Trabalho

Nova pesquisa aborda maneiras de engajar funcionários

Atualizado em 10 de abril de 2019
Nova pesquisa aborda maneiras de engajar funcionários

Estudo esclarece as melhores maneiras de se manter funcionários engajados e motivados no trabalho

Funcionário engajado e feliz produz mais, trabalha melhor e tende a permanecer no emprego. E isso é bom para todas as partes.

Em 2018 o número de turnover no Brasil atingiu quase 40%. Essa rotatividade causa perdas financeiras grandes para as empresas, de demissão, nova contratação, requalificação e treinamento de novos profissionais.

Principais motivos de rotatividade de funcionários

  1. Ambiente de trabalho hostil
  2. Baixa remuneração
  3. Poucos benefícios
  4. Liderança fraca
  5. Falta de plano de carreira
  6. Rotina maçante

Esses principais motivos de rotatividade parecem todos bastante simples de serem resolvidos, né? Então, que tal manter os funcionários?

Colaboradores que têm a possibilidade de moldar o seu próprio papel na empresa, trabalhar em colaboração com os seus colegas, e participar de atividades em grupo são mais propensos a ficar engajados no trabalho, segundo uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Curtin.

A pesquisa, publicada no European Journal of Work and Organisational Psychology, examinou as diferentes maneiras pelas quais as organizações podem ajudar seus funcionários a permanecerem fisicamente, cognitivamente e emocionalmente envolvidos em suas atividades profissionais.

A autora principal do estudo, Dra. Caroline Knight, do Instituto do Futuro do Trabalho, com sede na Universidade de Curtin, disse que o envolvimento no trabalho continuou a ser uma consideração importante para muitas organizações, devido aos enormes benefícios para seus funcionários.

“O envolvimento dos funcionários tem sido associado ao aumento da sensação de bem-estar, comprometimento organizacional e desempenho no trabalho, mas também podem contribuir para a diminuição de condições como a estafa e síndrome de burnout, ausências por motivos de doença e incremento no volume de negócios. É essencial que as organizações tenham funcionários engajados, a fim de se manterem competitivos no mercado de trabalho”, diz.

“Descobrimos que os funcionários que foram incentivados a criar proativamente suas próprias tarefas, tais como, assumir um novo projeto de trabalho desafiador, aprender uma nova habilidade ou fazer brainstorming com um colega para resolver problemas, eram mais propensos a permanecer engajados no trabalho.”

A pesquisa também descobriu que os funcionários participaram de atividades voltadas para a saúde e bem-estar, como meditação, gestão do stress, exercícios físicos ou programas de relaxamento estavam mais propensos a permanecer engajados no trabalho, exatamente porque esse tipo de atividades ajuda a reduzir os sintomas como estresse, ansiedade e depressão.

A investigadora responsável pelo estudo também explicou que as descobertas da pesquisa tinham implicações importantes para os gestores, pois esses dados exerciam um papel fundamental na garantia de que sua equipe estava desempenhando em um alto nível para criar o máximo de impacto positivo para a organização.

“É importante para os gestores o fato de apoiar e endossar ações que incentivam atividades de engajamento, pois alguns empregados podem estar relutantes em desistir de seu tempo de trabalho para participar de algo que não está certo é endossado por seu gerente”, disse Knight.

“Além disso, a pesquisa sugere que os empregadores e gerentes que são capazes de fornecer apoio social, feedbacks realmente produtivos e oportunidades de desenvolvimento para os seus empregados e os ajudam a gerir a sua carga de trabalho, pressão de tempo, e as demandas emocionais, são mais predispostos a ver resultados positivos”.

A pesquisa, apoiada por uma bolsa do Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC) do Reino Unido, foi co-autoria de pesquisadores da Escola de Administração da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Por que gestores ignoram as ideias de funcionários?

Um dos problemas mais frequentes que causam demissões voluntárias ou não são os problemas entre funcionários e médias gerências, ou seja, seus gestores imediatos.

Quando os funcionários compartilham ideias e trazem suas preocupações ou problemas, as organizações inovam e têm um desempenho melhor. Os colaboradores costumam ser os primeiros a ver problemas nas linhas de frente, portanto, sua contribuição pode realmente ajudar na tomada de decisões gerenciais.

No entanto, os gestores nem sempre promovem ou levam em consideração as ideias dos funcionários. Na verdade, eles podem até mesmo desconsiderar ativamente as preocupações dos funcionários e agir de forma a desencorajar os funcionários a se expressarem.

Isso apresenta um paradoxo: por que os gerentes não encorajam vozes e ideias de baixo para cima quando é benéfico para eles e suas organizações?

Muitas pesquisas atuais sobre o assunto sugerem que as médias gerências estão frequentemente presas em suas próprias formas de trabalhar e se identificam tanto com o status quo que têm medo de ouvir informações contrárias vindas de baixo.

Em um artigo recente, publicado na revista científica Organization Science, uma perspectiva alternativa foi oferecida pela Harvard Business Review: a de que os gerentes frequentemente não criam a cultura de dar voz aos funcionários não porque são autocentrados ou se preocupam apenas com seus próprios egos e ideias, mas porque suas organizações os colocam em posições impossíveis.

Os resultados encontrados foram que os gestores enfrentam dois obstáculos distintos: eles não têm o poder de agir de baixo e sentem-se obrigados a adotar uma perspectiva de curto prazo para trabalhar.

A lição que fica é que a cultura da comunicação é o que realmente pode garantir saúde em todos os sentidos. Saúde financeira para as empresas, saúde mental para colaboradores e gestores e fôlego para que o trabalho possa ser realizado da melhor maneira possível pelas melhores versões de seus funcionários.

 

Fonte: Harvard Business Review e IBC Coaching

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