado retornar à terapia após uma primeira alta, muito pelo contrário”, finaliza.

A TCC é reconhecida pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) como uma das principais ferramentas de manutenção da reeducação alimentar a longo prazo. Dessa forma, a TCC costuma ser realizada entre 12 e 40 sessões, podendo observar os primeiros resultados já a partir da quinta sessão. Além disso, em alguns casos pode ser necessária a utilização de medicamentos em paralelo à terapia.

Fonte: Vix

Todo mundo precisa comer. Isso é óbvio. Mas existe quem viva para comer e não coma para viver. Será que essas pessoas são viciadas em comida? É realmente possível que isso exista?

“A dependência alimentar não é universalmente reconhecida pelos profissionais da área médica, mas existem profissionais que acreditam, com base em sua visão das pesquisas atuais, que é um conceito que tem utilidade”, diz Chevese Turner, diretora de política e estratégia da National Eating Disorder Association dos EUA (NEDA).

Ao contrário do alcoolismo ou do vício em narcóticos, você não encontrará a dependência alimentar no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. No entanto, você encontrará programas semelhantes aos Alcoólicos Anônimos que tratam desse mal. Apesar do vício não ser reconhecido na comunidade médica, existem pessoas tentando “consertá-lo”.

E tudo ainda é bastante recente. Segundo o Dr. Dráuzio Varella, por meio de seu blog, a primeira descoberta relevante no campo da obesidade só aconteceu nos anos 1990, quando Coleman e Friedman relataram que certos ratos obesos eram insaciáveis, porque apresentavam um defeito genético nas células do tecido adiposo, que as tornava deficientes na produção de leptina – hormônio ligado à inibição do apetite.

Ou seja, ainda estamos engatinhando em termos científicos quando se fala sobre obesidade e problemas de desordem relacionada à comida. Alguns especialistas em distúrbios alimentares temem que um plano de tratamento que peça a supostos dependentes de alimentos que se abstenham de certos alimentos poderia estimular uma alimentação desordenada.

Os “sintomas” da dependência alimentar, de acordo com o Food Addicts Anonymous, são um pouco questionáveis. O site pergunta: “Você já tentou dietas diferentes ou programas de emagrecimento, mas nenhum funcionou de forma permanente? Você come em casa para ninguém ver você? Você evita interações sociais porque você acha que não parece bom o suficiente ou não tem as roupas apropriadas? ”

Todo gordo é viciado em comida?

A diferença entre pesquisa e fatshaming (quando se tenta envergonhar alguém por estar acima do peso) pode ser sutil a ponto de não conseguir ser percebida. Vivemos em uma cultura que policia a ingestão de alimentos e envergonha e intimida pessoas “acima do peso”.

Mas isso quer dizer que toda pessoa com alguns quilos além do padrão estético vigente é, na verdade, viciada em comida? Claro que não.

Outros sintomas listados por Food Addicts Anonymous parecem mais legítimos. “Você se viu vomitando, usando laxantes, diuréticos ou se exercitando muito para evitar um ganho de peso depois de ter comido muito?”, pergunta o site. Esse tipo de sintoma certamente aponta para uma alimentação desordenada, se não um vício alimentar.

Talvez o distúrbio alimentar mais próximo à dependência alimentar seja o distúrbio da compulsão alimentar. Mas não são a mesma coisa. “A dependência alimentar é definida como causando uma preocupação com alimentos que proporcionam prazer intenso e aumenta a dopamina como drogas, álcool, compras, jogos de azar”, diz Turner.

No tratamento da dependência alimentar, a restrição não apenas não é abordada, como também é encorajada, diz Turner. Enquanto os especialistas em distúrbios alimentares concordam que alguns alimentos são projetados para serem tão saborosos e viciantes quanto possível (como as batatas fritas industrializadas) muitos temem que o conceito de dependência alimentar possa ser mais prejudicial do que útil.

Como entender?

Segundo Dráuzio Varella, o comer compulsivo é um padrão recorrente, frequente e que vem junto com a perda do controle. Ou seja, alguém que ingere grandes quantidades de alimentos de maneira rápida e não consegue parar de comer. Caso isso ocorra mais de duas vezes por semana, é preciso ficar alerta, é um sinal de compulsão.

Livre-se da compulsão alimentar

Talvez o principal passo para se livrar da compulsão alimentar seja mudar a relação que se tem com a comida e a raiz do que faz com que a comida se torne um escape.

Muita gente come suas emoções e acaba extrapolando em momentos de raiva, tristeza, estresse. E quando isso se prolonga, a dependência emocional da comida fica cada vez mais arraigada.

Outro fator que leva à compulsão é a proibição. Afinal, o proibido é mais gostoso. Cada vez mais comuns no dia a dia de muitas pessoas, as dietas restritivas, por exemplo, levantam o seguinte questionamento: fazemos do alimento um aliado ou um inimigo?

A nutricionista Marcia Daskal comenta: “A ciência da nutrição já passou por diversas fases. Ovos, pães, manteiga, leite e muitos outros alimentos já foram vistos como vilões da nossa dieta. A comida virou tema científico, com quantidade, jeito certo de preparar e de consumir”.

Com tantas recomendações sobre o que deve ser ingerido, além das proibições, a informação que chega ao consumidor dificulta sua educação e autonomia no momento de definir o que pode ser incluído na rotina, e como isso deve ser feito – e isso vale principalmente para aqueles alimentos que proporcionam a sensação de prazer.

“Sentir-se feliz com a comida e com o próprio corpo não é uma realidade tão distante de nós a ponto de não podermos mudar o rumo da nossa alimentação. Quando foi que deixamos de levar marmita da festinha, com bolo e brigadeiro, para levar marmita para a festa? Comer não tem que ser chato e nem científico”, afirma a nutricionista.

Isso não significa que o caminho contra a compulsão é simples. Nem sempre é possível trilhar essa jornada só. Portanto, busque ajuda multidisciplinar de psicólogos, nutricionistas e médicos. Afinal, sua saúde vale mais que tudo.

Fonte: Health Magazine.

Sim, é real. E é pior do que você pensa. Aqui estão alguns fatos alarmantes sobre esse novo vício

Você está lendo esse texto em um telefone? Se a resposta for sim, você certamente está em boa companhia. De acordo com uma pesquisa realizada pela Millward Brown Brasil e Net Questo, o brasileiro médio gastou aproximadamente 3 horas por dia em seu smartphone todos os dias em 2016. A geração da faixa dos 30 anos usa por cerca de 4 horas. Conclua as horas que projetamos para gastar em aplicativos de redes sociais ao longo da vida e a soma chega a quase 6 anos. Para colocar isso em perspectiva, é 36% mais tempo do que qualquer um de nós gasta comendo e bebendo. Parece assustador, né? E pode, sim, ser um vício.

Dizem que a recuperação começa com o reconhecimento do problema, então aqui vai jornalista de saúde Catherine Price, entrou recentemente na minha caixa de correio.

Então, se você ainda não está convencido de que a mensagem se aplica a você, aqui estão seis fatos alarmantes – e algumas sugestões fáceis – que podem convencê-la de que é a hora de parar de navegar compulsivamente ou não, baseados no livro ‘How to Break Up With Your Phone’, da jornalista Catherine Price.

1 – “Phubbing” é uma coisa

Sabe esse hábito irritante que seu amigo tem de verificar suas mensagens casualmente enquanto fala com você? Bem, é tão comum que agora existe um nome real para isso: phubbing. Fazer isso é um sinal claro de dependência.

2 – Os aplicativos de mídia social são projetados para te prender

Você sempre procura por seu telefone sem pensar? Ou atualiza seus feeds de mídia social, mesmo quando você já os verificou há alguns minutos atrás? Você não está só. A verdade é que quase todos os aplicativos do seu telefone foram habilidosamente projetados para produzir essas respostas por designers habilidosos na manipulação da química do cérebro para induzir comportamentos viciantes.

3 – Os smartphones e as máquinas caça-níqueis têm algo em comum

Existe esse frisson que você sente sempre quando pega seu telefone: “será que haverá um texto daquele carinha da festa?”, ou uma mensagem sobre um grande novo projeto de seu chefe. Bem, os psicólogos têm um termo para esse irresistível sentimento de imprevisibilidade: recompensas intermitentes. E adivinhe quais outros dispositivos comuns encorajam comportamentos de adicção, preso naquela sensação de que algo emocionante pode acontecer a qualquer momento? Máquinas caça-níqueis. Na verdade, os smartphones são basicamente máquinas caça-níqueis que mantemos nos nossos bolsos.

4 – Nossos telefones estão alterando nossos cérebros

Você sente que não pode mais se concentrar? Sua capacidade de lembrar de coisas que você leu ficou dramaticamente pior desde que você começou a fazer a maior parte da sua leitura on-line? Não é a sua imaginação. Quando lemos mídia digital, a paisagem desordenada de links e anúncios e as breves explosões de atenção exigidas pela rolagem e deslocamento e twitteamento resultam em uma contradição em termos: “um estado de distração inteligentemente focado.E enquanto essa distração parece ser temporária, seus efeitos são, na verdade, de longo prazo.

5 – Os aplicativos estão vendendo a coisa mais valiosa que temos

Sim, as mídias sociais podem ser divertidas – mas é importante lembrar que essas aplicações são mais do que apenas compartilhar testes e memes. Você já se perguntou por que os aplicativos de mídia social são todos gratuitos? É porque não somos realmente os clientes e a plataforma de redes sociais em si não é o produto. Em vez disso, os clientes são anunciantes. E o produto que está sendo vendido é nossa atenção.Este é um grande negócio, porque nossa atenção é a mais coisa valiosa que temos. Quando decidimos sobre o que prestar atenção no momento, estamos tomando uma decisão mais ampla sobre como queremos passar nossas vidas.

6 – Há uma boa razão para que os inovadores tecnológicos não deixem seus filhos possuírem dispositivos

Quando você é pai, o cálculo de seus próprios comportamentos negativos de celular é ruim – mas assistir os mesmos hábitos infectarem seus filhos é ainda pior. É provavelmente por isso que, quando se trata de suas vidas pessoais, muitos dos principais inovadores em tecnologia digital escolheram proteger suas próprias famílias dos dispositivos o maior tempo possível. Considere isso: Steve Jobs não deixou que seus filhos usassem o iPad. E Bill e Melinda Gates não deixaram seus filhos ter telefones até os 14 anos.

Mas isso não é o fim

Não temas: ainda há boas notícias. Todos nós temos a chance de reverter o curso, corrigir nossos comportamentos viciantes e encontrar um relacionamento com nossos telefones que seja produtivo e positivo, não tóxico. Onde começar?

Primeiramente, entre em suas configurações e desative as notificações do seu telefone. Em seguida, baixe um aplicativo de rastreamento, que pode ajudar a fazer uma verificação de verdade sobre a quantidade de tempo que você passa olhando para aquela pequena tela.

Finalmente, nunca use seu telefone do seu quarto e compre um despertador real.

E lembre-se: amanhã é um novo dia.

A cafeína é a droga mais popular e amplamente utilizada no mundo. E muitos dizem que seu consumo pode estar ligado a crises de ansiedade, mas será que isso é verdade? Descubra

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, cerca de 31% dos adultos americanos experimentarão, em algum momento de suas vidas, um transtorno de ansiedade. Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou o Brasil como o país mais ansioso da América Latina – 9,3% da população brasileira possui o que se chama Transtorno de Ansiedade Generalizada. Mas será que a cafeína pode afetar – ou até mesmo causar – a ansiedade?

Café x ansiedade

Existe, sim uma associação entre ingestão do estimulante e saúde mental.

De fato, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) – guia publicado pela Associação Americana de Psiquiatria e usado por profissionais de saúde para o diagnóstico de transtornos mentais – atualmente lista quatro desordens relacionadas ao composto:

Um estudo de 2008, publicado no Journal of Neurochemistry, mostrou como a cafeína aumenta o estado de alerta, bloqueando uma substância química do cérebro chamada adenosina, que faz com que você se sinta cansado e, ao mesmo tempo, desencadeie a liberação de adrenalina que aumenta a energia.

Se a quantidade de cafeína é alta o suficiente, esses efeitos são mais fortes, resultando em ansiedade induzida por cafeína. Embora existam benefícios mentais gerados pelo uso da cafeína, altas doses são conhecidas como fonte confiável de indução de sintomas de ansiedade. Pessoas com transtorno de pânico e transtorno de ansiedade social são especialmente sensíveis.

Um outro estudo publicado em 2005 observou que o consumo excessivo de cafeína pode levar a sintomas semelhantes a condições psiquiátricas, incluindo distúrbios do sono, aumento da hostilidade, ansiedade e sintomas psicóticos.

Sintomas de ansiedade e sintomas de cafeína

De acordo com a Harvard Medical School, o uso de cafeína pode imitar os sintomas da ansiedade. Alguns desses sintomas mais comuns são:

Abstinência de cafeína

Se você está acostumado a consumir regularmente cafeína e para abruptamente, pode sentir sintomas de abstinência, como:

A abstinência de cafeína não é considerada perigosa, mas pode ser difícil e angustiante para quem está acostumado a consumi-la regularmente.

Se você se considera viciado em cafeína, mas quer ou precisa abdicar da substância, uma saída é reduzir o consumo gradualmente, incluindo dormir e se exercitar o suficiente e manter-se hidratado.

Quanta cafeína você está consumindo?

A concentração de cafeína varia de acordo com o tipo de bebida, a quantidade e o estilo de fermentação.Abaixo estão as faixas de conteúdo de cafeína em bebidas populares:

Quanta cafeína tem na sua bebida?

Quanta cafeína é cafeína demais?

De acordo com a Food and Drug Administration (FDA), o consumo de 400 miligramas por dia, o que é equivalente a cerca de 4 xícaras de café, normalmente não resulta em efeitos negativos ou perigosos para adultos saudáveis.

Mas a federação também estima que cerca de 1.200 mg de cafeína podem resultar em efeitos tóxicos, mesmo em adultos saudáveis, como convulsões.

Ao analisar esses números, lembre-se de que há grandes variações nas sensibilidades das diferentes pessoas quanto aos efeitos da cafeína e a velocidade com que elas são metabolizadas.

Afinal, cafeína gera ansiedade?

Há uma associação entre ambos, incluindo transtorno de ansiedade induzido por cafeína. No entanto, para a maioria das pessoas, a ingestão moderada de cafeína é segura e pode trazer benefícios.

Reduzir ou eliminar rapidamente a cafeína de sua dieta pode levar a sintomas de abstinência, que também podem gerar ansiedade.Se você sentir que sua ansiedade está aumentando devido à cafeína, ou se estiver se sentindo ansioso, fale com seu médico sobre a quantidade certa para você.

Fonte: Healthline

Sabe aquela pessoa que rouba sua energia? Aprenda a se livrar dessa vibração ou evitar tais pessoas

Sabe aquele conhecido que sempre tem uma notícia ruim para dar ou vive falando mal dos outros? Ou aquele colega de trabalho que acha que tudo sempre vai dar errado? Essas pessoas, muitas vezes, podem influenciar no ambiente, trazendo um clima de conflito, rivalidade e desconfiança. André Assunção, psicólogo do Hapvida Saúde, explica que são consideradas “pessoas tóxicas” quando trazem uma negatividade para o ambiente em que atuam. Por alguma razão, essas pessoas conseguem deixar o clima pesado ou fazem com que as outras pessoas se sintam desconfortáveis na presença delas.

Por isso, é importante estar atento aos sinais que podem ser identificados, desde o discurso até as ações das pessoas tóxicas. Questionar a habilidade do outro, expressar inveja, desdém ou, até mesmo, duvidar da conquista de alguém pode ser um desses sinais.  Também é preciso ter cuidado com a convivência com esses indivíduos, pois eles podem prejudicar a produtividade do ambiente de trabalho, a interação entre os colegas e até a felicidade e bem-estar alheio.

“Na verdade, essas pessoas não precisam ser evitadas, podem ser somente levadas a refletir sobre o que dizem ou fazem. Para isso, caso você presencie alguém falar algo negativo para o outro, pode apenas chamar para uma conversa privada e questionar qual a finalidade do comentário. Caso persista, ser claro, sem ser grosseiro, pode ajudar quando é alguém disposto a ouvir o que o outro tem a dizer”, orienta.

O especialista destaca que não se trata de uma doença e que os sintomas apresentados podem ser temporários. “Quando passam por alguma situação traumática, o julgamento de uma pessoa tóxica pode ficar equivocado. Inclusive, elas podem chegar a apresentar ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outros problemas. No entanto, são situações passageiras”, afirma Assunção.

Segundo Assunção, é possível buscar um tratamento psicoterapêutico, desde que esse tipo de indivíduo perceba que desenvolve tais atitudes.  “O acompanhamento psicológico pode contribuir para ampliar o autoconhecimento e superar o negativismo e outras características das pessoas tidas como tóxicas. E quando o grau for excessivo, a avaliação do psiquiatra também fará parte deste processo”, diz o psicólogo.

Sabe aquela dificuldade de perder peso, mesmo seguindo a dietas e planos de exercícios? Pode ser, literalmente, coisa da sua cabeça

Estudo realizado por psicólogas do AME Jardim dos Prados, administrado pela Associação Congregação de Santa Catarina revela, a partir da psicanálise, como adolescente em tratamento pode ter desenvolvido obesidade desde o seu nascimento.

Mais da metade da população paulista (52,6%) está acima do peso, aponta levantamento divulgado em 2014 pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Foram entrevistadas, por telefone, 5,7 mil pessoas da capital e do interior com objetivo de avaliar os fatores de risco e de proteção para doenças crônicas. Na análise por gênero, os homens apresentam um percentual um pouco maior, 54,9%. Entre as mulheres, 50,4% estão com excesso de peso.

O sobrepeso entre a população do Estado está um pouco acima da média nacional, que é de 51%. Em relação à obesidade, o percentual é menor, em torno de 19%. Foi neste cenário que as psicólogas, que têm a orientação pautada pela psicanálise, Ana Paula Barcelos Correia e Maria Fernanda Veiga Miglioli, que atuam no Ambulatório Médico de Especialidades Jardim dos Prados (AMEJP), administrado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, realizaram um estudo para compreender como fenômenos psicossomáticos psicanalíticos podem estar relacionados com a obesidade.

À luz da psicanálise, as especialistas trabalharam com um estudo de caso de um adolescente de 13 anos, com o objetivo de identificar questões psíquicas que podem dificultar a perda de peso. O tratamento foi iniciado a partir do encaminhamento da endocrinologista que acompanhava o jovem, que avaliou a necessidade de um direcionamento psicológico para o seu caso. O adolescente também era acompanhado por nutricionista e cardiologista.

A participação dos pais foi permanente, uma vez que a ideia do trabalho era também avaliar a influência direta dos familiares em todo o processo. Este fator, aliás, está entre os principais focos do estudo, segundo o qual o tratamento psicanalítico para obesos demanda, necessariamente, de uma avaliação dos familiares do paciente, de modo que seja possível identificar aspectos do relacionamento familiar que eventualmente geram impactos para o indivíduo em tratamento.

Por meio das sessões realizadas com o adolescente, foi possível constatar que ele permanecia fixado na chamada fase oral, ainda com uso de objeto transicional, o que significa uma dificuldade do indivíduo de se separar da imagem da mãe e constituir uma projeção de si como ser diferenciado.

Com a ajuda da psicoterapia, neste caso específico, o jovem e seus familiares adquiriram a consciência de que em suas relações existia o excesso de comida e a falta de afeto. Desta forma, entendeu-se que o corpo do garoto, utilizado como seu principal meio de expressão, representava, por meio do exacerbado consumo de comida que o levou à obesidade, algum desejo não satisfeito.

De acordo com as psicólogas, “essa família tem uma demonstração empobrecida de união e afeto, simbolicamente, por meio de representações. A forma que impera é a identificação – no corpo, na obesidade, na passividade e até na agressividade”.

“Como eixo condutor desta discussão, refletimos sobre as relações familiares, o processo de identificação, os entraves a partir do olhar narcísico dos pais e a falha no processo de representações pela linguagem. Apesar de um corpo jovem que grita em função de problemas graves de saúde, foi valorizado não só o resultado na balança, mas principalmente o discurso familiar e o significado da obesidade nesta família”, resumem as autoras.

Se a raiva te dominar, aprenda a mandá-la embora e a parar de nutrir esse sentimento até que vire um monstro maior do que você

Você solta fumaça pelo nariz quando alguém te ultrapassa no trânsito? Sua pressão sanguínea aumenta quando seu filho se recusa a cooperar com as tarefas de casa? O trabalho faz seu coração acelerar e te dá vontade de xingar todo mundo ao redor? Parece uma quantidade bastante razoável de raiva contida.

A raiva é uma emoção normal e até saudável nas situações certas– mas é importante aprender a lidar com isso de maneira positiva. Raiva descontrolada pode prejudicar sua saúde e seus relacionamentos.

Manter sua temperatura sob controle pode ser um desafio, mas você pode e deve querer encará-lo. Já ouviu a expressão “pensar com o fígado” para quando se age por um impulso de raiva sem racionalizar? Essa expressão não é assim infundada como parece.

A medicina tradicional ayurvédica da Índia e a milenar medicina chinesa atribuem o sentimento de raiva ao fígado. Você não quer encher o seu dia-a-dia de bile e deixá-lo amargos como fel, não é mesmo?

Segundo essas duas correntes orientais, o descontrole emocional causado pela raiva afeta o corpo como um todo por meio do fígado – segundo maior órgão do corpo humano, perde apenas para a pele em tamanho.

Isso porque eles acreditam que tudo o que acontece no nosso organismo é causado pela energia que emanamos e recebemos – e essa energia pode ficar circulando no nosso organismo ou podemos aprender a liberá-la e com isso libertar nosso corpo e nossa mente daquilo que realmente não nos serve.

Ainda bem que para quase tudo se pode dar um jeito nessa vida. Basta um pouco de boa vontade, esforço e convicção para trocar velhos hábitos por novos que sejam mais adequados para aquilo que você precisa. Pronta para deixar sua raiva sob controle? A Mayo Clinic, um dos maiores nomes no mundo em pesquisa e descobertas na área da saúde e bem-estar, separou algumas dicas que podem te ajudar a viver melhor e com muito menos raiva. Aproveite!

1 – Pense antes de falar

No calor do momento, é fácil dizer algo de que você vai se arrepender depois. Tire alguns momentos para reunir seus pensamentos antes de dizer qualquer coisa – e permita que os outros envolvidos na situação façam o mesmo. Ouvir é tão ou mais importante do que falar.

2 – Quando estiver calmo, expresse sua raiva

Assim que estiver pensando com mais clareza, quando a tempestade tiver acabado e o calor do momento tiver se dissipado, expresse sua frustração de maneira assertiva, mas não conflituosa. Indique suas preocupações e necessidades de forma clara e direta, sem ferir os outros ou tentar controlá-los.

3 – Pratique algum tipo de atividade física

A atividade física pode ajudar a reduzir o estresse que pode ser uma das causas da raiva indiscriminada. Se você sentir sua raiva aumentando, faça uma rápida caminhada, corra ou passe algum tempo fazendo outras atividades físicas agradáveis.

4 – Tome um tempo

Pedir tempo, como nos esportes, não é algo que funciona apenas para crianças. Faça pequenas pausas durante o dia que tende a ser estressante. Alguns momentos de silêncio podem te ajudar a se sentir melhor preparada para lidar com o que está pela frente sem sentir uma quantidade absurda de raiva.

5 – Identifique possíveis soluções

Em vez de se concentrar no que causa o sentimento de raiva, trabalhe para resolver o problema em questão. O quarto bagunçado do seu filho te tira do sério? Feche a porta. Seu parceiro está atrasado para o jantar todas as noites? Programe as refeições no final da tarde – ou aceite comer sem companhia algumas vezes por semana. Lembre-se de que a raiva não consertará nada e ainda poderá piorar a situação.

6 – Use sempre declarações que especifiquem sua opinião própria

Para evitar criticar ou colocar a culpa em alguém – o que pode apenas aumentar a tensão – use as reitere que você tem um problema com aquilo. Faça isso de maneira específica e respeitosa. Por exemplo, diga: “Estou aborrecida por você ter saído da mesa sem se oferecer para ajudar com os pratos”, em vez de “você nunca ajuda em nenhuma tarefa doméstica”.

7 – Não guarde rancor

O perdão é uma ferramenta poderosa. Se você permitir que a raiva e outros sentimentos negativos acabem com sentimentos positivos, você poderá se ver engolido pela sua própria amargura ou sentimento de injustiça. Mas se você pode perdoar alguém que tenha irritado você, aí poderá aprender com a situação e fortalecer seu relacionamento.]

8 – Use o humor para liberar a tensão

Rir um pouco pode ajudar a liberar a tensão. Use o humor para te ajudar a enfrentar o que está deixando você com raiva e, possivelmente, com expectativas irrealistas que você tem sobre como as coisas devem acontecer. Evite o sarcasmo, porém –isso pode ferir sentimentos e piorar as coisas para todos os envolvidos.

9 – Pratique atividades de relaxamento

Quando seu temperamento se inflama, coloque as suas habilidades de relaxamento para trabalhar. Pratique exercícios de respiração profunda, imagine uma cena relaxante ou repita uma palavra ou frase calmante, como “Acalme-se”. Você também pode ouvir música, escrever em um diário ou fazer algumas posições de ioga – o que for preciso e funcionar para trazer uma sensação de relaxamento.

1 – Saiba quando procurar ajuda

Aprender a controlar a raiva é um desafio para todos os tipos de pessoas em alguns momentos da vida. Procure ajuda para problemas de raiva se a sua raiva parece fora de controle, faz com que você faça coisas das quais você se arrepende depois ou machuque as pessoas ao seu redor.

A dismorfia corporal afeta a percepção da própria imagem e pode até levar ao suicídio em casos extremos

A imagem do espelho é sempre incômoda? Você se sente gorda, feia, inadequada, mesmo quando todo mundo te diz o contrário? Isso pode ser uma condição chamada dismorfia corporal.

A dismorfia corporal é um transtorno mental em que você não para de pensar em um ou mais defeitos percebidos ou falhas em sua aparência – uma falha que, para outros, é menor ou não observável. Mas que causa muita vergonha e ansiedade em quem sofre desse mal, a ponto até mesmo de levar ao isolamento social.

Quem sofre com a dismorfia corporal fica intensamente obcecado com a aparência e a imagem corporal, checando repetidamente o espelho, cuidando ou buscando afirmações de que sua aparência é boa, às vezes por muitas horas todos os dias. Sua falha percebida e os comportamentos repetitivos lhe causam sofrimento significativo e afetam sua capacidade de funcionar em sua vida diária.

Você pode procurar inúmeros procedimentos cosméticos para tentar “consertar” sua falha percebida. Depois, você pode sentir uma satisfação temporária, mas muitas vezes a ansiedade retorna e você pode retomar a busca por uma maneira de corrigir sua falha percebida.

Sintomas da dismorfia corporal

Causas da dismorfia corporal

Não se sabe especificamente o que causa a dismorfia corporal. Como muitas outras doenças mentais, pode resultar de uma combinação de causas, tais quais:

Fatores de risco para a dismorfia corporal

Alguns fatores parecem aumentar o risco de desenvolver ou desencadear transtorno dismórfico corporal, incluindo:

Consequências da dismorfia corporal

A dismorfia corporal vai além das aparências. É um distúrbio e não sinal de futilidade. Essa condição pode afetar seriamente a vida diária, incluindo seu trabalho, vida social e relacionamentos. Toda a ansiedade causada pelos supostos defeitos também pode levar à depressão, autoflagelo e até mesmo a pensamentos suicidas.

Se você suspeitar que alguém em seu círculo social sofre com a dismorfia corporal, a primeira coisa a reconhecer é que você precisa levar isso realmente a sério. A segunda é que a crença deles em suas falhas físicas é excepcionalmente real para eles, e eles não estão deliberadamente tentando receber elogios. A terceira é que a ajuda profissional necessária está disponível. O apoio das pessoas próximas é essencial, especialmente para dar a sensação de que a batalha é árdua, mas que tudo pode ficar bem.

Muitas pessoas com dismorfia corporal não procuram ajuda porque estão preocupadas demais que as pessoas as julguem ou pensem que são superficiais ou frívolas. Isso significa que muitas pessoas que sofrem com esse transtorno provavelmente passarão por isso por um longo período de tempo antes de procurar por ajuda especializada. Reconhecer os sintomas, tratá-los e buscar ajuda em uma rede multidisciplinar – que vai de psicólogos a amigos, é importantíssimo para sobreviver a essa condição.

Fontes: Mayo Clinic, NHS e Bustle.

Você leva a sério as lições de Marie Kondo no seu armário, ou pelo menos tenta  – e se esforça para manter o resto de sua casa linda e arrumada. Mas como anda seu ambiente mental?

Essa bagunça também precisa ser arrumada. Preocupações cotidianas (por que ele não me ligou de volta?) e preocupações subconscientes (não acredito que comi outro biscoito) ocasionalmente se acumulam e confundem sua mente. E, mais frequentemente, esses pensamentos caóticos e competitivos não são do tipo produtivo; eles apenas distraem você do que está acontecendo no momento e tiram energia preciosa de todo o resto das coisas que você precisa fazer.

Isso é extremamente desgastante e beira a autocrueldade. Felizmente para os que pensam demais, podemos aprender a arrumar a confusão mental e abrir espaço para coisas mais importantes. O primeiro passo é identificar os pensamentos que continuam te atrapalhando e tirar esse poder que eles têm. Entenda como.

Deixar o que passou para trás

Talvez sua sogra tenha se superado com sua mais recente atitude passivo-agressiva, ou um amigo tenha dito algo que causou grande aborrecimento. O que quer que tenha sido doloroso, ainda faz você estremecer mesmo que semanas já tenham passado. A raiva que você está carregando pode ser compreensível, mas isso te arrasta para baixo. Toda vez que você revê a ofensa ou ensaia um retorno, você desencadeia uma reação de estresse em seu corpo. E isso realmente não é necessário.

Limpe a desordem: Expressar seus sentimentos feridos pode ajudar a liberar rancor e seguir em frente. Se você está evitando um confronto, pode ser porque você não espera receber o pedido de desculpas que merece (especialmente da sogra). Há outra opção: rascunhar uma carta e depois jogá-la fora. A parte emocionalmente carregada do seu cérebro que precisa de fechamento não se importa realmente se a outra pessoa está ouvindo ou não. Então, mesmo apenas escrevendo seus sentimentos, você pode começar a superar sua dor.

Parar de esperar sempre pelo pior

Se seu lema pessoal é “Se algo pode dar errado, provavelmente dará”, esse tipo de pensamento catastrófico te faz gastar recursos mentais antecipando as transformações ruins dos eventos – digamos, seu filho não passando nas provas, por exemplo, ou o desempenho ruim de sua empresa. A preocupação com potenciais armadilhas pode criar uma espiral de negatividade que é difícil de controlar.

Limpe a desordem: você não pode banir pensamentos intrusivos, infelizmente. Tentar ignorá-los muitas vezes só os torna mais fortes. Mas você pode virar seus medos em seu favor para que eles sejam úteis. Veja esse truque: imagine o pior cenário possível e faça um plano de ação. Saber que você poderia realmente lidar com um resultado temido pode torná-lo menos assustador. Você também pode deixar que suas dúvidaste empurrem para frente de maneira saudável. Por exemplo, se você está preocupada que uma mancha na pele possa ser melanoma, vá procurar por tratamento. Se estiver preocupada com a segurança de um ente querido, envie-lhe uma mensagem de texto diga-lhe que o ama.

Parece que nada nunca está realmente terminado

As tarefas surgem em seus pensamentos como pequenos socos. Compre leite. Faça as unhas. Envie um email ao veterinário. Para que você não esqueça dessas coisas, seu cérebro continua lembrando você de novo e de novo.Mas, é claro, a sequência de interrupções evita que você se concentre na tarefa que deveria estar fazendo no momento em que recebe esses flashes.

Limpe a desordem: primeiro, se você ainda não o fez, anote sua lista em um pedaço de papel. Quando você anota suas tarefas, tira-as da cabeça – aliviando assim o cérebro de seu papel de lembrete principal. E tente limitar a lista aos seus itens essenciais. Há uma grande diferença entre o que você acha que precisa ser feito e o que realmente precisa ser feito. Além disso, você pode descobrir que, quando você deixa de assumir a responsabilidade por certas tarefas, outras as compensam. Talvez alguém em sua casa também queira leite e até mesmo possa comprar por você.

Você sofre com a síndrome do impostor

Apesar de todas as evidências em contrário, você não está convencido de que merece seu sucesso – e essa insegurança preenche sua mente com dúvidas. Você não confia em seus instintos e suas decisões. O problema é que nos conhecemos de dentro para fora. Então, mesmo que você seja ótimo em alguma coisa, você sabe sobre todas as vezes que você errou ou falhou no passado. E aquela vozinha dentro da sua cabeça continua sussurrando: “Você é uma fraude”.

Limpe a desordem: lembre-se de que você é humano – sério. Esse conjunto secreto de falhas que você está escondendo? Todo mundo tem um.Você não pode ser excelente sem cometer erros. Então, avalie melhor os seus pensamentos negativos sobre suas habilidades e pense nas vezes em que teve sucesso tanto quanto nas vezes em que falhou.

Tome cuidado com dietas muito rigorosas

Contar calorias, carboidratos, gramas de gordura – todo esse rastreamento pode ajudar realmente a perder peso e medidas. Mas também cria uma obsessão pela comida e transforma comer em um tabu. Entre os cálculos constantes, a culpa pelos deslizes e o inevitável efeito platô, um regime restritivo pode consumir uma boa dose de espaço cerebral.

Limpe a desordem: pergunte a si mesmo porque você está nesta Terra. Ok, isso é dramático – mas o ponto é, você certamente não está aqui para usar tamanho 36 ou eliminar a celulite (totalmente normal) em suas coxas. Seu corpo não existe para ser um ‘corpo de biquíni. É uma viagem que permite que você faça as coisas que realmente importam para você.Considere mudar para um plano de alimentação saudável mais sustentável, que seja mais suave para a sua mente. E quando você sentir os pensamentos de autocrítica, use-os para cultivar a gratidão. Por exemplo, você pode dizer: “Não amo a aparência das minhas pernas, mas agradeço porque elas me deixam correr com meu cachorro”.

Fonte: Health Magazine

Psicólogo propõe alguns pontos para que o ato de perder peso não se transforme em martírio

Para você, alimentar-se é um ato racional ou emocional?

De acordo com dados do IBGE, a cada dez pessoas, seis estão acima do peso, o que totaliza mais de 80 milhões de brasileiros. Já uma pesquisa do Instituto de psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, realizada em 2013, aponta que aproximadamente 12% da população brasileira é ansiosa, o que representa um universo de 24 milhões de brasileiros com ansiedade patológica. Estima-se, ainda, que 23% da população brasileira terá algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida.

A incessante busca pelo corpo ideal faz com que muitos esqueçam que a questão do ganho de peso, grande parte das vezes, está relacionado a algum distúrbio de caráter emocional e para encontrar o equilíbrio do corpo, antes é preciso resgatar o centro da mente.

Veja, alguns pontos que devem ser refletidos por quem objetiva a perda de peso:

Não existe fórmula mágica na busca da perda de peso, mas o equilíbrio entre o corpo e mente está muito próximo disso, apesar de ser extremamente desafiador!

*Doutor Odair Comin é psicólogo, especialista em hipnoterapia e fundador da Pantrus, plataforma streaming de áudios de hipnose clínica online e de alta performance. Saiba mais em: pantrus.com

Fator de ganho de peso e falta de qualidade de vida, o estresse mina a saúde mental e física

O estresse é um dos fatores mais determinantes para o ganho de peso, pois atua ativamente na liberação do hormônio cortisol. Na opinião da coach de estilo de vida do Eu Essencial Malu Fuchshuber, é possível diminuir o nível de estresse com exercícios simples, que ajudam a sentir-se “presente” e estimulam o autoconhecimento.

Veja 5 dicas práticas da especialista para ajudar a reduzir situações estressantes:

Se concentre na intuição

Na hora de tomar uma decisão importante, preste atenção na sua voz interior. Muitos de nós já ouvimos falar na famosa “intuição”, entretanto, como reconhecer se o que estamos pensando é algo da intuição e não ego ou vontades? Observe sempre, afinal a intuição acontece por indícios naturais do nosso dia a dia.

Xô ansiedade

Sempre que se sentir ansioso, lembre-se de trazer a cabeça de volta para cima do pescoço. Inspire contando mentalmente até 2, expire contando até 4. Repita por 10 vezes.

Seja dono do seu dia

Organize seus afazeres e estabeleça sua prioridade antes de olhar a sua caixa de entrada, WhatsApp e mídias. Então, decida o que é importante para você, faça a sua agenda, realize aquilo que é essencial para que avance. Apenas após isso atenda às necessidades e urgências dos outros.

Medite diariamente

Se você já tentou meditar e logo desistiu por não conseguir parar, não se desespere.

A natureza da mente é pensar; dar o comando para parar de pensar é o mesmo que querer dar a ordem para o seu coração parar de bater. Então, torne tudo mais simples! Sente-se em um local tranquilo, feche os olhos, respire e “deixa ser”.

Apenas observe, sem controlar, sem julgar, sem querer que nada seja diferente. Comece com um minuto e aumente gradativamente.

Corte os “deveria” e os “tenho que” do seu dia

Estas são expressões que geram profundo sentimento de que “não tenho”, “não fiz” ou pior, “não sou” o suficiente. Culpa, vergonha e a vontade de controlar mais e mais só vão piorar sua condição. Quando sentir o diálogo interno aumentando, pare, respire e lembre por apenas um minuto de algo pelo qual você é grato neste momento, pelo que já fez, o quanto avançou, pelo que já é.

Experimente a paz interna que se abre ao olhar para a metade cheia do copo. O exercício da gratidão vai te ajudar a sentir-se renovado e mais otimista com a vida.

Oito ensinamentos para fazer uma reciclagem emocional e olhar para a vida de outra maneira

Bianca Toledo enxergou a necessidade de olhar para dentro de si mesma e colocar ordem no coração. Para compartilhar um pouco deste aprendizado, a autora do livro Reciclagem Emocional, publicado pelo selo Academia, da Planeta, escolheu oito ensinamentos para que todos possam reciclar seus sentimentos, pensamentos e ações e ficar com o coração em ordem.

Perdão

Perdoar é um ato de amor para si mesmo, é necessário porque a raiva faz mal ao coração e à saúde. Esse, sem dúvidas é o primeiro passo para alcançar a reciclagem emocional, pois ao livrar-se desses sentimentos ruins é possível continuar a vida muito mais leve.

Fracassos

Enfrentar as mazelas e aprender com elas é fundamental. Os erros são insistentes professores que estão lá até aprendermos. Não aceitar os erros e buscar incessantemente a perfeição gera a infelicidade.

Amargura

A amargura envelhece, atrofia, emburrece. No final de tudo, seremos reconhecidos pela natureza que guardamos em nós, e nunca devemos segurar amarguras, elas só prejudicam a nós mesmos, devemos nos livrar e cultivar bons sentimentos no lugar.

O Corpo

Nós moramos em nossos corpos e devemos tratá-lo bem. Para isso, é necessário identificar o que ele está nos dizendo. O corpo sempre dá alguns alertas sutis de que há algo errado, seja de ordem física, ou causados pelos sentimentos que afetam o organismo. Neste sentido, ouçam o que o corpo diz, ele sempre está nos mostrando que estamos no caminho errado.

O Confronto

Ninguém gosta de ser confrontado, isso tira as pessoas de seu eixo, de sua zona de conforto, pois pode ser que isso mostre os defeitos que não queremos enxergar. Mas neste caso, temos duas saídas, enfrentar e crescer ou fugir e estagnar. A saída com certeza é ter coragem e confrontar!

Experiência

É impossível chegar ao êxito sem ter experimentado momentos difíceis, traumáticos e negativos. Essas experiências são valorosas e nos ajudam no crescimento emocional. Todas as biografias de grandes homens têm um período muito difícil que os edificaram. Portanto, de valor a todas experiências, algo de bom podemos tirar delas.

Autenticidade

Quando a pessoa assume alguma posição que não lhe pertence perante a sociedade, por vergonha de ser o que é, se frustra. Acaba por assumir uma falsa postura, uma existência de fachada, e passa a viver de aparências, levando uma vida que em nada corresponde à verdade, à sua verdade. Portanto, para poder manter seu coração limpo é necessário que seja autêntico, empenhado em ser quem é.

Agora

Já pensou no poder do agora? O mundo nos pressiona o tempo todo com o acúmulo de informações, experiências passadas e o que precisamos fazer para alcançar o sucesso no futuro, muitas vezes impendem de vivermos o presente. O desperdício de tempo é irreparável. Nunca mais teremos nas mãos aquele precioso segundo, por isso, aproveite sempre o agora. É agora que as coisas acontecem, foco no hoje, no presente!